Resultado da busca por nelson rodrigues

Nelson Rodrigues em 100 contos inéditos, por Rita Costa

Publicado por em 17/04/2014 | 6 comentários

A vida como ela é: 100 contos inéditos

Primeiramente: antes de ler Nelson, aconselho você a “neutralizar” seus conceitos e preconceitos para mergulhar no universo delicioso, embora polêmico desse autor, que, por ser tão controverso é conhecido como O Anjo Pornográfico. Todo leitor sabe contextualizar, mas é sempre bom lembrar.

Os romances rodrigueanos sempre cheios de conflitos morais, emocionais e familiares fazem a gente viajar a meados dos anos 50 e 60, época de revoluções culturais e políticas preteridas pelo autor. Nelson Rodrigues se ocupa em contar histórias cotidianas daquelas boas de ler, que te prendem do início ao fim e que, claro, como na vida real, têm desfechos cômicos, e quase sempre trágicos (levando em consideração o perfil do escritor). A Vida Como Ela É, remetendo ao título do livro.

O recorte geográfico feito por Nelson, apesar de ser pernambucano é o Rio de Janeiro, e mesmo o leitor jamais tendo visitado, sentir-se familiarizado à cidade é batata! (os que já leram alguma obra reconhecem de primeira essa expressão muito usada por ele, que designa certeza).

A vida como ela é: 100 contos inéditos

E por falar em é batata!, como não se contaminar com o vocabulário que esta leitura apresenta pra gente? É consenso que um dos pontos altos da escrita do autor é exatamente a curiosa quantidade que ele traz de expressões que nossos avós e talvez pais detectem facilmente. Como diria o próprio: um deleite.

Acostumada a ler romances mais longos do autor, quando vi na prateleira 100 contos inéditos não titubeei, porque, confessadamente apaixonada por sua obra, não tinha lido ainda histórias mais curtas características desse estilo, e convenhamos, 100 contos, e inéditos, são um prato cheio para qualquer fã declarado!

Como esperado: devorei o livro. A fluidez com que Nelson relata as situações fazem a gente se sentir um ouvinte atento às histórias “cabeludas” contadas por ele, e você acaba viajando no tempo, reconhecendo as características dos personagens tão simples e ao mesmo tempo complexos, remontando fatos que você já ouviu falar que aconteceu com a prima da sua tia de segundo grau, e fazendo o inevitável questionamento: “Imagina se fosse comigo?”. Enfim, são 100 contos que fazem a gente querer que publiquem mais uma centena, de tão instigastes. Recomendo fortemente aos que apreciam uma boa leitura.

ritinhaColaboração: Rita Costa

Curiosa e leitora inveterada sempre que dá.

Encontre Rita no Facebook.

Obrigada, Ritinha! <3

Tags deste post: , , ,

Ocupação Nelson Rodrigues no Recife

Publicado por em 25/08/2012 | Um comentário

Foto 01: Ivson

Foto 02: Ivson

Cem anos Nelson Rodrigues faria no último dia 23, se vivo estivesse. As homenagens pelo centenário foram muitas na própria quinta-feira, e vão continuar ao longo do ano. Quem leu alguma obra do escritor e dramaturgo (e jornalista e provocador e amante de futebol) sabe que tamanha euforia em torno da data é merecida. E sabe ainda que não estão mentindo quando dizem que ele era um grande investigador da alma humana e seus limites.

Temas duros ganham uma leveza estranha na literatura de Nelson Rodrigues, só para mostrar o quanto estamos envolvidos com loucuras amorosas, sexuais, violentas. Quando li O Casamento, comprovei a admiração que sempre vem junto com o nome do escritor.

O autor de A Vida Como Ela É nasceu no Recife, e, para quem mora aqui, a Torre Malakoff abriga a Ocupação Nelson Rodrigues até 21 de outubro. Uma exposição que o homenageia por meio das suas próprias palavras, memórias e fotos, coletadas em jornais, pôsteres, revistas, entrevistas sonoras, visuais e impressas. Um programa interessante para o fim de semana.

