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Freebook: 38 anos de livros importados + promos

Publicado por em 25/09/2014 | Deixe um comentário

Publieditorial

Loja pop-up da Freebook na galeria E-Arte, em SP.

Loja pop-up da Freebook na galeria E-Arte, em SP.

Com todas as dificuldades e mudanças no mercado de livros no Brasil, é triste demais quando uma livraria fecha e é uma felicidade no momento em que outra abre. O que dizer de uma livraria diferente que completa 38 anos de vida? A Freebook tem esse orgulho e muito pra comemorar. Especializada em livros importados, começou vendendo os títulos para distribuidores e depois abriu a loja física.

Livros no estilo coffee table – aqueles que são tão legais que você deixa em cima da mesa pra decorar a casa – são maioria no acervo, mas a livraria trabalha com todo tipo de importação, de best-sellers, pocket books até os mais técnicos. A gente perde o tempo fácil navegando nos títulos no site, tem tanta coisa diferente. Numa olhada rápida, juntei algumas coisas que eu estou considerando colocar no carrinho:

Livros na Freebook

1. 1000 Record Covers, com uma seleção bacana de capas de discos. 2. You Shouldn’t Have Heard Just What I Seen reúne fotografias de grandes nomes do jazz de NY. 3. Beatles Solo aborda a vida de cada um deles depois do fim da banda, em 1968. 4. Amy, My Daughther é uma biografia escrita pela mãe da cantora.

A livraria Freebook foi eleita a melhor livraria para importados pela revista Época. Foi publicada no Bookshop, classificada entre as livrarias mais legais do mundo. Quem mora em São Paulo, tem duas chances de conhecer a proposta pessoalmente. A primeira, a loja pop-up na E-Arte Galeria (foto no topo). A segunda chance é ir até a loja/depósito na Vila São Francisco, Zona Sul de São Paulo (aberta depois do fechamento da livraria na Rua da Consolação, por conta de falta de estrutura na área). Uma curiosidade é que a Freebook foi inaugurada ainda na ditadura militar, quando havia muita censura em cima dos livros, e por isso foi escolhido esse nome.

Como a data do aniversário é hoje, 25 de setembro, vai ter uma comemoração na loja da E-Arte para a qual todos estão convidados, a partir das 18h. No sábado, as lojas físicas vão ter descontos de até 38%. Na loja online, os descontos são mais generosos ainda: tudo com 20% de desconto, e ainda 70% de desconto nos livros da editora Perseus (acesse com esse link) até o final do mês. Pra completar, tem a seleção de livros para publicitários com desconto.

A melhor livraria para importados pela revista Época chega aos 38 anos com uma série de descontos pra você aproveitar. A começar por uma vitrine especial para os leitores do blog: http://goo.gl/7imjfe. . E ainda: Livros que você não encontra por aí com até 70% de desconto: http://goo.gl/kSREBv. Seleção para publicitários em oferta: http://goo.gl/0tfRBI Conto mais sobre a Freebook, a charmosa loja física e a virtual, no blog: http://goo.gl/wSYmmV

E como se não bastasse, tem uma vitrine especial com descontos para os leitores do Menos um na estante  na Freebook. Não é muito legal? Basta entrar neste link e usufruir: www.freebook.com.br/parceiros/menosumnaestante.

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São Paulo: livros em bares e locais subterrâneos

Publicado por em 19/06/2012 | 5 comentários

Entrada do Passagem Literária

Passei uns dias em São Paulo há algumas semanas e acabei conhecendo dois lugares livrescos bem legais. O primeiro foi o sebo Passagem Literária, peculiar pois fica na passarela subterrânea da estação Consolação, para quem precisa cruzar a avenida. No caminho, tem um sebo. Ainda assim, nesse ponto estratégico, a impressão é de que pouca gente o conhece. Na objetividade paulistana, poucos param e menos ainda compram.

Talvez por isso o dono do sebo, um senhor barbudo, tenha se mostrado um pouco hostil quando cheguei com uma amiga fotografando e mexendo nos livros (ok, deve ser bem complicado manter o controle sobre todas aquelas pilhas em meio a tanta gente passando). Passei algumas horinhas fuçando, pegando, folheando, abrindo, fechando, recolocando no lugar, amolegando. Gostei de muita coisa, títulos em bom estado, mas achei os preços salgadíssimos. Preços de novos por aqui, ou pior.

Até que cheguei a uma capa linda, e era um Nabokov: Fogo Pálido, por R$ 15. Nunca tinha ouvido falar na obra, mas o autor e a capa definiram a compra. Para completar o combo, perguntei pelo Lolita e tinha, por R$ 18 que viraram R$ 15 nas mãos do senhor barbudo, agora sem réstias de hostilidade. Inclusive ele começou a me babar tanto, que até deu lencinhos umedecidos pra eu limpar as mãos da fuligem-de-avenida-paulista-com-metrô, que abraça os livros e não tem limpeza que dê jeito. Mas fiquei me perguntando: será que foi só porque eu ia comprar ou porque ele ama Nabokov?

