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Os argumentos sobre o futuro do livro

Publicado por em 12/09/2011 | 18 comentários

Quando me deparo com as questões livro em papel x livro digital, fico muito aberta aos argumentos e às possibilidades. O fato de estarmos em pleno momento de transformação torna muito mais difícil ver as coisas com clareza. Para ajudar, aparecem com frequência coisas legais como essa reportagem do programa ModMTV, ótima dica de @adelmovas (depois de ver oo bloco 1, passem para o 2).

Diferente de muitas reportagens que nascem para provar uma teoria, se é que vocês me entendem, essa conseguiu mostrar pontos de vista interessantes, tanto apontando para o fim do livro em papel quanto para o lado inverso. Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foram a considerações da Ann Thornton, da Biblioteca Pública de Nova York, uma das primeiras a participar do projeto de digitalização de livros do Google, hoje a que tem o maior acervo digital dos EUA, uns 400 mil livros. Ela notou que a procura pelos livros digitais cresceu bastante, mas o aumento é observado em relação ao formato tradicional também: “As pessoas estão visitando a biblioteca e retirando livros impressos mais do que nunca em toda a nossa história. Os números cresceram no geral, no impresso e no digital”.

Uma corrente acredita que títulos mais científicos e universitários farão o sucesso do formato digital, pois são livros pelas quais as pessoas não têm apego emocional, fetiche. E então vem esse estudante entrevistado e diz justamente o contrário: livros de leitura, tudo bem nos e-readers, mas os de estudo, melhor fisicamente para grifar as coisas, fazer anotações, rasurar. Enfim, ele acha o palpável importante para o aprendizado.

Outra coisa que me surpreendeu foi ver as pessoas sempre falando do ato de “virar a página” quando se referem ao apego ao livro de papel, enquanto aqui no Brasil o unânime é citar como é legal o “cheiro do livro”. Será que é cultural?

Vale também ler o depoimento de adepto aos e-readers que o @tarrask deixou aqui no blog, dia desses.

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Impressão e nostalgia

Publicado por em 15/08/2011 | Deixe um comentário

Vídeo simpático sobre o processo de impressão tipográfica, tão leve e lúdico. É pura nostalgia. Não sei porquê achei que cairia bem nesta noite dominical. Dica de Dulce.

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Sobre cinema, Meia-Noite em Paris e Dorian Gray

Publicado por em 3/07/2011 | 2 comentários

Cena do filme "Meia noite em Paris"

Hoje é domingo, dia de cinema (como todos os dias). Amo filmes, assim como livros, café e outras coisas, e não tem essa semana em que eu não veja um. Embora goste e estude crítica cultural, me permito ter uma relação bem mais leve com a sétima arte: ver, curtir e ficar satisfeita. O filme não tem que dar um novo sentido à vida, sou fã de comédias românticas, filmes de ação, suspense, super-heróis. Só não pode fazer a gente de idiota.

Quando o filme é denso, fica remoendo na cabeça, faz pensar sobre a vida, levanta questões para discutir na mesa de bar ou num café, também é uma delícia (ou até doloroso). Como eu sou desmemoriada, um grande critério de avaliação é eu lembrar do filme depois de um tempo. Nem que seja de uma cena, um personagem, uma ideia. E eu duvido que eu vá esquecer de Meia-noite em Paris.

É difícil eu não gostar de filmes de Woody Allen, porque eles sempre abordam relacionamentos, colocam uma lupa nas pequenas coisas, e são cheios de referências interessantes. Mas esse é especial, porque é pra se encantar. É o deslumbre por Paris – as luzes, as ruas, os hábitos -, pela inspiração artística que a cidade e seu imaginário trazem, pelo movimento cultural da capital francesa dos anos 20 (leia ótima matéria no Jornal Opção).

