Posts com a tag "resenha"

[Resenha] Trilogia Millenium: o legado do jornalista investigativo sueco Stieg Larsson

Publicado por em 1/03/2017 | 4 comentários

Box Trilogia Millenium, de Stieg Larsson

Com esses livros, fiz uma viagem de um ano pela Suécia e vivi coisas inimagináveis

Quando eu li as primeiras páginas de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, do Stieg Larsson, eu não fazia a menor ideia de onde eu estava me metendo. E nem onde eu ia parar.

Terminei o terceiro volume da trilogia Millenium, no final de dezembro, fiquei pelo menos uns 15 dias desnorteada com uma mega ressaca literária por motivos de: que livros incríveis!

Só escrevendo essa resenha eu me dei conta de que comecei o primeiro livro em janeiro de 2016. Ou seja, um ano mergulhada nas tramas que o autor desenhou. Mesmo com outras leituras no meio, sinto como se parte de mim tivesse feito essa viagem de um ano para a Suécia, e vivido boas aventuras em cenários de cartão-postal, especialmente em Estocolmo.

Tudo isso acompanhada de pessoas fenomenais: a hacker franzina e tatuada Lisbeth Salander, o jornalista investigativo garanhão Mikael Blomkvist e a elegante empresária da comunicação Erika Berger.

Sim, amigos, a trilogia Millenium é tudo o que dizem

Com esses e outros personagens que apareceram no caminho, aprendi muito sobre o país da maior qualidade de vida, que precisa evoluir em aspectos sociais e políticos. Foram desvendados crimes misteriosos e atrocidades foram investigadas, muita justiça foi feita oficialmente e extra-oficialmente, e reportagens em forma de denúncia foram publicada dentro da trama expondo criminosos aparentemente incapturáveis. Ufa! Foi um ano e tanto! Hahaha.

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[Resenha] Simpatia pelo Demônio é uma história sobre relacionamentos e obssessão

Publicado por em 8/02/2017 | Um comentário

Ratos em Bernardo Carvalho e Murakami
Por Bianca Dias

No horóscopo chinês, 2017 pode ser o ano do Galo. Na literatura, entretanto, 2017 começou como o ano do Rato. Iniciando as leituras após o Ano Novo, deparei-me, inadvertidamente, com dois Ratos distintos.

Comecei pelo Rato protagonista do romance de Bernardo Carvalho, Simpatia pelo Demônio. Logo em seguida, o Rato de Murakami esteve presente em Ouça a canção do vento e Pinball, 1973, dois romances reunidos em volume único, e de estética primorosa, pela editora Alfaguara.

Em Simpatia pelo Demônio, antes de começar a história propriamente dita, Bernardo Carvalho faz por bem esclarecer o título da obra, desvinculando-o da clássica canção dos Rolling Stones. De modo professoral, explica as distinções linguísticas entre simpathy e simpatia, ressaltando que o primeiro, em inglês, quer dizer consideração. No título deste romance, a simpatia pelo demônio é simpatia mesmo.

O primeiro capítulo do livro é mesmerizante

A narrativa tem vida própria, no sentido de que bem poderia estar fora do romance, de modo autônomo, e, ainda assim, continuaria a ser admirável, completa. O Rato de Bernardo Carvalho trabalha em uma agência humanitária, e se vê enredado em uma missão cheia de meandros não ditos e desditos.

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[Resenha] Precisamos falar sobre os holandeses: Tirza e Bonita Avenue

Publicado por em 18/10/2016 | 4 comentários

Literatura holandesa. Foto: Byanca Dias

Bonita Avenue e Tirza: risadas nervosas acompanham aquela sensação de ‘onde isso vai dar?’. E O Homem Sem Doença promete.

Por Bianca Dias

O lançamento do novo livro de Arnon Grunberg, O Homem Sem Doença (editora Rádio Londres), serviu de ultimato: precisamos falar sobre os holandeses. Comecei as leituras de 2016, logo no início de janeiro, com Tirza, do mesmo autor. Iniciei e terminei Tirza, que tem 460 páginas, em cerca de três dias. Desde então, tive a sensação de que, nem tão cedo, leria algo tão genial quanto este livro.

O sentimento é bom e ruim: ao mesmo tempo em que é excitante ler um livro que cause tamanho impacto, cria-se um vácuo que permanece após a última página. Esse vazio tem um caráter um tanto misterioso: não é possível saber quando se vai passar por isso novamente. E nem com qual livro.*

Bonita Avenue, de Peter Buwalda, chegou perto. Lançado na Holanda em 2010, aportou por aqui no primeiro semestre deste ano (editora Alfaguara). Sem prejuízo de ter gostado mais de Tirza, Bonita Avenue é, na mesma medida, imperdível.

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[Resenha] Eu não achei que podia gostar de Como eu era antes de você

Publicado por em 27/08/2016 | 4 comentários

Livro Como eu era antes de voce - Menos1naestante

Confesso que estava tão preconceituosa pra ler esse livro, que só faltava segurar o Kindle só com dois dedos da mão. A história romântica do momento. O livro com capa do sucesso do cinema, Como eu era antes de você, da Jojo Moyes.

E agora tenho que admitir: não é que valeu a pena?

Enfrentei as ressalvas graças ao projeto de blogagem coletiva que inauguramos com essa leitura, o #Blogselivros. Somos 8 blogueiras mulheres lendo e resenhando o mesmo livro no mês. Ao final do post, você tem os links para as outras resenhas.

