Posts com a tag "livro digital"

Gif: livros de papel vs. e-books

Publicado por em 27/09/2013 | 2 comentários

papel x digital

Genial. Vi no Como eu me sinto quando.

Dica de Raiana.

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Impresso vs. digital, bons argumentos

Publicado por em 30/01/2013 | 6 comentários

Do Book Porn

Descobri que sentia falta de ar fresco na discussão sobre livro impresso x livro digital justamente quando o encontrei. Exatamente em um artigo de Marcelo Coelho, que você lê inteiro no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo (23/01/2013). O primeiro parágrafo me prendeu de cara, pois Coelho começa assim:

Ando meio cansado dos tradicionais elogios ao livro impresso. Aquela conversa de “adoro cheiro de livro não me convence muito; de tão repetitiva, parece perder a sinceridade que possa ter tido, tornando-se talvez só um clichê. (…) É que todo esse apelo à ‘fisicalidade’ do livro tender a ser uma traição, acho, do que há de mais espiritual no ato de ler.

É nessa hora que a gente acha que o Marcelo Coelho vai descer elogios aos e-readers, e ele até começa a fazê-lo na questão da praticidade de ler volumes grandes no seu Kindle. Só que o autor lança novos motivos de preferência do livro impresso, para ele, “os problemas são outros”.

Em primeiro lugar, é muito chato ler qualquer livro em que o texto tem a invariável aparência de um documento Word. Será incompetência minha ou toda a arte da tipografia desaparece com o Kindle?
E as capas? Não existirão mais? Voltamos ao século 19 com essa novidade eletrônica. Além disso, não me conformo em pagar, digamos, quarenta reais apenas pelo direito abstrato de baixar um arquivo literário na máquina.

Outras queixas são a ausência do parâmetro de espaço, para ver a página ao lado, a página de trás, e até para o lugar nas prateleiras. Como os dispositivos abrem o livro na página em que você parou de ler, também não acontece de você pegar o livro e dar uma olhadinha naquele trecho do começo, aquele repassar rápido. Enfim, Coelho me fez perceber aspectos que eu nunca tinha pensado e reforçar que os livros digitais, embora tenham seu espaço, precisam evoluir muito pra estar a altura de um debate em que a palavra “substituição” seja usada.

Foto daqui.

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Kindle: entrei de vez no mundo dos e-books

Publicado por em 11/01/2013 | 18 comentários

Lovecraft pra começar

É oficial, agora faço parte do maravilhoso mundo dos e-books! Ganhei um Kindle e estou cheia de expectativas. Mas antes que alguém se assuste: não, o blog não vai virar “menos um na estante virtual”. Não tenho a menor intenção de usar o e-reader para substituir os meus livros em papel. Não acho que precise ser assim.

A minha ideia é que o dispositivo da Amazon esteja sempre à mão com alguns e-books dentro, para que o tempo que eu tiver disponível possa ser direcionado para a leitura. Na hora do almoço ou na espera do banco, por exemplo. Ter sempre um livro à mão ajuda a ler mais, e agora com o leitor digital vai ficar mais fácil.

Tenho que dizer que, de cara, adorei o gadget. Chegou numa caixinha bem linda, toda organizada (um estilo Apple), e o funcionamento é bem simples. Vem com um mini manual, mas logo que você liga o equipamento tem acesso a um guia mais completo no formato e-book. Faz uma configuração básica com hora local, idioma, login na Wi-Fi e na conta da Amazon.

Automaticamente, ele puxou o livro Inverdades, de Alex Luna (yey!), que eu tinha na biblioteca da Amazon americana. Quando entrei na loja de e-books via Kindle para adquirir mais alguns títulos só apareciam todos em inglês. Então precisei ir no site da Amazon no computador e transferir a minha conta para a amazon.com.br, o que não me impede de comprar livros em inglês. Também é importante configurar a conta para compra por 1 clique, adicionando algum cartão de crédito, e assim desfrutar do “comprar livro em qualquer lugar”.

>> Leia resenha sobre Inverdades, pequenas manifestações divinas em folhas de chá, marcas de sangue e manchas de batom, de Alex Luna.

Chegou a hora de adicionar livros à minha biblioteca. Com o Kindle, a gente ganha um e-mail para o qual enviamos conteúdo para entrar no dispositivo. Então enviei alguns PDFs de livros que eu tinha e automaticamente (com ele conectado na Wi-Fi) eles apareceram na biblioteca. Só que a exibição de PDFs é bem inferior ao .AWZ, formato de e-book do Kindle. Por exemplo, as funções de passar a página, grifar, consultar no dicionário e aumentar a fonte ficam comprometidas.

