Posts com a tag "frases de livros"

Emma comprova: escrever não é mesmo fácil

Publicado por em 25/05/2012 | 2 comentários

Foto do tumblr Breathing Books

“Aquelas palavras na tela representavam seu projeto mais recente, uma tentativa de escrever uma série de romances policiais comerciais e discretamente feministas. Aos onze anos Emma já havia lido tudo de Agatha Christie, depois também leu muita coisa de Raymond Chandler e James M. Cain. Parecia não haver razão porque não pudesse tentar alguma coisa do gênero, mas estava percebendo mais uma vez que ler e escrever não eram a mesma coisa: não se podia simplesmente absorver tudo e regurgitar.”

Ser escritor pode ser muito nobre, mas ninguém nunca disse que era moleza. Está aí Emma Morley, personagem de Um Dia, de David Nicholls, pra não me deixar mentir com dois trechos. Acima, é quando ela está tentando escrever o primeiro livro, o clássico bloqueio criativo, a auto-crítica. O outro descreve a primeira decepção com uma editora. Sempre foi difícil, tem que amar, tem que ser necessário.

“As portas do elevador se fecham e Emma desaba contra a parede enquanto desce os trinta andares, sentido seu entusiasmo coalhar na boca do estômago numa decepção azeda. Às três horas da manhã, sem conseguir dormir, tinha fantasiado um almoço de improviso com a sua nova editora. Imaginou-se tomando vinho branco gelado no restaurante Oxo Tower, entretendo sua companhia com envolventes histórias dos tempos de faculdade, e agora lá está ela, expelida de South Bank em menos de vinte e cinco minutos.”

Estou curtindo muito o livro, uma comédia romântica inteligente, cheia de referências e contada de forma criativa. Digo mais em breve.

Foto do Breathing Books.

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De Jessier Quirino a Dostoiévski, frases de livros

Publicado por em 31/10/2011 | Deixe um comentário

Frases de livros
Frases de livros
Frases de livros
Frases de livros
Frases de livros

Ler é um ato solitário. Então uma das coisas mais legais de ter esse blog é poder contar com a participação dos leitores, trocar ideias, impressões. Aprendo que só. E assim foi o #DiaNacionaldoLivro, no último sábado, 29 de outubro, quando convoquei as pessoas para compartilharem uma frase de um livro na fan page do Menos um na estante. E o resultado, você viu acima.

O legal é que teve de tudo: de Jessier a Bukowiski, de Salinger a Kerouac, de frases com tema família até solidão. Obrigada a todos que participaram. E, bem, o post ainda está lá, um catálogo de frases em aberto. Quem for postando mais, eu vou trazendo pra cá.

Curte frases de livros? Tem mais aqui

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Uma frase para o Dia Nacional do Livro

Publicado por em 29/10/2011 | Um comentário

Conta a história que no dia 29 de outubro de 1810, a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil. Daí, nasceu a Biblioteca Nacional e assim se criou o Dia Nacional do Livro. Podia ter uma história mais emocionante, né? Mas tudo bem.

O fato que é HOJE, e eu não podia deixar a data passar em branco, ainda mais depois de Martinha me provocar. Então, pensei numa coisa simples e divertida: compartilhar frases de livros legais. Assim, a gente conhece mais obras, troca opiniões.

Então, convoco vocês para abrir um livro que você goste, pegar uma frase legal e postar lá na fan page do Menos um na estante no Facebook. Depois reíno tudo e coloco aqui. Ah, ler muito é uma ótima homenagem também ;)

Dia nacional do Livro

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Leia, grife, fotografe

Publicado por em 14/02/2011 | 2 comentários

Grifei um livro

via grifeinumlivro.tumblr.com

Por conta de um tweet do Alessandro Martins, dono do blog Livros e Afins, hoje eu conheci esse tumblr bacana: Grifei num livro. A ideia é simples. Você marca alguma frase ou trecho, faz um clique e manda a imagem para grifeinumlivro@gmail.com, indicando a obra e o autor. Confesso que já pensei em registrar alguns grifos para cá para o Menos um na estante mesmo :)

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Lewis Carroll e outros: na pele

Publicado por em 18/10/2010 | Deixe um comentário

The Word Made Flesh

via tattoolit.com

Essa é uma das 100 fotografias que compõem o livro de tatuagens literárias The Word Made Flesh, lançado no último dia 12 de outubro. Cravadas estão duas frases que Lewis Carroll escreveu em Alice’s Adventure in Wonderland. Ele dá boas ideias.