Ocupação Nelson Rodrigues
Visitação pública: 24 de agosto a 21 de outubro
De terça-feira a sexta-feira, das 10h às 19h
Sábados, domingos e feriados, das 15h às 19h
Torre Malakoff (Praça do Arsenal da Marinha, s/nº, Bairro do Recife)
Entrada franca

Via Dulce Reis. Fotos de Divulgação/Ivson.

Tags deste post: , , , , , ,

Resenha | Difícil escapar ao olhar íntimo de Nelson Rodrigues

Publicado por em 9/09/2010 | Deixe um comentário

Colocada na boca do monsenhor Bernardo, essa é uma das frases mais representativas do que é o romance O Casamento, de Nelson Rodrigues. É uma premissa válida, na minha opinião, para intimidade em geral, a privacidade em segundo, terceiro níveis. Imagine registrar num papel cada gesto, palavra, ou, pior ainda, todos os pensamentos – até aqueles rápidos – de um ser humano. Dificilmente alguém escaparia impune.

"O Casamento", de Nelson Rodrigues

É mais ou menos isso que Nelson Rodrigues faz.

Os personagens não poderiam ser mais triviais: um diretor de uma imobiliária, a filha com casamento marcado, a secretária submissa, a cafetina ousada, o padre conselheiro. Mas o escritor põe ao avesso cada um desses estereótipos mostrando como se encontra obscenidade numa pessoa comum. É bisbilhotando pelo buraco da fechadura, como o próprio dramaturgo define, que ele revela preconceito, adultério, assassinato, incesto, estupro, homossexualismo, e por aí vai.

Nessa minha primeira incursão na obra de Nelson Rodrigues, entendi o estilo único sempre citado quando se faz referência ao brasileiro. É desconcertante a naturalidade com que temas como esses são abordados em O Casamento. Com a propriedade de quem conheceu de perto as mazelas humanas como repórter policial do jornal carioca A Manhã, aos13 anos, o pernambucano descreve um assassinato ou uma orgia como se falasse de uma cena ocorrida num palco teatral.

Leia mais

Tags deste post: , , , ,

Agora eu vou de Nelson Rodrigues

Publicado por em 13/05/2010 | 3 comentários

Que livro ler agora? Indecisa por natureza, confesso que passei alguns dias inertes na dúvida – e naturalmente o blog para de fluir. Aproveitei para diminuir a falta com algumas revistas que também se acumulam na estante. Mas quando você tem muitas opções, o que faz você começar a ler uma obra? Indicação de amigo, crítica, resenha?

Recentemente, tive aula de crítica teatral com um professor absurdo, que é Luís Reis, e percebi a minha falta grave jornalística-literária-dramatúrgica: nunca li nada de Nelson Rodrigues (1912-1980). Então O Casamento, desse grande escritor que explorou a natureza humana de forma única, foi o meu escolhido.

Nelson Rodrigues - O casamento

Em 1943, a estreia da peça Vestido de Noiva no Brasil, texto de Nelson Rodrigues e encenação do polonês Ziembinski, chocou a plateia e a crítica – era modernidade demais. Uma trama que não era linear, misturava violência, incesto e outras podreiras humanas incomodou muito uma plateia acostumada ao teatro onde o “ponto”, um profissional escondido no palco, ainda ditava as falas para os atores. Não é coisa da época, pois há cinco anos na Europa a encenação de outro texto do dramaturgo, O Anjo Negro, continuou sendo um escândalo.

Então isso é (um pouquinho de) Nelson Rodrigues.

E se vocês clicarem acima vão assistir esse bate-papo divertido com duas figuras impagáveis: Otto Lara Resende entrevistando Nelson Rodrigues, que tinha renascido de um coma de 15 dias. A entrevista ainda tem parte 2 e parte 3.

Como se não bastasse, o livro chegou às minhas mãos indicados por duas amigas muito queridas e é de Kleber de Brito. E provavelmente ele só vai descobrir que o “Nelson” dele está comigo se ler esse post (isso me inspirou para um post sobre livros emprestados). Mas prometo que está bem cuidado ;)

E quem aqui já leu Nelson Rodrigues?

