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[Resenha] “O Hálito da Morte” em que Isaac Asimov é 1% recalque

Publicado por em 24/02/2016 | 2 comentários

O Hálito da Morte, Isaac Asimov

O Hálito da Morte, Isaac Asimov

Perfeição é algo que não existe. Grandes obras aparecem depois que os escritores publicaram muitas besteiras, lançaram alguns fracassos. Ou amadureceram a duras custas. Sempre tem aquele livro OK entre os incríveis. Você já topou com um livro mais ou menos de um autor muito bom?

O Hálito da Morte é o primeiro livro do Isaac Asimov que eu leio, e acredito que caí justamente naquele 1% recalque, bem diferente dos 99% genialidade do autor da trilogia Fundação, que ainda espero conhecer. Vou explicar o porquê.

A primeira frase do livro é impactante: “A morte passeia pelo laboratório de química. Milhares de pessoas passam por perto dela e não se importam”. A história é narrada do ponto de vista de Louis Brade, um professor de química de 42 anos de uma grande universidade dos Estados Unidos. O mesmo que teve a infelicidade de encontrar um aluno seu morto no laboratório de química: Ralph Neufeld.

As evidências mostram que o defunto cometeu um erro tosco misturando substâncias. Só que as percepções de especialista na matéria – que eu sempre odiei – fazem o professor desconfiar do ocorrido e procurar descobrir o que realmente aconteceu.

Ilustração de Isaac Asimov

Ilustração de Isaac Asimov

Até aí, uma normal história de suspense e investigação. O aspecto particular desse livro são os temperos que permeiam a trama: não temos aqui um investigador exótico, uma motivação passional como uma mulher amada ou filho mortos, nem um senso de justiça heroico, ou um acontecimento histórico que resignifique o crime.

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No meio do alvoroço, tem o Sebo da Torre

Publicado por em 13/09/2012 | 2 comentários

Sebo da Torre // Fotos: Márcia Lira

Na zona norte aqui do Recife, há um bairro residencial bem tradicional, o bairro da Torre. Uma das principais ruas é a José Bonifácio, que deveria ser avenida pela quantidade de carros que trafegam nela diariamente. Ao longo da via, há prédios residenciais, restaurantes, botecos, estabelecimentos comerciais. E há o Sebo da Torre.

O que é muito legal nesse sebo de bairro, é que ele, com a sua fachada rosa, não tem nada a ver com a paisagem agoniada da rua, até se perde no meio. E por isso mesmo é muito bem-vindo. Um descanso da vida correndo, entre sons de motores, buzinas. Quando você entra lá, livros e livros na estante ou empilhados, junto com aquela sensação de calmaria que todo sebo que se preze tem.

Parece que o mundo fica em slow motion diante de tanta literatura. A literatura, inclusive, é prioridade na oferta do Sebo da Torre. E tem biografias, poesia, ficção em geral. No térreo e no primeiro andar, tem muita coisa boa. Aproveitei as duas horinhas de almoço de um dia qualquer, e fui com um amigo lá. Fez um bem danado.

A gente ficou lá quase uma hora olhando tudo, abrindo, pegando, empoeirando as mãos sem achar ruim. Vi Jorge Amado, Condan Doyle, Isaac Asimov, Isabel Allende, Jack London, Dostoiévski e uma infinidade de outros autores respeitáveis. Alguns vocês conferem nas fotos. O dono se chama Amauri, e embora seja bem sério, é muito prestativo e tem as respostas na ponta da língua.

Sebo da Torre

Depois de fuçar bastante e só depois me dar conta de que os livros só podiam ser pagos em dinheiro, escolhi levar um Asimov, O Hálito da Morte, em boa qualidade, por R$ 15. Também trouxe pra casa a vontade louca de visitar outros sebos, e inclusive voltar mais vezes ao Sebo da Torre.

Para quem mora no Recife e quer visitar, fica na Rua José Bonifácio, 674, Torre. Telefone (81) 3236.1627. Depois, me conta o que achou?

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O impacto da internet previsto por Isaac Asimov

Publicado por em 20/03/2012 | 3 comentários

Cada vez que alguém dá um play nessa entrevista concedida em 1988, Isaac Asimov continua fazendo o que sempre fez muito bem: dar um tapa na cara da sociedade. Mesmo dez anos depois de ter morrido. Para ninguém dizer que não avisei, acima estão 8 minutos obrigatórios para quem é ligado a qualquer coisa que envolva internet, comunicação ou educação, ou tudo isso junto.