Owen “nariz torto” Wilson vive Gil, um roteirista de Hollywood cujo sonho é ser escritor (acabo de me lembrar do George RR Martin, ex-roteirista de TV e agora autor da saga Game of Thrones). Ele visita Paris com a noiva, e encontra não só inspiração, amor, mas também grandes nomes da literatura, música, artes plásticas do começo do século, de uma maneira que só assistindo para entender. Imagina tomar uma com Hemingway? Curtir a festa do casal Zelda e Scott Fitzgerald, tergiversar com Luis Buñel, saber as opiniões de Gertrude Stein, Cole Porter, Pablo Picasso, Salvador Dalí. Enfim, vale a pena cada $$ da entrada.

Outro filme literário em cartaz nos cinemas é a adaptação de O Retrato de Dorian Gray, clássico do Oscar Wilde de 1890. Na verdade, a décima adaptação. Você já viu alguma? Pretendo conferir, mas sem tantas esperanças de ver um bom filme (esse cartaz aumentou meu preconceito), embora ele conte com o Colin Firth (O Discurso do Rei) num papel secundário. O triste é que o longa, dirigido por Oliver Parker, é de 2009 e só estreou no Brasil agora.

“Percebeu que ficaria louco ou doente, se continuasse pensando no que havia acontecido. Pecados havia cujo fascínio era maior pela recordação do que pelo ato em si mesmo (…) Mas aquele não era desse tipo. Era uma lembrança que devia apagar de sua mente, adormecê-la com ópio, aniquilá-la enfim, mas não se deixar aniquilar por ela.”

Trecho do único romance de Oscar Wilde, que li há uns dez anos e gostei muito. É uma história pesada, sobre um jovem bem posicionado na sociedade, que vive de glamour, e arruma um jeito sombrio de manter sua beleza física intacta enquanto, por dentro, definha. O personagem é complexo, e explora bem essa tensão, que vivemos, conscientemente ou não, entre o que somos e que aparentamos ser. E tendo como pano de fundo, toda a rigidez e mistérios de uma Inglaterra no século 19.

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Coffee time, para turbinar a semana

Publicado por em 27/06/2011 | Deixe um comentário

“Cada xícara de café contém sua própria alma, extraída do seu sentimento hoje. Cada xícara de café é como um show de mágica contendo uma jornada diferente e trazendo inesgotável imaginação e surpresas. Com um gole, você não só prova sua própria história, mas também muda sua perspectiva de mundo.”

Inspirador, não? É uma tradução livre de um trecho que está abaixo do vídeo, no Vimeo. Stop-motion já é simpático por natureza, sobre café então! É para desejar uma boa semana pós-feriadão para todos.

E registrar o desejo de turbinar o Menos um na estante, em homenagem aos leitores que disseram que gostam, pediram para postar mais. Fico muito agradecida, pois cada comentáriozinho que seja é triplicado em incentivo para cuidar do blog! E aos pouquinhos ele está crescendo. Vamos que vamos!

Via.

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Elizabeth Gilbert e o monstro da criatividade

Publicado por em 25/06/2011 | Um comentário

Navegar pela internet, é algo tão dinâmico que é difícil parar pra ver um vídeo de mais de 3 minutos. A não ser que sejam muito bem recomendados, eu deixo muitos passarem. Esse da escritora de Comer, Rezar, Amar tem 20 minutos. Aí alguns podem pensar: ah, uma palestra da autora do “best-seller água com açúcar”? Exatamente, e vale cada minuto. Digo mais: se você é ligado à qualquer atividade criativa, não dispense as reflexões da Elizabeth Gilbert.