Tags deste post: , , , , , , ,

Resenhas

Publicado por em 20/05/2015 | Deixe um comentário

1984, George Orwell
[colaboração] Resenha |1984, por Júlia Cortizo

 

A ARTE DE FAZER ACONTECER, de David Allen
Livro #2 de 12 | Resenha | A arte de fazer acontecer (GTD), de David Allen

 

OS BEATS, Harvey Pekar
SÓ GAROTOS, Patti Smith
[colaboração] Resenha | Um livro dentro de um livro olhando pra outro livro, por Catarina Cristo

 

O CASAMENTO, Nelson Rodrigues
Resenha | Difícil escapar ao olhar íntimo de Nelson Rodrigues

 

A CIDADE INTEIRA DORME, Ray Bradbury
[Resenha] A cidade inteira dorme, de Ray Bradbury

 

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ, Jojo Moyes
[Resenha] Eu não achei que podia gostar de Como eu era antes de você

 

COMO TER UMA VIDA NORMAL SENDO LOUCA, Camila Fremder e Jana Rosa
[colaboração] Resenha | Como ter uma vida normal sendo louca, por Elisa Lacerda

 

CONFISSÕES DE UM CAFAMÂNTICO, Ricardo Coiro
[colaboração] Resenha | Confissões de um Cafamântico, por Elisa Lacerda

 

O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA, José Saramago
[Resenha] O meu primeiro Saramago: O Conto da Ilha Desconhecida

 

UM DIA, David Nicholls
Resenha | Em & Dex: os dias de duas vidas de verdade

 

ENQUANTO AGONIZO, William Faulkner
[colaboração] Resenha | Enquanto Agonizo nas linhas de Faulkner, por Wagner Bezerra Pontes.

 

FAHRENHEIT 451, Ray Bradbury
Resenha | Em 1953, Fahrenheit 451 criticava a redução dos clássicos

 

FRACASSO DE PÚBLICO (três volumes), Alex Robinson
Resenha | Dos melhores quadrinhos: Fracasso de Público

 

O GRANDE GATSBY,  F. Scott Fitzgerald
Resenha | O Grande Gatsby

 

O HÁLITO DA MORTE, Isaac Asimov
RESENHA | “O Hálito da Morte” em que Isaac Asimov é 1% recalque

 

HIBISCO ROXO, Chimamanda Ngozi Adichie
[colaboração] Resenha | Hibisco Roxo da nigeriana Chimamanda, por Ellen Guerra.

 

O HOBBIT, de J.R.R. Tolkien
Resenha | O Hobbit abriu o paladar para Tolkien

 

HORROR EM RED HOOK, de H. P. Lovecraft
Resenha | Descobrindo o horror em Lovecraft

 

LARANJA MECÂNICA, Anthony Burgess
[colaboração] A história de amor entre a 1ª edição de Laranja Mecânica e minha estante

 

LEITE DERRAMADO, Chico Buarque
[colaboração] Resenha | O sabor que tem, por Keila Brito

 

MENINOS DO BRASIL, Ira Levin
Resenha | Quando uma ficção científica nazista não é bem uma ficção

 

A MULHER DE VERMELHO E BRANCO, Contardo Calligaris
Resenha | A mulher de vermelho e branco é “number one”

 

RETALHOS, Craig Thompson
[colaboração] Resenha | Retalhos: uma graphic novel capaz de tocar o mais cético dos leitores

 

RITA NO POMAR, Rinaldo de Fernandes
Livro #3 de 12 | Resenha | Rita no Pomar para surpreender

 

SIMPATIA PELO DEMÔNIO, Bernardo Carvalho
[colaboração] [Resenha] Simpatia pelo Demônio é uma história sobre relacionamentos e obssessão, por Bianca Dias.

