Posts com a tag "personagens literários"

10 personagens da literatura ilustrados a lápis, por Laerte Silvino

Publicado por em 20/07/2016 | Deixe um comentário

Lobo Mau #01 - Chapeuzinho Vermelho. Por Laerte Silvino.

Lobo Mau #01 – Chapeuzinho Vermelho. Por Laerte Silvino.

As pessoas que você conhece são uma das coisas mais legais de trabalhar. E na época da redação da Folha de Pernambuco, lembro que uma das minhas diversões do dia era dar uma passadinha no departamento de ilustração. Além da galera ser divertida, a função deles era… desenhar! Era massa xeretar as artes e tirar onda. Pena que lápis e traços nunca foram meu forte.

Um desses era Silvino, cujo trabalho sempre se destacou. E agora assinando como Laerte Silvino ele continua mandando super bem como ilustrador e quadrinista, com pelo menos 17 livros na bagagem, a maioria voltada para o público infantil ou infanto-juvenil.

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Literatura brasileira, os silêncios e as exclusões

Publicado por em 19/02/2013 | 6 comentários

Um estudo sobre a literatura brasileira divulgado ontem é literalmente um tapa na cara da sociedade, e sem luva de pelica. Regina Dalcastagnè é jornalista, doutora em teoria da literatura, professora e dedicou 15 anos à pesquisa que mostra o quanto ainda somos preconceituosos, machistas, patriarcalistas e como ainda estamos muito aquém do que acreditamos quando o assunto é aceitar as diferenças.

A pesquisadora se debruçou sobre “um total de 258 obras, correspondente à soma dos romances brasileiros do período entre 1990 e 2004, publicados pelas editoras Companhia das Letras, Record e Rocco e identificados pelo grupo de pesquisa” (de artigo sobre a pesquisa). A pesquisa foi chamada “Eu quero escrever um livro sobre literatura brasileira”. Só para dar um exemplo, ela mostra que o personagem médio do romance brasileiro é um homem branco, heterossexual, intelectualizado, sem deficiências físicas ou doenças crônicas, membro da classe média e morador de grande centro urbano.

Com tantas informações interessantes, representadas no infográfico abaixo originalmente publicado no Ponto Eletrônico, há de se esperar um debate também no campo literário sobre o valor das diferenças e a importância de dar voz à nossa multiplicidade também nessa área cultural. E não acho que é o caso de apontar um ou outro autor porque ele segue o padrão, afinal a liberdade criativa merece respeito. A meu ver é o caso de coletivamente pensar e repensar como o nosso discurso de multiplicidade fica na superfície, a ponto de não ser refletido na nossa produção cultural.

Ah, o título do blog foi inspirado no nome de um livro da Regina pelo qual me interessei bastante.

Eu quero escrever um livro sobre literatura brasileira

Via Paulo.

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Personagens literários, em talento, lápis e papel

Publicado por em 3/11/2011 | 3 comentários

Então eu estava lendo não um livro, mas a revista Piauí, quando me deparei com o perfil bem interessante do Yoshiharu Kawasaki. Yoshi, como chamam os colegas, é um desenhista de mão cheia e usa a sua arte em prol da lei. É retratista da Polícia Civil de São Paulo. Aos 47 anos, transforma lembranças de vítimas e testemunhas em pessoas, ajudando a capturar criminosos como o Maníaco do Parque (em 1998).

Na Flip de 2009, o “último retratista a fazer uso apenas do lápis e do papel” foi convidado pelo site O Livreiropara participar de uma experiência diferente. Fazer retratos falados de personagens da literatura, ouvindo as descrições dos leitores. Uma coisa fantástica, eu diria.

Primeiro por fazer pensar sobre essa construção visual que a gente faz de cada personagem – tão subjetiva que fica até difícil dividir com alguém. Depois, porque comprova como é uma impressão particular. Você pega as características físicas que o autor dá na obra, e as informações que não estão lá, é só preencher com imaginação.

Tanto que no vídeo acima, um programa Entrelinhas com Yoshi, uma adolescente e um jovem descrevem a mesma Capitu, a dissimulada de Dom Casmurro, de Machado de Assis, e o resultado são mulheres bem diferentes. Há ainda representações da Diadorim de Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas, e do Joseph K. de Kafka, em O Processo. Abaixo, o retrato falado é do Hans Castorp, de A Montanha Mágica, do Thomas Mann.

Na boa? Queria que o Yoshi, com esse talento todo, oferecesse esse serviço de materializar personagens. E se fosse pela internet, melhor ainda.

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