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Resenha | 1984, por Júlia Cortizo

Publicado por em 1/07/2014 | 9 comentários

1984 - George Orwell

Não é todo dia que somos convidados a uma missão. Na verdade, depende. Se você trabalha com a Márcia, do Menos um na estante, você, certamente, terá uma nova missão todos os dias, mas o normal é que você não tenha (risos). No momento em que a Márcia me convidou para fazer um post sobre George Orwell e seu livro 1984, eu senti nos ombros uma responsabilidade sem igual. Falar sobre um livro lendário é no mínimo uma missão de grande risco, mas que eu resolvi enfrentar. Então, preparados para a missão? Vamos lá!

Orwell é nada mais nada menos do que ousado e corajoso, quebrou as barreiras de sua época, falou sobre assuntos indiscutíveis, criticou pessoas e momentos incriticáveis e por isso mesmo é um dos autores mais lembrados, apesar de tantos anos de sua morte. Na verdade, a sua ousadia começa pelo seu nome, para quem não sabe, George Orwell se chamava Eric Arthur Blair e utilizava um pseudônimo para escrever de maneira mais confortável e sem se comprometer tanto com seus questionamentos. A maioria de suas obras – já li duas – tratam os temas com um humor inteligente e costuma tocar em profundas feridas das injustiças sociais.

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Resenha | Confissões de um Cafamântico, por Elisa Lacerda

Publicado por em 22/05/2014 | Deixe um comentário

No mês de março, ganhei um livro de presente de aniversário da minha melhor amiga, escrito pelo melhor redator publicitário e blogueiro do Brasil – eleito por mim – Ricardo Coiro. O livro se chama Confissões de um Cafamântico. Como sempre acompanhei os trabalhos de Coiro pelos blogs que ele escreve, nem pensei duas vezes pra começar a lê-lo. Esperando uma leitura com uma história de amor totalmente perturbadora, cheia de idas e vindas ou coisa parecida, na primeira linha do livro o enredo me conduz a uma narrativa completamente diferente. O livro é composto por 19 verbetes sentimentais (amor, mentira, vaidade, paixão, tesão, saudade, alegria, etc) e várias crônicas que definem o que é ser um Cafamântico na cidade de São Paulo – onde nasceu e vive o escritor.

confissões de um cafamântico - ricardo coiro

Sou louca por leitura de crônicas, por pessoas que gostam de escrever sobre outras pessoas, sobre relacionamentos… PROONTO! Perfeito, Ricardo Coiro é bem assim, ele brinca com o caos sentimental, com as palavras e as transforma em poesias de mesa de bar, cheias de cinismo. Então, se é disso que você também gosta, é isso que você vai encontrar neste livro. Fazia tempo que eu não lia algo que surpreendesse tanto, que me mostrasse outros conceitos do que já nos é óbvio e rotineiro.

confissões de um cafamântico - trecho

Não quero me estender mais um pouco pra não estragar a surpresa. Mas, pode abrir o livro em qualquer página que lá, com certeza, – isso eu garanto – você encontrará uma brecha de identificação em alguma linha.

+ Mais sobre o escritor em:

www.casalsemvergonha.com.br
www.entendaoshomens.com.br
www.revistacatwalk.com.br
superela.com

 

Elisa LacerdaColaboração: Elisa Lacerda

Publicitária. Diretora de Arte. Olinda. Música. Crônicas.

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Nelson Rodrigues em 100 contos inéditos, por Rita Costa

Publicado por em 17/04/2014 | 6 comentários

A vida como ela é: 100 contos inéditos

Primeiramente: antes de ler Nelson, aconselho você a “neutralizar” seus conceitos e preconceitos para mergulhar no universo delicioso, embora polêmico desse autor, que, por ser tão controverso é conhecido como O Anjo Pornográfico. Todo leitor sabe contextualizar, mas é sempre bom lembrar.

Os romances rodrigueanos sempre cheios de conflitos morais, emocionais e familiares fazem a gente viajar a meados dos anos 50 e 60, época de revoluções culturais e políticas preteridas pelo autor. Nelson Rodrigues se ocupa em contar histórias cotidianas daquelas boas de ler, que te prendem do início ao fim e que, claro, como na vida real, têm desfechos cômicos, e quase sempre trágicos (levando em consideração o perfil do escritor). A Vida Como Ela É, remetendo ao título do livro.

O recorte geográfico feito por Nelson, apesar de ser pernambucano é o Rio de Janeiro, e mesmo o leitor jamais tendo visitado, sentir-se familiarizado à cidade é batata! (os que já leram alguma obra reconhecem de primeira essa expressão muito usada por ele, que designa certeza).

A vida como ela é: 100 contos inéditos

E por falar em é batata!, como não se contaminar com o vocabulário que esta leitura apresenta pra gente? É consenso que um dos pontos altos da escrita do autor é exatamente a curiosa quantidade que ele traz de expressões que nossos avós e talvez pais detectem facilmente. Como diria o próprio: um deleite.

Acostumada a ler romances mais longos do autor, quando vi na prateleira 100 contos inéditos não titubeei, porque, confessadamente apaixonada por sua obra, não tinha lido ainda histórias mais curtas características desse estilo, e convenhamos, 100 contos, e inéditos, são um prato cheio para qualquer fã declarado!

Como esperado: devorei o livro. A fluidez com que Nelson relata as situações fazem a gente se sentir um ouvinte atento às histórias “cabeludas” contadas por ele, e você acaba viajando no tempo, reconhecendo as características dos personagens tão simples e ao mesmo tempo complexos, remontando fatos que você já ouviu falar que aconteceu com a prima da sua tia de segundo grau, e fazendo o inevitável questionamento: “Imagina se fosse comigo?”. Enfim, são 100 contos que fazem a gente querer que publiquem mais uma centena, de tão instigastes. Recomendo fortemente aos que apreciam uma boa leitura.

ritinhaColaboração: Rita Costa

Curiosa e leitora inveterada sempre que dá.