Então para comprar o primeiro e-book, passei três horas navegando na loja do Kindle escolhendo que título merecia ser o primeiro, e acabei escolhendo um conto de H.P. Lovecraft, O Horror em Red Hook, que custou R$ 2,85. Mas a palavra que melhor definiria a minha primeira impressão do Kindle é: conforto. É confortável de segurar, e principalmente muito confortável de ler, a tela realmente é como papel.

Para quem está em dúvida entre o Kindle e o Kobo, da Livraria Cultura, eu recomendo a leitura desse post do Isaac Sabe, onde a Luara faz uma comparação de todos os aspectos dos dois dispositivos.

Resumindo bastante, as principais vantagens do Kindle em relação ao Kobo é o preço R$ 100 mais barato e o e-mail para envio de conteúdo. E as principais desvantagens seriam o formato proprietário (o Kindle não aceita e-pub) e – essa é impressão minha – a interface, porque achei a do Kobo bem mais bonita, com ícones e tudo mais (além de que você pode comprá-lo branco).

O fechamento é esse curta massa da editora Intrínseca, que aborda as diferenças entre livros x e-books no cotidiano de um casal. Como bem disse o Sérgio, do Todoprosa, o mérito dele é mostrar que eles não se substituem, são diferentes, cada um com seus méritos.

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Amazon e Kindle chegando de mansinho

Publicado por em 6/12/2012 | 2 comentários

Kindle no Brasil

As previsões eram só para 2013, mas de repente na madrugada de hoje a Amazon lançou um site em português e anunciou o Kindle por R$ 300 no Brasil. Minha impressão é de que eles deram uma adiantada boa na história depois que a Livraria Cultura lançou o Kobo. Tanto é que o Kindle será vendido ainda “nas próximas semanas”. Mas você se cadastrar para ser avisado quando isso ocorrer.

O leitor digital permite a leitura sem reflexo, pesa menos de 200 gramas, é mais leve que um livro e tem um tamanho em altura de uma caneta. A wi-fi vem embutida, e no dipositivo cabem até 1,4 mil livros.

Junto com o lançamento, eles anunciaram uma super promoção de e-books, mas os preços estão longe de ser aqueles que a gente deseja. Por exemplo, dá para encontrar A Guerra dos Tronos – As crônicas de gelo e fogo em papel por R$ 25,30, e na super promoção da Amazon, o e-book dele custa R$ 27,31. Galera, eu sei que vocês podem fazer melhor.

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Kobo, o novo e-reader da Livraria Cultura

Publicado por em 27/11/2012 | 14 comentários

Kobo Touch Livraria Cultura

Devagarzinho, depois de quase 15 dias viajando, vou chegando de viagem, vou chegando à internet, ao trabalho e ao Menos um na estante. Tenham só um pouquinho de paciência. Então estava preparando um post, quando recebi uma newsletter com uma boa notícia, ao que tudo indica. A Livraria Cultura lançou um e-reader, o Kobo, por um preço bem interessante: R$ 400.

Hoje começa a pré-venda do equipamento pelo site, com entrega a partir de 5 de dezembro. É um e-reader básico, ideal para quem procura um aparelho para ler livros eletrônicos, carregar uma infinidade de títulos no aparelhinho. Ele utiliza a tecnologia e-ink (como o leitor da Amazon e vários outros), que imita o papel pois não reflete a luz.

O aparelho tem 6 polegadas, pesa apenas 185 gramas e a bateria dura até um mês. Apesar de ter três modelos anunciados no site, o único que já está disponível é o Kobo Touch. Não conheço o equipamento, mas, de cara, simpatizo muito com a novidade por dois motivos. O primeiro é o preço interessante – geralmente os e-readers chegam aqui muito mais caros por causa dos impostos.

O segundo é o fato de ser uma das nossas maiores redes de livrarias trazendo seu próprio e-reader, com anunciados 12 mil títulos em português para download de início. Entrando no negócio, é natural que a Livraria Cultura use a sua força junto às editoras para estimular a venda de livros eletrônicos. O que me dá esperanças de termos, em breve no Brasil, e-books a preços justos e não tão caros como livros de papel, como acontece hoje.

Vamos ver o que acontece. Quem comprar, por favor, conte aqui.

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Para se abraçar com Inverdades

Publicado por em 26/06/2012 | Deixe um comentário

Inverdades no iPad

Quando eu vi, tinha topado fazer a revisão. Fazia tempo que a gente conversava sobre escrever, ele falava sobre o novo projeto, eu tinha curiosidade. Tinha acabado de ler o primeiro título de Alex Luna, Elas e Outras Histórias, e achado legal. Um jeito muito peculiar de contar o amor e suas mulheres, as agruras e as delícias dos relacionamentos, todo tipo de referências. Mas eu sabia que tinha muito mais coelho pra sair desse mato. Então eu comecei a revisão do livro que quase se chamava Mentirinhas.

