Posts com a tag "livro em papel"

Kindle: entrei de vez no mundo dos e-books

Publicado por em 11/01/2013 | 18 comentários

Lovecraft pra começar

É oficial, agora faço parte do maravilhoso mundo dos e-books! Ganhei um Kindle e estou cheia de expectativas. Mas antes que alguém se assuste: não, o blog não vai virar “menos um na estante virtual”. Não tenho a menor intenção de usar o e-reader para substituir os meus livros em papel. Não acho que precise ser assim.

A minha ideia é que o dispositivo da Amazon esteja sempre à mão com alguns e-books dentro, para que o tempo que eu tiver disponível possa ser direcionado para a leitura. Na hora do almoço ou na espera do banco, por exemplo. Ter sempre um livro à mão ajuda a ler mais, e agora com o leitor digital vai ficar mais fácil.

Tenho que dizer que, de cara, adorei o gadget. Chegou numa caixinha bem linda, toda organizada (um estilo Apple), e o funcionamento é bem simples. Vem com um mini manual, mas logo que você liga o equipamento tem acesso a um guia mais completo no formato e-book. Faz uma configuração básica com hora local, idioma, login na Wi-Fi e na conta da Amazon.

Automaticamente, ele puxou o livro Inverdades, de Alex Luna (yey!), que eu tinha na biblioteca da Amazon americana. Quando entrei na loja de e-books via Kindle para adquirir mais alguns títulos só apareciam todos em inglês. Então precisei ir no site da Amazon no computador e transferir a minha conta para a amazon.com.br, o que não me impede de comprar livros em inglês. Também é importante configurar a conta para compra por 1 clique, adicionando algum cartão de crédito, e assim desfrutar do “comprar livro em qualquer lugar”.

>> Leia resenha sobre Inverdades, pequenas manifestações divinas em folhas de chá, marcas de sangue e manchas de batom, de Alex Luna.

Chegou a hora de adicionar livros à minha biblioteca. Com o Kindle, a gente ganha um e-mail para o qual enviamos conteúdo para entrar no dispositivo. Então enviei alguns PDFs de livros que eu tinha e automaticamente (com ele conectado na Wi-Fi) eles apareceram na biblioteca. Só que a exibição de PDFs é bem inferior ao .AWZ, formato de e-book do Kindle. Por exemplo, as funções de passar a página, grifar, consultar no dicionário e aumentar a fonte ficam comprometidas.

Então para comprar o primeiro e-book, passei três horas navegando na loja do Kindle escolhendo que título merecia ser o primeiro, e acabei escolhendo um conto de H.P. Lovecraft, O Horror em Red Hook, que custou R$ 2,85. Mas a palavra que melhor definiria a minha primeira impressão do Kindle é: conforto. É confortável de segurar, e principalmente muito confortável de ler, a tela realmente é como papel.

Para quem está em dúvida entre o Kindle e o Kobo, da Livraria Cultura, eu recomendo a leitura desse post do Isaac Sabe, onde a Luara faz uma comparação de todos os aspectos dos dois dispositivos.

Resumindo bastante, as principais vantagens do Kindle em relação ao Kobo é o preço R$ 100 mais barato e o e-mail para envio de conteúdo. E as principais desvantagens seriam o formato proprietário (o Kindle não aceita e-pub) e – essa é impressão minha – a interface, porque achei a do Kobo bem mais bonita, com ícones e tudo mais (além de que você pode comprá-lo branco).

O fechamento é esse curta massa da editora Intrínseca, que aborda as diferenças entre livros x e-books no cotidiano de um casal. Como bem disse o Sérgio, do Todoprosa, o mérito dele é mostrar que eles não se substituem, são diferentes, cada um com seus méritos.

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O livro do futuro

Publicado por em 13/06/2012 | 5 comentários

The Book of The Future, de Grant Snider

Será que o livro do futuro será exatamente esse cuja existência lá décadas a frente é questionada? Imagina se a inovação um  dia um dispositivo para leitura do jeito que temos hoje (e há tantos anos): um livro biodegradável, que não gasta energia, decora o lar, não faz mal aos olhos, e o melhor, tem um peso proporcional ao tanto de informação dentro.

Questionamentos geniais do ilustrador e cartunista Grant Snider. Essa estava na The New York Times.

Vi aqui.

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E-books ou livros em papel: quem lê mais?

Publicado por em 10/11/2011 | 5 comentários

Infographic: The Rise of E-Readers

A pergunta é boa, e a partir dela a GOOD e a Column Five fizeram uma parceira para obter uma resposta nos EUA, que veio em forma de infográfico. Quem lê mais? Os que preferem livros em papel ou os que possuem e-readers? De uma forma geral, o segundo grupo se saiu BEM melhor.

