Posts com a tag "jorge luis borges"

Dez citações de escritores sobre o ato de ler

Publicado por em 20/12/2011 | 2 comentários

Não sei vocês, mas eu amo frases. O Flavorwire, um site onde existe pouquíssimo conteúdo dispensável, selecionou 40 citações de escritores famosos para dar uma inspiração extra para a leitura no mês de dezembro, provavelmente o mais agitado socialmente. Delas, elegi as dez que gostei mais e listei abaixo. Todas em inglês, mas com o Google Translator não tem desculpas.

Frase-borges

“You should never read just for “enjoyment.” Read to make yourself smarter! Less judgmental. More apt to understand your friends’ insane behavior, or better yet, your own. Pick “hard books.” Ones you have to concentrate on while reading. And for god’s sake, don’t let me ever hear you say, “I can’t read fiction. I only have time for the truth.” Fiction is the truth, fool! Ever hear of “literature”? That means fiction, too, stupid.” — John Waters

Frase-confucius

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Poetas, como a cegueira, podem ver no escuro

Publicado por em 20/10/2011 | Deixe um comentário

Tem tanta beleza nesse filme que é difícil dizer. Encontrei com ele, o vídeo, no Brainstorm9, e não resisti a trazê-lo. É impressionante como qualquer coisa ligada a Jorge Luis Borges (é dele a frase do título), qualquer texto, poema, vídeo, mesmo apenas inspirado nele, mesmo na internet, coloca a gente longe da superficialidade.

Então, o Ruschel é brasileiro e decidiu fazer essa homenagem ao argentino. Buenos Aires: Las Calles de Borges tem uma música que convida à imersão, imagens simples cuidadosamente amarradas. Há a personalidade e charme de Buenos Aires e a figura de Borges, remetendo a toda a sua obra, sem dizer praticamente nenhuma palavra. Um filme apaixonado pelo autor e pela vida.

Curte Borges? Tem mais aqui.

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Os 112 anos do bruxo argentino, por Tiago Martins

Publicado por em 25/08/2011 | Deixe um comentário

Não criei personagens. Tudo o que escrevo é autobiográfico. Porém, não expresso minhas emoções diretamente, mas por meio de fábulas e símbolos. Nunca fiz confissões. Mas cada página que escrevi teve origem em minha emoção. (Jorge Luís Borges)

Hoje, se vivo, o viejo brujo estaria completando 112 anos. Vivo não está, mas permanecerá eterno. Com versos de uma simplicidade hermética, sempre preciso e afiado como um bisturi, Jorge Luís Borges segue embalando gerações de leitores em todo o mundo. A mágica de sua obra é a qualidade em dizer as coisas simples de forma transparente e lúcida. Borges nasceu Argentino, mas sua prosa e principalmente sua poesia é universal.

Jorge Luis Borges

Existem grandes autores que para serem compreendidos necessitam de um grande esforço, que deixa o leitor, às vezes, exausto e sem interesse. Na obra de Borges, o arrebatamento e a sublimação chegam antes desse cansaço.

Jorge Luís Borges é desses autores que conseguem comunicar esplendidamente, que falam de maneira inequívoca às mentes e aos sentimentos. Era iluminado e luminoso, embora cego. Perdera a vista no ano de 1955.

Aos oitos anos, Borges decidiu que seria escritor. Pegou da pena e do lápis e, escreveu seu primeiro conto: La visera fatal. Oitenta anos depois, mesmo cego, velho, encurvado sob o peso da idade e sob o signo da descrença, ainda prosseguia ditando as palavras. Sua mãe, Leonor e sua secretária particular, amiga e no final da vida esposa, Maria Kodama eram seus olhos. Seguiu publicando livros que ditava por inteiro, cada vez mais belos. Esperava-se o Nobel, que não chegou até a sua morte em 1986.

“Não, não tenho nenhuma sabedoria”, afirmava o Bruxo quando lhe comentavam ser o último sábio sobre a Terra. Completava arrematando: “Li e reli quase sempre os mesmos livros”. Falava, com certa ironia na voz forte e marcante; era sábio sim.

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Vocês acabaram de ler a contribuição especialíssima do amigo Tiago Martins. Grande leitor, já tinha indicado 5 autores para se ler no inverno por aqui. Obrigada, Tiago :)

Para quem gosta do autor argentino, vale também escutar no blog do Almir de Freitas 26 textos de Borges lidos pelo próprio.

Hoje, não se falou em outra coisa por causa da homenagem do Google.

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Quando a obra representa o autor, literalmente

Publicado por em 30/06/2011 | Deixe um comentário

John Sokol levou bem a sério a premissa de que a obra de um escritor o representa. Tão a sério que passou a fazer retratos dos autores usando palavras de seus livros, formando imagens. O resultado é bem interessante. Mais metalinguagem, impossível. Acima, quatro exemplos, mas no site dele tem vários outros. Na ordem: James Joyce, com Ulysses, Baudelaire e Les Fleurs du Mal, Borges pelo The Secret Miracle e Faulkner, com The Sound and the Fury. Para quem curtiu, Sokol vende os quadros. O artistas ainda é poeta e escultor.

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Escritores também rabiscam leseiras

Publicado por em 3/02/2011 | Deixe um comentário

Se você curte rabiscar um monte de besteiras enquanto pensa ou assiste aula ou participa de reuniões, saiba que está acompanhando de alguns dos mais famosos escritores. Coloquei leseiras no título substituindo doodles, a expressão original em inglês, que não tem tradução ideal, mas fica perto de pateta, idiota. Então, no site que achei por conta da Revista Bula, há várias imagens de doodlesengraçados de pessoas do naipe de Sylvia Plath (foto 1), Kafka (2), Samuel Beckett (3), Henry Miller (4), Bukowski (5) (com uma garrafa de bebida, claro), Jorge Luis Borges.

Sobre os rabiscos, o texto diz (em tradução livre): “Como os sonhos, eles são abatidos diretamente dos bits soltos flutuando pelo nosso cérebro, e sua expressão é realmente apenas inibida pela capacidade física do ‘doodler’ e/ou coordenação olho-mão”.

Eu não resisti, e coloquei fotos de muitos, mas na Flavorwire tem mais. Confesso que viajo, pensando se na época em que eles rabiscaram isso eles eram gente como a gente – se é que isso algum dia aconteceu -, e nem imaginavam que os rascunhos se tornariam públicos. Talvez tivessem caprichados mais no traço? Ou talvez alguns tenham feito isso naquele papel de borrão que iria direto para o lixo, mas que teve seu destino alterado, para nossa diversão.

Você arriscaria interpretar algum?

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