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Quando booktrailers valem a pena

Publicado por em 29/08/2012 | 6 comentários

Ganhador do Moby Awards

Um belo dia eu me deparei com um trailer de livro, e achei algo muito esquisito. Como assim, trailer? Livro ganha primeiro capítulo à disposição, entrevista com o autor, frases de efeito, não trailers que pertencem a outra mídia. Depois eu descobri que eu conheci o formato um pouco atrasada, ele já era tendência.

Hoje é muito comum uma editora divulgar uma obra com um trailer. Para se ter ideia tem até um prêmio para o formato, o Moby Awards. A sensação de estranhamento, no entanto, ainda me acompanha. Demorei a decidir se gostava ou não dessa ideia, até dar uma boa pesquisada e tirar algumas conclusões.

Uma das mais fortes características de um livro é abrir espaços na narrativa para que a gente complemente com a nossa imaginação. Então se o autor escreve: “a mulher entrou na casa”, nós pegamos essas cinco palavrinhas e somamos a elas nossas referências, criando identificação. Isso me leva a ter uma ideia de “a mulher entrou na casa” bem diferente da que você absorve da mesma frase. Agora imagine expressões mais complexas e multiplique as possibilidades.

Então a meu ver, o principal problema de um booktrailer é quando ele encerra esses espaços abertos dos livros. Como? Num vídeo de três minutos, dá cara, voz e jeito aos personagens, aos lugares, aos grandes momentos da obra. Depois você vai ler com aquilo na cabeça, e a percepção será mais limitada, totalmente diferente do que você teria sem ter assistido.

Um exemplo é esse de Sangue Errante, de James Ellroy. Parece trailer de filme.

Tem também uns formatos piores que só fazem você perder tempo, pois eles colocam no vídeo o que poderia muito bem estar escrito, o famoso videopoint (vídeo de powerpoint). Conheci um desses numa, pasmen!, lista de melhores booktrailers de um blog. The Iron King, de Julie Kagawa, tem um trailer que é um colagem cafona de frases e imagens. Só consigo pensar que o livro é péssimo. No mesmo estilo, fizeram pra Angel Time, da Anne Rice. Please, economizem meu tempo.

O Sérgio, do Todo Prosa, blog que adoro, acredita que o booktrailer é um conceito ridículo. Pelos exemplos que ele pegou e pelos que coloquei até agora, eu concordaria se não tivesse me deparado com umas ótimas amostras.

O Triste Fim de Policarmo Quaresma, de Lima Barreto, ganhou uma animação simpática, que apesar de dar cara e voz aos personagens, vira um captador de atenção das crianças para a obra. O objetivo está no final: leia na biblioteca da sua escola.

Agora os formatos que me parecem ideais, e eles justificam a existência dos trailers de livros, é quando o vídeo vira uma obra à parte. Ou seja, tem uma certa autonomia em relação ao livro. Não apenas conta uns pedaços e joga umas frases, mas faz uma mini releitura assumindo que utiliza um formato diferente e explorando isso para atiçar a curiosidade do leitor.

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Inspire-se

Publicado por em 18/07/2012 | 2 comentários

A questão nunca é se o livro inspira, mas como? Essa função irrevogável ganhou uma representação pela editora Hachette Australia, que montou num galpão vazio esculturas com livros e o que eles representam. Com novos livros vêm novos sentimentos. Veja e inspire-se.

With new books comes new feelings

Via Flavorwire. Dica de Dulce.

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O livro que não pode esperar

Publicado por em 29/06/2012 | 2 comentários

El Libro que No Puede Esperar

Os livros são muito pacientes, mas os novos autores que os lançam ansiosos por serem lidos não são nem um pouco. E as pessoas compram muitos livros, mas demoram dias, meses, até anos para lê-los (sem falar às vezes em que isso não acontece). Para resolver isso, uma editora independente argentina, a Eterna Cadencia, lançou uma antologia de novos autores latinos chamada O Livro que Não Pode Esperar (The Book That Can’t Wait).

E não é apenas um conceito, é fato, com esse não tem enrolada. Simplesmente porque ele é confeccionado com uma tinta especial que desaparece cerca de 60 dias depois de entrar em contato com a luz e com o ar. O próprio livro é a ação de marketing, com o objetivo de ajudar os novos autores a sobreviverem no mercado. Genial ou genial?

Agora pelamordedeus, editoras, não adotem essa modinha, hehehe. Visualizaram a loucura em que ficaríamos se todo livro tivesse essa urgência? Além de que O Livro Que Não Pode Esperar também é o livro que não pode ser relido, e dificilmente repassado. Ainda assim, todo o mérito para a criatividade da galera.

Vi na Super Interessante.

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Para ser um escritor de sucesso

Publicado por em 6/05/2011 | Deixe um comentário

Foto: Tim Caynes

Fórmulas prontas são irresistíveis, todo mundo queria ao menos uma. Pena – ou não – que para a maioria das conquistas, elas simplesmente não existem. Mas há sempre muitas dicas que ajudam. Quantos não gostariam de ser escritores bem-sucedidos, por exemplo? Para esses, o site No mundo e nos livros preparou um tutorial improvável: ensina a preparar um plano de negócios para ser um escritor de sucesso.

Como é possível fazer um planejamento tão pragmático, como um plano de negócios, para algo tão subjetivo que é escrever? Foi o que me perguntei, para me surpreender logo depois com a proposta. São sete passos para um escritor que vai precisar cuidar de tudo sozinho em relação à sua ambição, começando na importância de definir um tipo de texto e um público-alvo.

Uma das dicas é algo que eu sempre penso: os escritores ainda não despertaram para as maravilhas de divulgar suas obras pela internet, mais especificamente usando as mídias sociais. Criar perfil no Orkut (?), Facebook, Twitter, adicionar os livros nos sites de relacionamento ligados à literatura, criar um blog, são todas atitudes que podem arrematar mais leitores, o maior objetivo de um escritor.

Cheguei ao post pela Cacilda

Foto: Tim Caynes

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