Posts com a tag "oscar wilde"

Dia das Mães: 9 livros para fazer sua mãe voltar a ler

Publicado por em 8/05/2015 | 2 comentários

Dia das Mães #menos1naestante

As chances de você, lendo este post, ainda não ter escolhido um presente para a sua mãe são enormes, de acordo com todas as pesquisas sobre os hábitos de última hora dos brasileiros. Ainda nem sabe que objeto vai complementar o combo abraço forte  + “eu te amo, mãe” que ela merecia todos os dias. Talvez você seja completamente contra a data comercial, e vou entender suas razões. Mas sou dessas que adora ganhar e dar presentes, e pra mim Dia das Mães é só aquela desculpa bem registrada no calendário. Ainda mais se há uma missão especial: fazer sua mãe voltar a ler.

Pensando nisso, convoquei a comunidade #meno1naestante no Facebook e Instagram para criarmos essa lista de 9 livros AMADOS por mães de leitores Brasil afora (obrigada, seus lindos!). Alguns já vêm com selo de eficiência testado em reavivar o hábito de leitura nessas mulheres-maravilha que fazem milagres diários para cuidar de tudo e de todos. <3

Então, topa dar uma história incrível pra a sua mãe?

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Ilustrações de viagem: Paris e Oscar Wilde

Publicado por em 19/09/2012 | Um comentário

They Draw and Travel Shakespeare & Co.

O They Draw and Travel é um site pra deixar as pessoas mais felizes, cheio de ilustrações lindas dos lugares do mundo. Artistas de todo o mundo se inspiram e criam mapas com locais que consideram especiais dentro de cada cidade. Então Dulche viu por lá esses dois mapas que têm tudo de #menos1naestante, e ambos são de <3 Paris <3. Sei que é um pouco clichê dizer isso, mas Paris tem esse feitiço lançado em quem a conhece: não pode ver nada de lá, que fica morrendo de saudades da cidade. O primeiro é um "They Draw and Travel" da brasileira Mariana Cristal Hui, que gira em torno da Shakespeare & Co., uma livraria símbolo da cidade sobre a qual já falei muito por aqui.

They Draw and Travel Oscar Wilde

O outro mapa é a ilustração da Paris de Oscar Wilde, destacando pontos que têm conexão com o escritor, como o Café de La Paix, que ele frequentava, e o L’Hôtel d’Alsace, que serviu de moradia para o autor. Esse aí é da polonesa Joanna Gniady. Dá pra resistir?

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Escritores famosos e suas estátuas pelo mundo

Publicado por em 15/10/2011 | 2 comentários

Cada lugar com sua homenagem especial a um escritor. Na sequência, seis estátuas de escritores famosos espalhadas pelo mundo. Mas de onde vieram essas, tem muito mais. O Flavorwire fez uma super seleção de 20 delas.

Para colocar um toque brasileiro, fui procurar foto da estátua de Machado de Assis, o nosso escritor mais famoso depois de Paulo Coelho, mas não achei nenhuma boa e liberada. Ela é imponente, e fica no pátio da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. Fiquem com o link.

Oscar Wilde

Para mim, essa de Oscar Wilde é a mais divertida. Colorida assim, é quase um anão de jardim. A escultura é de Danny Osborne, 1997, e fica em Dublin, na Irlanda.

Franz Kafka

E essa a mais interessante, pois a obra também foi abordada na escultura do tcheco Jaroslav Róna, de 2004. É simplesmente Kafka, montado em um homem sem cabeça. Para completar, fica em Praga, na República Tcheca, que eu morro de vontade de conhecer.

Sir Arthur Conan Doyle

Elegante, Sir Arthur Conan Doyle aprecia a vista de Crowborough, East Sussex, Inglaterra. Escultura de David Cornell, 2001.

Ernest Hemingway

Num bar de El Floridita, Havana, Cuba, Hemingway mantém esse semblante de "aham, senta lá, cláudia". Arte do artista cubano José Villa Soberón, 2003.

Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe, bem intrigado, como as obras dele, sentado em alguma praça de Baltimore, EUA. Moses Ezekiel esculpiu em 1916, mas a estátua foi colocada no lugar em 1921.

William Shakespeare

Giovanni Fontana, em 1874, imortalizou William Shakespeare, casual, no centro de Londres, Inglaterra.

Dica de Dulce.

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Sobre cinema, Meia-Noite em Paris e Dorian Gray

Publicado por em 3/07/2011 | 2 comentários

Cena do filme "Meia noite em Paris"

Hoje é domingo, dia de cinema (como todos os dias). Amo filmes, assim como livros, café e outras coisas, e não tem essa semana em que eu não veja um. Embora goste e estude crítica cultural, me permito ter uma relação bem mais leve com a sétima arte: ver, curtir e ficar satisfeita. O filme não tem que dar um novo sentido à vida, sou fã de comédias românticas, filmes de ação, suspense, super-heróis. Só não pode fazer a gente de idiota.

Quando o filme é denso, fica remoendo na cabeça, faz pensar sobre a vida, levanta questões para discutir na mesa de bar ou num café, também é uma delícia (ou até doloroso). Como eu sou desmemoriada, um grande critério de avaliação é eu lembrar do filme depois de um tempo. Nem que seja de uma cena, um personagem, uma ideia. E eu duvido que eu vá esquecer de Meia-noite em Paris.

É difícil eu não gostar de filmes de Woody Allen, porque eles sempre abordam relacionamentos, colocam uma lupa nas pequenas coisas, e são cheios de referências interessantes. Mas esse é especial, porque é pra se encantar. É o deslumbre por Paris – as luzes, as ruas, os hábitos -, pela inspiração artística que a cidade e seu imaginário trazem, pelo movimento cultural da capital francesa dos anos 20 (leia ótima matéria no Jornal Opção).

Owen “nariz torto” Wilson vive Gil, um roteirista de Hollywood cujo sonho é ser escritor (acabo de me lembrar do George RR Martin, ex-roteirista de TV e agora autor da saga Game of Thrones). Ele visita Paris com a noiva, e encontra não só inspiração, amor, mas também grandes nomes da literatura, música, artes plásticas do começo do século, de uma maneira que só assistindo para entender. Imagina tomar uma com Hemingway? Curtir a festa do casal Zelda e Scott Fitzgerald, tergiversar com Luis Buñel, saber as opiniões de Gertrude Stein, Cole Porter, Pablo Picasso, Salvador Dalí. Enfim, vale a pena cada $$ da entrada.

Outro filme literário em cartaz nos cinemas é a adaptação de O Retrato de Dorian Gray, clássico do Oscar Wilde de 1890. Na verdade, a décima adaptação. Você já viu alguma? Pretendo conferir, mas sem tantas esperanças de ver um bom filme (esse cartaz aumentou meu preconceito), embora ele conte com o Colin Firth (O Discurso do Rei) num papel secundário. O triste é que o longa, dirigido por Oliver Parker, é de 2009 e só estreou no Brasil agora.

“Percebeu que ficaria louco ou doente, se continuasse pensando no que havia acontecido. Pecados havia cujo fascínio era maior pela recordação do que pelo ato em si mesmo (…) Mas aquele não era desse tipo. Era uma lembrança que devia apagar de sua mente, adormecê-la com ópio, aniquilá-la enfim, mas não se deixar aniquilar por ela.”

Trecho do único romance de Oscar Wilde, que li há uns dez anos e gostei muito. É uma história pesada, sobre um jovem bem posicionado na sociedade, que vive de glamour, e arruma um jeito sombrio de manter sua beleza física intacta enquanto, por dentro, definha. O personagem é complexo, e explora bem essa tensão, que vivemos, conscientemente ou não, entre o que somos e que aparentamos ser. E tendo como pano de fundo, toda a rigidez e mistérios de uma Inglaterra no século 19.

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