 

TRAVESSURAS DA MENINA MÁ, Mario Vargas Llosa
Resenha | Para se deixar seduzir pela menina má

 

TRILOGIA MILLENIUM, Stieg Larsson
Os Homens Que Não Amavam as Mulheres + A Menina Que Brincava com Fogo + A Rainha do Castelo de Ar.
[Resenha] Trilogia Millenium: o legado do jornalista investigativo sueco Stieg Larsson

 

VASTAS EMOÇÕES E PENSAMENTOS IMPERFEITOS, de Rubem Fonseca
Livro #1 de 12 | Resenha | As vastas emoções de Rubem Fonseca

 

A VIDA COMO ELA É… EM 100 INÉDITOS, de Nelson Rodrigues
[colaboração] Resenha | Nelson Rodrigues em 100 contos inéditos, por Rita Costa

 

No tempo em que a publicidade vendia livros

Publicado por em 14/05/2012 | 9 comentários

Anúncio Nelson em 1944

Anúncio Dickens em 1944

Tenho pouco apego ao passado, em geral gosto das mudanças. Não é o caso da extinção da publicidade para livros em veículos tradicionais de comunicação. Essas fotos da revista Diretrizes, em 1944, são a prova de que o marketing do produto livro já foi bem mais evoluído, com direito a publicidade para chamar a atenção dos leitores para os novos títulos. Onde e por quê isso se perdeu?

Devia funcionar bastante, pois leitores de jornal são potenciais leitores de livros. E eram bons títulos, como Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, e Romances Condensados, de Charles Dickens. Hoje em dia a maior propaganda de um livro é o boca a boca, alguns canais na internet, anúncios em revistas especializadas, e pronto, uma pobreza. Imagina andar na rua e ter um outdoor sobre um livro, ou abrindo o jornal ou assistindo à TV. Parece ficção científica.

Os achados são do blog Livros Etc., da Josélia Aguiar. Lá, tem mais imagens de anúncios antigos.

Tags deste post: , , , ,

De leitor pra leitor, sugestões de presentes

Publicado por em 19/12/2011 | 3 comentários

Vamos lá, que este ano eu estou ajudando com os presentes de Natal. Depois das indicações de mimos aqui, perguntei aos leitores no Facebook, que livros eles gostariam de ganhar? Sugestões colhidas vão abaixo, com preços médios, para você não ir sem ideias para a livraria. Afinal, difícil presente mais certeiro para ambos os sexos do que oferecer uma boa leitura.

Indicações de Filipe Freitas

O Fim da Eternidade é um dos títulos do grande nome da ficção científica, Issac Asimov, que viveu entre 1920 e 1992. É uma das indicações de Filipe Freitas. A outra é As crônicas de Gelo e Fogo (os dois primeiros volumes de 5 lançados, saem por volta de R$ 69,90), do George R.R. Martin, base da série Game of Thrones, que estreou na TV causando alvoroço. Mas se for dar esse, certifique-se de que o seu presenteado ou gosta de ler ou é nerd o suficiente para iniciar a saga com esses dois calhamaços de 500 páginas.

indicações de Daniela Steagall

Nada de Novo no Front (L&PM Pocket, R$ 16), de Erich Maria Remarque, é a primeira sugestão da Daniela Steagall. Publicado em 1929, em um cenário belicoso, é um livro pacifista ao mostrar os horrores do ponto de vista de um jovem alemão. Tem também o clássico celebrado 1984, de George Orwell (Companhia das Letras, R$ 29,90).

Uma resenha do A História Sem Fim (Martins Fontes, R$ 42), de Michael Ende, no Livros e Afins dá uma ideia pra gente do porquê a Daniela o inseriu na lista. Parece que está fora de catálogo, mas na Estante Virtual sempre tem.

É o caso também de O Caçador de Andróides, de Philip K. Dick, sugestão da Aline Beuttenmüller. Esgotado, nem uma imagem decente eu encontrei, só tem alguns exemplares na Estante Virtual (ou talvez num sebo mais próximo de você), com preços entre R$ 25 e R$ 45.

Indicações de Larissa Brainer

Para Larissa Brainer, a lista de presentes cobiçados começam por Daytripper (Vertigo, R$ 52,20), de Gabriel Bá e Fábio Moon, os primeiros brasileiros consagrados com um Eisner, prêmio super importante na indústria dos quadrinhos. Na Revista O Grito, tem uma ótima resenha. O Anjo Pornográfico (Companhia das Letras, R$ 51,21), de Ruy Castro, sobre o escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues, é sempre uma boa pedida.

