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[Resenha] Antes do Baile Verde, a melhor coletânea brasileira de contos

Publicado por em 25/07/2016 | 5 comentários

Livro Antes do Baile Verde

por Wagner Bezerra Pontes

Ela foi indicada este ano para o prêmio Nobel aos 92 anos, e caso ganhe (nenhum escritor brasileiro teve a honra) entrará para história da literatura brasileira feminina, seu nome é Lygia Fagundes Telles (minha escritora preferida!).

Isto seria motivo para falar do melhor romance dela: As Meninas, ganhadora do prêmio Jabuti em 1973. No entanto, lhes apresento a melhor coletânea de contos que já li para que você adentre nas pequenas narrativas e no estilo dela com paixão e inquietude.

O título do livro é uma das melhores e mais profundas histórias Antes do Baile Verde, de Lygia Fagundes Telles. Já indiquei à Márcia Lira num post para o dia das mães, e estava na hora de ser resenhado.

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[Resenha] Retalhos: graphic novel pra tocar até o mais cético dos leitores

Publicado por em 23/05/2016 | 3 comentários

Retalhos - Wagner Bezerra

por Wagner Bezerra Pontes

Dessa vez escolhi Retalhos, de Craig Thompson. Um tijolo das graphic novels mais premiadas dos últimos tempos [me perdoem se apareço mais uma vez com um livro premiado… hehe].

Não li Retalhos somente pelos inúmeros prêmios ganhos no Harvey (melhor artista, melhor graphic novel original e melhor cartunista), no Eisner (melhor graphic novel e melhor escritor/artista), e, em 2005, no prêmio da crítica da Associação Francesa de Críticos e Jornalistas de Quadrinhos. [Ufa, quanta coisa!]

Mas lembro de que o principal motivo da leitura foi justamente por ter visto na primeira página o subtítulo: “um romance ilustrado”. Até começar a me aventurar não sabia das diferenças de Graphic novels para HQs, e fazia muito tempo que não lia nada do gênero.

Pra quem não entende a diferença entre Graphic Novels e/ou HQs (histórias em quadrinhos, gibis etc.), é simples: as Graphic Novels (romances gráficos – tradução literal) são romances contados/escritos com imagens numa única história fechada com início, meio e fim.

Já as HQs inspiram muitas séries (quase sem fim) como as de super-herois do Homem Aranha, Batman, Super homem, Dead Pool; e até as mais famosas aqui no Brasil como as da Turma da Mônica.

O Craig Thompson escreveu Retalhos, em 2004, aos 28 anos, e é seu segundo livro, e se você começar por esse livro ficará encantado para ler os outros livros dele. A editora Companhia das Letras só traduziu Retalhos (2009) e Habibi (2012). 

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[Resenha] “Enquanto Agonizo” nas linhas de Faulkner

Publicado por em 5/04/2016 | Deixe um comentário

Enquanto Agonizo, William Faulkner

Enquanto Agonizo foi escrito em apenas oito semanas.

Por Wagner Bezerra Pontes

Por que ler um clássico?

Não é um simples clássico da literatura Norte-Americana, mas considerado um dos cem melhores romances em inglês do século XX, pelo júri especializado da editora Modern Library (atual Random House).

Enquanto Agonizo, de William Faulkner, é um dos seus romances (o 5º de dezessete) mais ousado na linguagem. Ele decidiu escrevê-lo em oito semanas “sem mudar uma palavra”.

E antes de começar a escrever disse a si mesmo: “Eu vou escrever um livro graças ao qual, em caso de necessidade, eu possa me manter ou cair se eu nunca tocar na tinta de novo”.

Foi publicado em 1930 (depois da Grande Crise de 29), onde vemos a decadência, os sofrimentos e as angústias de uma pobre família rural vivendo após a crise.

O pai disse que farinha e açúcar e café custam caro demais. […] Por que farinha e açúcar e café custam caro quando se é um garoto do campo?” (pag. 59).

Faulkner gostava de dizer do que se tratava o romance, sobre “o problema do coração humano em conflito consigo mesmo”.

O estilo

O leitor perceberá que a história da família Bundren é uma odisseia sem fim. Num primeiro momento, para quem não está habituado com o tipo de escrita de Faulkner, muito influenciado por James Joyce com o fluxo de consciência, pode achar meio confusa/hermética. Já que, o romance é composto pela voz/visão de cada personagem (15 ao todo).

Em alguns momentos a história pode parecer meio vaga a cada capítulo, fazendo o leitor voltar às páginas para reler e vê se não deixou passar algo. 

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