De onde saiu essa, há várias outras fotos de partes de gente declaradamente apaixonada pela literatura. O projeto tem um tumblr: http://tattoolit.com, e o livro pode ser adquirido pela Amazon. Peguei a dica no blog Livros e Afins.

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Brincando de #1ªfrase no Twitter

Publicado por em 3/05/2010 | Deixe um comentário

Inspirado na questão da primeira frase, Kleber deu a ideia de uma brincadeira no Twitter que eu adorei. Então, convoquei as pessoas a colocarem um exemplo de primeira frase de um livro que fisga o leitor, em 140 caracteres, usando a hashtag #1ªfrase. Aos pouquinhos, uma delícia, as pessoas toparam a proposta. Apareceu até uma primeira frase morna de um bom livro, para constestar a tal teoria. Aqui eu vou listando os tweets à medida em que forem aparecendo.

1frase_-_10

1frase_-_08

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O que as palavras iniciais de um livro dizem sobre ele

Publicado por em 30/04/2010 | 7 comentários

Uma das valiosas coisas que aprendi com o escritor Raimundo Carrero é o que a primeira frase de um livro informa sobre a obra inteira. Carrero diz que dá para avaliar se um livro é bom ou não, numa olhada rápida, simplesmente pela primeira frase – no máximo, o primeiro parágrafo. Aos aprendizes do ofício, ele chama atenção para a primeira sentença de um romance. Deve ser matadora. Agarrar o leitor, causar curiosidade.

Claro que é uma teoria  reducionista e Carrero a profere com toda a consciência, mas não deixa de ser um artifício para sentir uma obra. Tática muito válida levando em conta que ler leva tempo, artigo tão precioso e aparentemente escasso. Mas o pior é que eu nunca achei uma publicação que desmentisse essa teoria. Vamos a alguns exemplos de primeiros trechos:

“Ernst Spengler estava sozinho no seu sótão, já com a janela aberta, preparado para se atirar quando, subitamente, o telefone tocou.”

Jerusalém, de Gonçalo M. Tavares. Matador, héin? E que o livro é bom eu já falei exaustivamente aqui.

“Em setembro de 1974, ao anoitecer, um pequeno avião bimotor, prateado e preto, aterrisou numa pista auxiliar do Aeroporto de Cogonhas, em São Paulo. Diminuindo a velocidade, fez uma curva e deslizou em direção a um hangar, onde uma limusine estava à espera.”

É o começo de outra obra sobre a qual eu comentei aqui, Os Meninos do Brasil, de Ira Levin, é assim: Capturou você? A mim, não, como escrevi. Só gostei do livro do ponto de vista histórico.

“- – – – – – estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender.”

Pegando uma unanimidade como Clarice Lispector. Em A Paixão Segundo GH, a primeira frase é essa (com traços e tudo). Precisa nem dizer, né? E o livro eu amei.

“O eterno retorno é uma idéia misteriosa, e Nietzche, com essa idéia, colocou muitos filósofos em dificuldade: pensar que um dia tudo vai se repetir tão como foi vivido e que essa repetição ainda vai se repetir indefinidamente! O que significa esse mito insensato?”

É o comecinho com que Milan Kundera me sequelou em A Insustentável Leveza do Ser, que é daqueles que muita gente não leu, mas todo mundo já sabe que é bom.

Você concorda ou discorda com essa teoria? Qual é a primeira frase do livro que você está lendo? Conta nos comentários.

Foto de Vitor Sá.

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