Bom, eu nunca revisei um livro. Tirei da minha gaveta a experiência de editar matérias do tempo de jornal e o que tinha aprendido sobre o que é e como se faz uma boa literatura. Com isso, tentei fazer algo útil. Quando mandei as primeiras revisões e Alex adorou, eu me empolguei pra ir em frente e me senti à vontade para dar ideias. Tarrask, como é mais conhecido, diz que fez muita diferença. Eu só acho que ajudei a dar um polimento no que já era bem bom.

Saiu o Inverdades: pequenas manifestações divinas em folhas de chá, marcas de sangue e manchas de batom. Um aposto auto-explicativo, uma edição digital com capa e ilustrações lindas da Cristina Santos. Faz um tempo que o e-book foi lançado, nem eu entendo como demorei tanto a contar por aqui. Acho que é a dificuldade de falar quando o envolvimento é grande (acabei de lembrar que nunca esmiucei a minha monografia sobre literatura fantástica por aqui).

Trecho de Eurídice

São 16 contos com temáticas diferentes, abertos por um prólogo genial, costurados pela escrita de Alex e pelas referências a músicas e à mitologia grega. Pouco pude aproveitar desta última, por conta dos meus conhecimentos limitados. Mas achei interessante me debruçar sobre os trechos de canções, muitas que marcaram infância e adolescência, por causa dos significados diferentes que ganham ao final do conto.

Os textos são quase sempre interessantes, mas há momentos especiais pra mim. A obssessão de Abraão repudia Agar, o desfecho nelson rodrigueano de São Jerônimo Penitente,  as atitudes redentoras de A história de Jonas, só para citar alguns. Fica difícil dizer o quanto a literatura de Alex amadureceu, só consigo pensar que o Inverdades dá à luz um escritor. Conheçam e me digam depois se concordam.

O Inverdades está disponível na Amazon por U$S 2,99.

PROMOÇÃO

Vejam que legal, Alex cedeu três cópias para eu sortear entre os leitores do Menos um na estante. Para participar, siga @menos1naestante no Twitter, e depois tuíte a seguinte frase (com o link).

 

Quero ler o novo Inverdades, do @tarrask, vou ganhar o e-book do @menos1naestante —> http://kingo.to/17WA

 

O prazo era hoje, quinta-feira, mas o Sorteie.me entrou em manutenção e prometeu voltar às 17h. Então as participações serão até sexta-feira, meio-dia, quando vai ocorrer o sorteio. Participem!

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O livro do futuro

Publicado por em 13/06/2012 | 5 comentários

The Book of The Future, de Grant Snider

Será que o livro do futuro será exatamente esse cuja existência lá décadas a frente é questionada? Imagina se a inovação um  dia um dispositivo para leitura do jeito que temos hoje (e há tantos anos): um livro biodegradável, que não gasta energia, decora o lar, não faz mal aos olhos, e o melhor, tem um peso proporcional ao tanto de informação dentro.

Questionamentos geniais do ilustrador e cartunista Grant Snider. Essa estava na The New York Times.

Vi aqui.

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García Márquez se reinventando aos 85 anos

Publicado por em 7/03/2012 | 3 comentários

Gabriel García Márquez

O legal é que quando temos leitores de alto nível, a gente pode até se dar ao luxo de esquecer algumas datas importantes ou deixar passar uma notícia interessante, que eles estão ali para salvar o dia. Foi o que fez o Rafael Botelho, ao me avisar pelo facebook do blog, dos 85 anos do colombiano Gabriel García Márquez, nessa terça-feira (algumas horas atrás).

Chegar aos 85 anos não é pra qualquer um, e o autor de Cem Anos de Solidão mostrou como é que se faz uma boa comemoração. Lançou a versão digital dessa que é uma das principais obras da literatura latino-americana, pela editora Leer.es.

Valorizei muito a atitude. Mostra que, apesar de um corpo debilitado pela idade e pela doença, Gabito, como é chamado, mantém uma mente aberta, capaz de se renovar e se entregar às urgências do presente. Para alegria dos fãs, o e-book sai com a capa original, usada na primeira edição do livro, há 45 anos. Esse ano, o escritor ainda comemora os 30 anos do seu prêmio Nobel, recebido em 1982.

Bom, perguntei na fan page porque os leitores gostam de Gabriel García Márquez e de sua literatura, as respostas vão logo abaixo (obrigada a quem participou!).

Aguardo mais opiniões nos comentários, combinado?

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