Entre as pessoas que leem menos de 1 livro por ano, apenas 1% usa e-reader, enquanto 22% não usa. Ao investigar o grupo que consome mais livros, tipo o dos leitores que chegam a finalizar entre 11 e 20 obras por ano, a pesquisa indica que 34% deles adotaram os leitores eletrônicos, e só 19% não consome e-books.

Os leitores digitais também ganham numa proporção parecida quando a pergunta é “quem compra mais livros?”. O infográfico completo e com detalhes pode ser visto no link original, dica de Dulce.

Gostaria de saber: vocês acham que possuindo um e-reader, leriam (ou leem, se já têm) mais?

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A resistência

Publicado por em 20/09/2011 | Deixe um comentário

"É um livro", de Lane Smith

Parece que essa cena é tendência, não é? Dica boa da @lbrainer.

Atualização: Eu nem sabia, mas a @caroltlima me mostrou que essa cena é só parte do É um livro, de Lane Smith, um livro infantil super bonito e premiado.

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Os argumentos sobre o futuro do livro

Publicado por em 12/09/2011 | 18 comentários

Quando me deparo com as questões livro em papel x livro digital, fico muito aberta aos argumentos e às possibilidades. O fato de estarmos em pleno momento de transformação torna muito mais difícil ver as coisas com clareza. Para ajudar, aparecem com frequência coisas legais como essa reportagem do programa ModMTV, ótima dica de @adelmovas (depois de ver oo bloco 1, passem para o 2).

Diferente de muitas reportagens que nascem para provar uma teoria, se é que vocês me entendem, essa conseguiu mostrar pontos de vista interessantes, tanto apontando para o fim do livro em papel quanto para o lado inverso. Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foram a considerações da Ann Thornton, da Biblioteca Pública de Nova York, uma das primeiras a participar do projeto de digitalização de livros do Google, hoje a que tem o maior acervo digital dos EUA, uns 400 mil livros. Ela notou que a procura pelos livros digitais cresceu bastante, mas o aumento é observado em relação ao formato tradicional também: “As pessoas estão visitando a biblioteca e retirando livros impressos mais do que nunca em toda a nossa história. Os números cresceram no geral, no impresso e no digital”.

Uma corrente acredita que títulos mais científicos e universitários farão o sucesso do formato digital, pois são livros pelas quais as pessoas não têm apego emocional, fetiche. E então vem esse estudante entrevistado e diz justamente o contrário: livros de leitura, tudo bem nos e-readers, mas os de estudo, melhor fisicamente para grifar as coisas, fazer anotações, rasurar. Enfim, ele acha o palpável importante para o aprendizado.

Outra coisa que me surpreendeu foi ver as pessoas sempre falando do ato de “virar a página” quando se referem ao apego ao livro de papel, enquanto aqui no Brasil o unânime é citar como é legal o “cheiro do livro”. Será que é cultural?

Vale também ler o depoimento de adepto aos e-readers que o @tarrask deixou aqui no blog, dia desses.

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Silvio Meira: “Livro de papel: compre logo, antes que acabe”

Publicado por em 1/05/2011 | Deixe um comentário

Cartoon de Ed Stein

via smeira.blog.terra.com.br

Expert em tendências, tecnologias, professor da UFPE, entre outras coisas, Silvio Meira postou no blog dele, Dia a dia, bit a bit, um artigo muito interessante abordando a discussão sobre o final ou não do livro em papel. Ele acredita que, quando a experiência de leitura de um e-book chegar mais perto da de um livro tradicional – com anotações, rascunhos, marcações, compartilhamento, etc. -, esse fim será iminente.

Interessante que num primeiro momento, anotar, ler, emprestar um livro físico parece bem mais simples do que fazer isso num equipamento eletrônico. Ele chama atenção para o seguinte fato: para que a gente faça isso existe uma cadeia de produção muito complexa e cara por trás, que começa na exploração de madeira e termina na difícil relação com as livrarias, passando por impostos, gráficas, e tudo o mais.

Embora faça sentido, eu acredito mais que o consumo do livro em papel será tranformado, sim. Repensado. Como os filmes 3D. A tecnologia está aí, evoluindo, mas muitos diretores não precisam que seus filmes sejam em terceira dimensão. Muitos livros vão atender a demanda apenas como e-books, outros vão valer um trabalho mais apurado de impressão. Se surgem opções, surgem escolhas.

Bom, mas o fato é que o artigo de Silvio Meira é leitura obrigatória para quem está acompanhando a questão.

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