Pelo que ele me explicou, o sebo abriu há uns seis anos, mas acabou passando quase cinco fechados por falta de incentivo. Reabriu há pouco. Nas paredes, sempre há exposições de artes plásticas e afins, e isso é um compromisso assumido pelo Passagem Literária. O legal é que depois que Diogo viu minhas aquisições, disse que Fogo Pálido era um dos melhores livros da vida dele e eu tive certeza de que fiz um bom negócio.

Mercearia São Pedro: com Paulinho

O outro lugar foi o Mercearia São Pedro, um bar agradável na Vila Madalena. Em boa parte do espaço, normal, com mesas e cadeiras, pessoas descoladas e um toque olindense. Na outra área, tem a mercearia e no meio dela, um monte de estantes com livros novíssimos prontos para serem comprados. O engraçado é que os títulos também são caros, apesar do lugar e da apresentação malajambrada. Só pode ser um raciocínio turístico.

Não importa tanto porque com eles à disposição, o Mercearia São Pedro ganha um charme todo especial, complementado com pasteis saindo na hora, cerveja gelada e boa música. Na minha opinião, os livros deviam ter mais espaços assim, bem perto de cerveja, petiscos, música e gente.

Agradecimentos especiais a Keila, Marta e Paulinho, por me apresentarem a esses lugares e/ou pousarem lindos nas minhas fotos. Sem eles, esse post não existiria.
Sebo Passagem Literária
Rua da Consolação, esquina com a Avenida Paulista.
De segunda a sexta, das 7h às 22h, sábados, domingos e feriados, das 10h às 22h.

Mercearia São Pedro
Rua Rodésia, 34 – Pinheiros – São Paulo, 05435-020
11 3815-7200

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Pague o quanto acha que vale

Publicado por em 28/02/2012 | 5 comentários

Há alguns dias, escrevi aqui sobre dois projetos que inserem livros na paisagem urbana, as bibliotecas na cabine telefônica do arquiteto John Locke, em Nova York, e as máquinas de livros dos metrôs de São Paulo e Rio de Janeiro. Postei boas fotos da primeira, mas do projeto brasileiro 24×7, não encontrei nenhuma decente. Só que quando você tem leitores especiais, isso não é problema!

Célia Lins e Carolina Benazzato fizeram registros especiais só para o Menos um na estante, não é lindo? <3 Fico muito agradecida, meninas!

Carolina inclusive contou que estava tão lotado de gente na frente do equipamento, que ela teve que pedir licença pra fotografar. Coisa boa, héin? Para quem não conhece, dá para entender melhor o projeto com as imagens, cujo mérito é o estilo pague-o-quanto-acha-que-vale, como contamos aqui.

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Paisagem urbana com livros ao alcance da mão e do bolso

Publicado por em 22/02/2012 | Deixe um comentário

Um dia desses estava caminhando pelo calçadão de Boa Viagem quando me deparei com um orelhão. Gastei um bom tempo me perguntando: alguém ainda usa isso? Até a minha adolescência, a gente matava e morria por um desses, pegava fila no sol para falar com alguém se tivesse fora de casa. Mas hoje celular é mais popular que RG, pessoas de qualquer renda têm pelo menos um pré-pago. Cheguei à conclusão que emergencialmente, no entanto, qualquer pessoa pode precisar e é bom que eles estejam lá. Genial é quando chega um arquiteto inteligente, percebe a oportunidade, e dá uma nova função à cabine eletrônica.

Livraria na cabine telefônica - John Locke

Livraria na cabine telefônica - John Locke

Foi o que John Locke fez com alguns desses espaços em Nova York, criando mini-bibliotecas, um ponto de livre compartilhamento de livros. Pode parar e ler, pode pegar, pode colocar outro. A nobre ideia faz parte de um projeto maior, que tem o intuito de dar novos ares para quase 14 mil cabines da cidade. O melhor é que se você for no site do Locke, de onde tirei essas imagens, vai ver que não tem nada de mirabolante, é uma solução simples e barata. O resto é com a população.

Um pouco mais perto, em São Paulo e no Rio de Janeiro, também temos uma iniciativa louvável juntando as tags livros + espaço urbano: o projeto da empresa 24×7, que vende livros por meio de máquinas instaladas em estações de metrô. A qualquer dia, a qualquer hora, por isso o nome. O mais interessante é que agora as vendas são no melhor estilo pague-o-quanto-quiser!

Como as máquinas só aceitam cédulas, você escolhe entre R$ 2 e R$ 100 por um dos títulos. No Facebook (ainda não curtiu nossa página?), a leitora Carolina Benozzato, de SP, disse que viu muitas e garantiu que funciona (a gente sempre duvida, né?), com opções diversas como culinária, curiosidades, literatura, para todo tipo de leitor.

Vi aqui e aqui.

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