Comecei a ler esperando uma história melosa sobre como o amor transpõe barreiras. E encontrei algo inspirador sobre o poder que um relacionamento tem de transformar as pessoas para melhor. Independente das diferenças sociais e financeiras, e de quaisquer condições físicas. 

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[Resenha] Antes do Baile Verde, a melhor coletânea brasileira de contos

Publicado por em 25/07/2016 | 5 comentários

Livro Antes do Baile Verde

por Wagner Bezerra Pontes

Ela foi indicada este ano para o prêmio Nobel aos 92 anos, e caso ganhe (nenhum escritor brasileiro teve a honra) entrará para história da literatura brasileira feminina, seu nome é Lygia Fagundes Telles (minha escritora preferida!).

Isto seria motivo para falar do melhor romance dela: As Meninas, ganhadora do prêmio Jabuti em 1973. No entanto, lhes apresento a melhor coletânea de contos que já li para que você adentre nas pequenas narrativas e no estilo dela com paixão e inquietude.

O título do livro é uma das melhores e mais profundas histórias Antes do Baile Verde, de Lygia Fagundes Telles. Já indiquei à Márcia Lira num post para o dia das mães, e estava na hora de ser resenhado.

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[Resenha] A cidade inteira dorme, de Ray Bradbury

Publicado por em 31/05/2016 | 2 comentários

Gif A cidade inteira dorme

A coletânea de 13 contos A cidade inteira dorme, de Ray Bradbury, é o livro mais esquisito que eu me lembro de ter lido, no sentido mais maravilhoso que isso pode ter.

Nele eu finalmente encontrei o tão cultuado e amado escritor norte-americano, que viveu entre 1920 e 2012.  E posso adiantar que se você é fã de literatura fantástica, pode beber dessa fonte sem ressalvas.

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[Resenha] Retalhos: graphic novel pra tocar até o mais cético dos leitores

Publicado por em 23/05/2016 | 3 comentários

Retalhos - Wagner Bezerra

por Wagner Bezerra Pontes

Dessa vez escolhi Retalhos, de Craig Thompson. Um tijolo das graphic novels mais premiadas dos últimos tempos [me perdoem se apareço mais uma vez com um livro premiado… hehe].

Não li Retalhos somente pelos inúmeros prêmios ganhos no Harvey (melhor artista, melhor graphic novel original e melhor cartunista), no Eisner (melhor graphic novel e melhor escritor/artista), e, em 2005, no prêmio da crítica da Associação Francesa de Críticos e Jornalistas de Quadrinhos. [Ufa, quanta coisa!]

Mas lembro de que o principal motivo da leitura foi justamente por ter visto na primeira página o subtítulo: “um romance ilustrado”. Até começar a me aventurar não sabia das diferenças de Graphic novels para HQs, e fazia muito tempo que não lia nada do gênero.

Pra quem não entende a diferença entre Graphic Novels e/ou HQs (histórias em quadrinhos, gibis etc.), é simples: as Graphic Novels (romances gráficos – tradução literal) são romances contados/escritos com imagens numa única história fechada com início, meio e fim.

Já as HQs inspiram muitas séries (quase sem fim) como as de super-herois do Homem Aranha, Batman, Super homem, Dead Pool; e até as mais famosas aqui no Brasil como as da Turma da Mônica.

O Craig Thompson escreveu Retalhos, em 2004, aos 28 anos, e é seu segundo livro, e se você começar por esse livro ficará encantado para ler os outros livros dele. A editora Companhia das Letras só traduziu Retalhos (2009) e Habibi (2012). 

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[Resenha] Hibisco Roxo da nigeriana Chimamanda

Publicado por em 2/05/2016 | 2 comentários

Hibisco Roxo. Foto: Ellen Guerra

Hibisco Roxo é sobre a dificuldade de crescer e pertencer. Foto: Ellen Guerra

Por Ellen Guerra

Quando nós rejeitamos uma única história, quando percebemos que nunca há uma única história sobre nenhum lugar, nós reconquistamos um tipo de paraíso. É assim que Chimamanda Ngozi Adichie finaliza sua conhecida palestra O Perigo de uma única história no TEDx. E é isso que a autora faz ao apresentar em seu romance de estreia, Hibisco Roxo, a história de Kambili. Uma adolescente de 15 anos que vive na Nigéria pós-colonial.

Kambili não é só a protagonista, ela é a voz narradora da história. Filha de Eugene um rico industrial convertido à religião católica e carinhosamente chamado de Papa. Eugene é fanático, superprotetor e violento. Controla todos os acontecimentos da casa. Os filhos possuem horários marcados para todas as atividades que são checadas exaustivamente.

A casa é silenciosa. Um ambiente estéril, extremamente limpo da sujeira e do pecado. Não há conversas ou discussões. As refeições são marcadas por longas orações seguidas de longos silêncios.

A única voz ativa é a de Eugene. Beatrice a Mama e Jaja o irmão mais velho fazem parte do coro silencioso que apenas acende positivamente as ideias do pai. A todo instante a narradora se arrepende por não ter dito algo que papa gostaria de ouvir.

Hibisco é uma planta de folha e flor exuberante que crescia aos montes no jardim da casa, mesmo com as muitas tentativas da Mama de podar as flores. As recordações de Kambili começam com o florescer dos hibiscos ainda vermelhos. 

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