O Apanhador no Campo de Centeio, clássico de J. D. Salinger, sobre o qual você pode ler mais no Digestivo. Dica de Larissa ainda é o mais famoso de Jack Kerouac, On The Road (L&PM Pocket, R$ 19,60), famoso por retratar a juventude pé na estrada nos anos 60. Não é a primeira vez que ele rola por aqui, Catarina sugeriu até um roteiro, começando dele, para entender a geração beat.

Outras indicações de Larissa Brainer

E, por último, Zen e A Arte da Manutenção de Motocicletas, de Robert M. Pirsig, que é meio difícil de encontrar, mas vi por R$ 52 na web. No resumo, “uma viagem de moto feita por um homem e seu filho durante as férias de verão transforma-se numa odisséia pessoal e filosófica”. Pelo jeitão, eu nunca leria, mas se Larissa indicou, eu boto fé.

Obrigada demais a todos que contribuíram! <3

Que você achou? Tem mais sugestões? Vai dar algum de presente? Conta nos comentários!

Tags deste post: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Nuvem de Livros: biblioteca virtual à vontade a R$ 4 por mês

Publicado por em 14/11/2011 | 5 comentários

Site Nuvem de livros

A essa altura, todos sabem que a Fliporto 2011 está, como eu gosto de dizer, bombando. E embora ainda não tenha dado as caras na sétima edição da festa literária, abrigada no charme de Olinda, difícil um momento na programação que não prometa conteúdo. Entre questionamentos e livros, uma das coisas mais legais lançadas por lá, logo no primeiro dia, foi o Nuvem de Livros.

O projeto preenche a lacuna que ficou, desde que a Netflix começou a operar no Brasil. Afinal, se pode existir um serviço que cobra R$ 15 por mês e disponibiliza milhares de filmes para assistir por streaming, de alta qualidade, quantas vezes quiser, por que não um de livros? A Amazon anunciou estar trabalhando em algo parecido, mas os brasileiros se adiantaram.

Pagando R$ 0,99 por semana (R$ 4 por mês), é possível acessar todos os e-books da Nuvem, classificados em categorias que vão da literatura à filosofia, passando por ciências, enciclopédia, dicionário, artesanato. Como os primeiros dias são gratuitos, corri para me cadastrar e testar. Vamos ao que interessa.

Uma coisa que deve deixar muita gente de fora é que o Nuvem de Livros funciona agregado, exclusivamente, com a Vivo. Então, quem não tiver um celular da operadora não consegue nem efetuar o cadastro. Não é o meu caso. Então, coloquei lá meus dados e recebi minha senha via SMS.

No primeiro acesso, você indica seus assuntos de interesse e é convidado a montar seu avatar (achei um pouco desnecessário, mas tudo bem). A interface da ferramenta é do tipo mais-simples-impossível, onde em um mesmo campo de busca você procura um livro por autor, título ou palavra-chave.

Em relação ao que interessa (literatura!), no panfleto da Nuvem de Livros, estão propagandeados autores cujas obras ainda não estão lá: Twain, Ferreira Gullar, Nelson Rodrigues, Cony, Kafka. Por outro lado, tem muita coisa boa disponível: vários de Rubem Fonseca, alguns de Guimarães Rosa, Histórias Extraordinárias, do Edgar Allan Poe, algumas biografias, e trocentos Machados de Assis. Tudo em português.

Claro que ninguém deve se impressionar com a quantidade de Machado de Assis, pois a obra do autor é de domínio público. Para quem não sabe, a lei brasileira de número 9.610, de 1998, define que 70 anos após a morte do autor (a partir de 1 de janeiro do ano seguinte), a obra fica livre de direitos autorais. Nos EUA, o prazo é de 95 anos. Também vale para produtos audiovisuais e fotografias. No mesmo barco, estão Fernando Pessoa e Sigmund Freud.

Leia mais

Tags deste post: , , , ,
Página 1 de 212