É impressionante como em alguns comentários o escritor de ficção científica dá uma boa ideia de como a internet irá impactar a vida das pessoas, muitos anos depois, prevendo coisas como as redes sociais e a Wikipédia. E principalmente a educação. Asimov critica o modelo padrão que torna o aprendizado mais imposição do que prazer. A internet se torna um campo aberto de possibilidades para se aprender o que quiser, pesquisando no próprio ritmo, da própria casa. Tornando a escola importante, porém com o papel diferente de ser lugar de encontro e discussão.

Issac Asimov

Um dos entraves do modelo educacional que ainda não conseguimos substituir, genialmente colocado por ele, é essa cultura de que aprender é algo limitado à infância, quando deve ser algo constante e sem fim.

Via.

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De leitor pra leitor, sugestões de presentes

Publicado por em 19/12/2011 | 3 comentários

Vamos lá, que este ano eu estou ajudando com os presentes de Natal. Depois das indicações de mimos aqui, perguntei aos leitores no Facebook, que livros eles gostariam de ganhar? Sugestões colhidas vão abaixo, com preços médios, para você não ir sem ideias para a livraria. Afinal, difícil presente mais certeiro para ambos os sexos do que oferecer uma boa leitura.

Indicações de Filipe Freitas

O Fim da Eternidade é um dos títulos do grande nome da ficção científica, Issac Asimov, que viveu entre 1920 e 1992. É uma das indicações de Filipe Freitas. A outra é As crônicas de Gelo e Fogo (os dois primeiros volumes de 5 lançados, saem por volta de R$ 69,90), do George R.R. Martin, base da série Game of Thrones, que estreou na TV causando alvoroço. Mas se for dar esse, certifique-se de que o seu presenteado ou gosta de ler ou é nerd o suficiente para iniciar a saga com esses dois calhamaços de 500 páginas.

indicações de Daniela Steagall

Nada de Novo no Front (L&PM Pocket, R$ 16), de Erich Maria Remarque, é a primeira sugestão da Daniela Steagall. Publicado em 1929, em um cenário belicoso, é um livro pacifista ao mostrar os horrores do ponto de vista de um jovem alemão. Tem também o clássico celebrado 1984, de George Orwell (Companhia das Letras, R$ 29,90).

Uma resenha do A História Sem Fim (Martins Fontes, R$ 42), de Michael Ende, no Livros e Afins dá uma ideia pra gente do porquê a Daniela o inseriu na lista. Parece que está fora de catálogo, mas na Estante Virtual sempre tem.

É o caso também de O Caçador de Andróides, de Philip K. Dick, sugestão da Aline Beuttenmüller. Esgotado, nem uma imagem decente eu encontrei, só tem alguns exemplares na Estante Virtual (ou talvez num sebo mais próximo de você), com preços entre R$ 25 e R$ 45.

Indicações de Larissa Brainer

Para Larissa Brainer, a lista de presentes cobiçados começam por Daytripper (Vertigo, R$ 52,20), de Gabriel Bá e Fábio Moon, os primeiros brasileiros consagrados com um Eisner, prêmio super importante na indústria dos quadrinhos. Na Revista O Grito, tem uma ótima resenha. O Anjo Pornográfico (Companhia das Letras, R$ 51,21), de Ruy Castro, sobre o escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues, é sempre uma boa pedida.

O Apanhador no Campo de Centeio, clássico de J. D. Salinger, sobre o qual você pode ler mais no Digestivo. Dica de Larissa ainda é o mais famoso de Jack Kerouac, On The Road (L&PM Pocket, R$ 19,60), famoso por retratar a juventude pé na estrada nos anos 60. Não é a primeira vez que ele rola por aqui, Catarina sugeriu até um roteiro, começando dele, para entender a geração beat.

Outras indicações de Larissa Brainer

E, por último, Zen e A Arte da Manutenção de Motocicletas, de Robert M. Pirsig, que é meio difícil de encontrar, mas vi por R$ 52 na web. No resumo, “uma viagem de moto feita por um homem e seu filho durante as férias de verão transforma-se numa odisséia pessoal e filosófica”. Pelo jeitão, eu nunca leria, mas se Larissa indicou, eu boto fé.

Obrigada demais a todos que contribuíram! <3

Que você achou? Tem mais sugestões? Vai dar algum de presente? Conta nos comentários!

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