Primeiro, a gente é fisgado pela simpatia e bom humor da autora. Elizabeth fala sobre a escolha de ser escritora, enfrentando o sentimento coletivo de que exercer uma atividade criativa é ser fadado ao fracasso, à depressão, à falta de reconhecimento, de sucesso, à frustração, uma reputação reforçada ao longo do tempo. Um trecho:

“Meu pai, por exemplo, era um engenheiro químico e eu não me lembro de ninguém perguntar a ele, em seus 40 anos de atividade, se ele tinha medo de ser um engenheiro químico, certo? (…) Mas verdade seja dita, os engenheiros químicos, como um grupo, não têm uma fama que atravessa os séculos de serem alcoólatras maníaco-depressivos. Já nós, escritores, meio que temos essa reputação, não apenas escritores, mas pessoas criativas de todos os tipos, parecem ter essa fama de serem emocionalmente muito instáveis. E se olharmos para a triste marca do número de mortos apenas no século 20, de mentes criativas realmente magníficas, que morreram cedo e muitas vezes por suas próprias mãos, sabem? E mesmo aqueles que não cometeram suicídio, literalmente, parecem ter sido derrotados pelos seus dons.”

A palestra foi no TED 2009, quando Elizabeth finalizava o temido livro pós-best-seller que vendeu 8 milhões de exemplares pelo mundo. Ela começou a pesquisar na história da humanidade em que momento o homem conseguiu lidar bem com a criatividade, e chegou à Grécia antiga. Época em que homens geniais como Sócrates eram tratados não como gênios, mas como sortudos de terem uma inspiração divina a favor. Visão que liberta um pouco o artista da responsabilidade de suas criações.

Enfim, é um belo relato. Tão interessante que me deu mais vontade de ler a obra.

Comprometida (veja o trailer) chegou às livrarias em 2010. No Brasil, pela editora Objetiva. O novo livro da escritora, ainda auto-biográfico, agora é sobre as dificuldades de concretizar o relacionamento com o brasileiro Felipe, inclusive por conta de problemas com a imigração.

Vi no Gogojob.

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Dica do anão de Game of Thrones

Publicado por em 28/05/2011 | Deixe um comentário

Falou e disse, não? A série é muito boa, estou 100% viciada. O anão Tyrion Lannister é fascinante, porque sofre preconceito por causa da sua condição, mas aprendeu a tirar proveito dela.

Ah, você conhece o canal do Menos1naestante no YouTube?

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Flipbooks, garranchos, imaginação e afeto

Publicado por em 24/05/2011 | Deixe um comentário

Um dia meu pai disse que sabia fazer os personagens das revistinhas em quadrinhos andarem. “De verdade? É!”. E eu gostava muito de histórias em quadrinhos, as de menininhas mesmo, tipo Turma da Mônica, Tio Patinhas. Comecei logo a imaginar o Pateta, o Mickey, a Mônica, saindo de dentro das revistas e andando atrás de mim, em preto-e-branco, bem pequenininhos, para onde quer que eu fosse.

Devia ter uns oito anos. Bem grandinha pra saber que era impossível, mas ainda pequena para desacreditar por completo. Eu devia estar enchendo muito o saco do meu pai. Então depois de me adiar mostrar essa façanha o dia inteiro, de noite ele pegou um bloco de papel e desenhou nas pontinhas de cada folha, um boneco garranchado – daqueles que todo mundo faz – em posições diferentes, e começou a passar as folhas. Ah, era isso?

Eu fiquei muito p. da vida!

Hoje, fico rindo da minha imaginação. Dia desses, encontrei essa brincadeira versão industrializada na Livraria Cultura. Era um livrinho tipo cinema em movimento, uma história contada pela passagem de páginas. Esqueci o nome, mas é uma graça. Comprei e dei para o meu pai.

Então foi todo esse afeto que esse vídeo me despertou. Para completar, Sonic foi um dos poucos games que eu zerei na vida.

Vi no LikeCool

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Biblioteca Coca-Cola

Publicado por em 15/05/2011 | Um comentário

Eu sou totalmente vendida para tudo relacionado a coca-cola, café e livros. E, nada imparcialmente, eu acho que a cafeína em todas essas formas tem tudo a ver com o ato de ler. O vídeo tem adolescentes e stop motion num flerte em plena biblioteca, com a felicidade da Coca-Cola. Lindo, criativo, babei. Dica da Rafa Sarinho.

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