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Woody Allen indica: os cinco livros preferidos

Publicado por em 2/05/2012 | 4 comentários

Woody Allen

Estamos no quinto mês do ano, e daqui a pouco acaba o primeiro semestre. Um pouco de terrorismo para perguntar sobre aquela lista de livros que você prometeu ler em 2012. Ainda está de pé? Sobre a minha, se fosse uma competição, eu perderia fácil, mas continuo jogando. E se você está meio perdido sobre o que ler agora, que tal o top 5 do mestre Woody Allen? Você pode até não gostar dos filmes dele, mas que ele tem super bom gosto – vide referências nos filmes -, ninguém pode negar. Dá uma olhada nos preferidos dele.

1. The Catcher in the Rye, de JD Salinger (1951)
2. Really the Blues, de Mezz Mezzrow and Bernard Wolfe (1946)
3. The World of SJ Perelman (2000)
4. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (1880)
5. Elia Kazan: A Biography, por Richard Schickel (2005)

Outra opção é ir na seção Indico do Menos um na estante, com posts sobre livros que eu e colaboradores recomendamos. ;)

Do The Guardian.

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Na cama com os escritores

Publicado por em 14/12/2011 | Um comentário

Cada lista impagável esse Flavorwire tem, como essa de famosos da cultura pop flagrados na cama. Entre Andy Wahrol e Elizabeth Taylor, por exemplo, catei as imagens de alguns escritores.

Ernest Hemingway , bem folgado, lendo o The New York Times, em foto de George Leavens.

Ernest Hemingway , bem folgado, lendo o The New York Times, em foto de George Leavens.

A segunda, de Truman Capote, no Kansas, em 1967 (foto de Steve Schapiro).

A segunda, de Truman Capote, no Kansas, em 1967 (foto de Steve Schapiro).

Arnold Newman registrou a imagem de Woody Allen, trabalhando de sua cama, em 1996.

Arnold Newman registrou a imagem de Woody Allen, trabalhando de sua cama, em 1996.

Dica de Dulche.

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Sobre cinema, Meia-Noite em Paris e Dorian Gray

Publicado por em 3/07/2011 | 2 comentários

Cena do filme "Meia noite em Paris"

Hoje é domingo, dia de cinema (como todos os dias). Amo filmes, assim como livros, café e outras coisas, e não tem essa semana em que eu não veja um. Embora goste e estude crítica cultural, me permito ter uma relação bem mais leve com a sétima arte: ver, curtir e ficar satisfeita. O filme não tem que dar um novo sentido à vida, sou fã de comédias românticas, filmes de ação, suspense, super-heróis. Só não pode fazer a gente de idiota.

Quando o filme é denso, fica remoendo na cabeça, faz pensar sobre a vida, levanta questões para discutir na mesa de bar ou num café, também é uma delícia (ou até doloroso). Como eu sou desmemoriada, um grande critério de avaliação é eu lembrar do filme depois de um tempo. Nem que seja de uma cena, um personagem, uma ideia. E eu duvido que eu vá esquecer de Meia-noite em Paris.

É difícil eu não gostar de filmes de Woody Allen, porque eles sempre abordam relacionamentos, colocam uma lupa nas pequenas coisas, e são cheios de referências interessantes. Mas esse é especial, porque é pra se encantar. É o deslumbre por Paris – as luzes, as ruas, os hábitos -, pela inspiração artística que a cidade e seu imaginário trazem, pelo movimento cultural da capital francesa dos anos 20 (leia ótima matéria no Jornal Opção).

Owen “nariz torto” Wilson vive Gil, um roteirista de Hollywood cujo sonho é ser escritor (acabo de me lembrar do George RR Martin, ex-roteirista de TV e agora autor da saga Game of Thrones). Ele visita Paris com a noiva, e encontra não só inspiração, amor, mas também grandes nomes da literatura, música, artes plásticas do começo do século, de uma maneira que só assistindo para entender. Imagina tomar uma com Hemingway? Curtir a festa do casal Zelda e Scott Fitzgerald, tergiversar com Luis Buñel, saber as opiniões de Gertrude Stein, Cole Porter, Pablo Picasso, Salvador Dalí. Enfim, vale a pena cada $$ da entrada.

Outro filme literário em cartaz nos cinemas é a adaptação de O Retrato de Dorian Gray, clássico do Oscar Wilde de 1890. Na verdade, a décima adaptação. Você já viu alguma? Pretendo conferir, mas sem tantas esperanças de ver um bom filme (esse cartaz aumentou meu preconceito), embora ele conte com o Colin Firth (O Discurso do Rei) num papel secundário. O triste é que o longa, dirigido por Oliver Parker, é de 2009 e só estreou no Brasil agora.

“Percebeu que ficaria louco ou doente, se continuasse pensando no que havia acontecido. Pecados havia cujo fascínio era maior pela recordação do que pelo ato em si mesmo (…) Mas aquele não era desse tipo. Era uma lembrança que devia apagar de sua mente, adormecê-la com ópio, aniquilá-la enfim, mas não se deixar aniquilar por ela.”

Trecho do único romance de Oscar Wilde, que li há uns dez anos e gostei muito. É uma história pesada, sobre um jovem bem posicionado na sociedade, que vive de glamour, e arruma um jeito sombrio de manter sua beleza física intacta enquanto, por dentro, definha. O personagem é complexo, e explora bem essa tensão, que vivemos, conscientemente ou não, entre o que somos e que aparentamos ser. E tendo como pano de fundo, toda a rigidez e mistérios de uma Inglaterra no século 19.

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