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[Resenha] O meu primeiro Saramago: O Conto da Ilha Desconhecida

Publicado por em 27/05/2017 | Deixe um comentário

O conto da ilha desconhecida, Jose Saramago

O Conto da Ilha Desconhecida, de Saramago, é um livro tão curtinho e tão fluido que mais parece um sonho. Um sonho, daqueles que envolve a gente por um bom tempo depois de acordar.

Foi o meu primeiro Saramago. Graças a Anne, a amiga que ficou indignada porque eu nunca tinha lido nada do escritor português. Então ela resolveu criar um projeto #leiasaramago especialmente pra mim, onde ela vai me guiando pela obra dele. Que privilégio, né? Eu tô apenas amando isso.

Pra Anne, é um ótimo livro pra começar a ler o escritor por três motivos: é um conto, é curto e por ser uma boa amostra da escrita do Saramago. E pra mim, que sempre fico admirando títulos perfeitos, o desse livro é um charminho a mais.

(…) dizia que todo homem é uma ilha, eu, como aquilo não era comigo, visto que sou mulher, não lhe dava importância, tu que achas, Que é necessário sair da ilha pra ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós, Se não saímos de nós próprios, queres tu dizer, não é a mesma coisa.”

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Um ano sem Saramago

Publicado por em 22/06/2011 | 4 comentários

Fez um ano da morte de Saramago no último sábado, 18 de junho de 2011.

José Saramago

Tão rápido, que quase passaria meio de raspão, se não fossem essas coisas que ferramentas como o Facebook facilitam, e muito. O amigo Tiago Martins nos lembrou a data, compartilhando algumas palavras do escritor português. Também postou essa foto e um vídeo, de quando ele assiste à adaptação para o cinema de Ensaio Sobre a Cegueira.

Tudo tão significativo que eu decidi trazer pra cá, pra todo mundo também ter acesso. E espero que ele não ligue:

– – – – –

Sábado fez um ano que o José passou dessa “pruma” melhor.

No mesmo dia, sua mulher, Pilar del Rio e sua filha Violante colocaram as cinzas dele ao pé de uma oliveira centenária que trouxeram de Azinhaga, sua aldeia natal para Lisboa onde funcionará a Fundação José Saramago…

Achei esse texto aqui, muito interessante, que fala sobre essa nossa condição maior enquanto seres humanos, a condição da impermanência.

“O que sabemos dos lugares é coincidirmos com eles durante um certo tempo no espaço que são. O lugar estava ali, a pessoa apareceu, depois a pessoa partiu, o lugar continuou, o lugar tinha feito a pessoa, a pessoa havia transformado o lugar.” (Saramago)

A literatura de Saramago é uma das que eu me envergonho de não conhecer ainda. E mesmo assim eu me emocionei.

Em tempo: Tiago é leitor assíduo e já colaborou para o Menos um na estante com uma lista bem legal: 5 livros para ler no inverno.

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