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Obrigada, Ritinha! <3

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Como ter uma vida normal sendo louca, por Elisa Lacerda

Publicado por em 24/02/2014 | Um comentário

Foto by Elisa Lacerda

Numa tarde de domingo, fui passear com umas amigas no Recife Antigo – que são bem loucas – e decidimos ir à Livraria Cultura do Paço Alfândega tomar um Veneziano – quem já tomou, sabe que esse sorvete é outra loucura. Sim, mas o que você tem a ver com isso, não é? Calma, é que de repente uma amiga minha indicou uma leitura de autoajuda – qual foi? – que era a minha cara e que se chamava Como ter uma vida normal sendo louca, fiquei tão interessada com o título que soou bem pertinente ao meu estado de espírito e comprei.

Costumo dizer que o livro é uma publicação para qualquer mulher de qualquer idade, ou se preferir, para qualquer mulher que já teve um namorado psicopata, já quis parecer intelectual na presença de alguém ou que já teve que dizer ao melhor amigo que ele fede.

Trecho. Foto de Elisa Lacerda.

Com prefácio assinado por Glória Kalil, indicado por Tatá Werneck e Julia Petit, as escritoras Camila Fremder (roteirista) e Jana Rosa (Apresentadora de TV) descrevem essas e outras situações que (nós) mulheres modernas temos que enfrentar todos os dias e como devemos sair ilesas de cada uma delas. Na verdade eu acredito que o livro não é uma autoajuda, mas sim uma espécie de “manual” bem humorado com um toque de loucura.

E o que mais me chama atenção é que a cada página que você vai passando, você se identifica com as crônicas, e algumas vezes sente a sensação de estar jogando conversa fora com a sua melhor amiga.

Mas ó, é incrível chegar no final do livro e descobrir que você não é a única louca, nesse mundo de loucos.

Contracapa. Foto de Elisa Lacerda.

Elisa LacerdaColaboração: Elisa Lacerda

Publicitária. Diretora de Arte. Olinda. Música. Crônicas.

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Obrigada, Elisa! <3

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A história de amor entre a 1ª edição de Laranja Mecânica e minha estante

Publicado por em 3/09/2013 | 2 comentários

Foto 2: KK Santos

Por KK Santos*

Nunca fui de me apegar a coisas. Sempre preferi pessoas. Mas os livros derrubam essa minha preferência em milésimos de segundos. Me apego a eles. Não somente às histórias contadas nos ditos cujos, mas ao bicho mesmo, o livro, fisicamente falando. Seja novo na livraria ou velhinho no sebo. E foi nessa viagem que adquiri meu preferido. E venho contar-lhes a história a pedido da amiga Marcinha. Um prazer e uma honra para mim, fã do Menos um na estante.

Tudo começou quando descobri um site que reunia sebos de todo o Brasil. A ideia de comprar livros em sebos através da internet (sempre disse, essa tal de internet veio para ficar) muito me agradou. Na época, mesmo sendo repórter de cidades de um jornal do Recife, prontamente ofereci a pauta para a editora do caderno de tecnologia. Com o OK, parti para a apuração.

Localizei o dono da ideia, um carioca eu acho, e o entrevistei por telefone. Achei uma galera que já usava o site e dois sebos pernambucanos cadastrados no portal sebístico. Já tinha tudo para escrever a matéria, certo? Nada disso. Algo me intrigava no sítio. Uma tal de pesquisa offline. A ideia era você acionar os sebos cadastrados em relação a um exemplar não encontrado no sistema de busca, ou seja, nos livros cadastrados por eles.

Laranja Mecânica 2

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Descobrindo o horror em Lovecraft

Publicado por em 10/04/2013 | 9 comentários

Beardsley 01

A minha leitura atual é a de um artesão do horror. Tudo bem que é aos trancos e barrancos, num intervalo aqui, meia horinha ali, mas estamos indo em frente. O livro é uma coletânea de contos chamada Horror em Red Hook, de Howard Phillips Lovecraft (1890-1937), ou H.P. Lovecraft, como é mais conhecido. Uma das primeiras aquisições para o Kindle. Alguns contos depois, dá pra entender bem porque o nome do escritor norte-americano sempre é citado quando o assunto é terror.

Lovecraft faz questão de descrever bem o ambiente, todos as nuances, as luzes, as bizarrices que aparecem e as que não aparecem, e confesso que isso me travou um pouco. Total falta de costume. Até que um amigo soltou a pérola que me atingiu em cheio: Não há literatura de terror sem imersão, não é pra ler tuítando. Bingo! As coisas começaram a fluir.

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Dos melhores quadrinhos: Fracasso de Público

Publicado por em 15/03/2013 | 7 comentários

Fracasso de Público - os três livros

Sabe quando você trava na leitura, e uma hora se dá conta de que há meses não abre um livro? Para quem se se encontra nessa situação, e resolvê-la é uma meta para 2013, eu recomendo: recomece por Fracasso de Público. Você naturalmente vai entrar no ritmo da leitura, eu me responsabilizo. É uma série em quadrinhos com três volumes: Heróis Mascarados e Amigos Encrencados, Desencontro de Titãs e, o último, Adeus, todos escritos pelo Alex Robinson.

Conheci graças a Rick (A Prancheta), que insistiu para que eu pegasse emprestado os dois primeiros volumes. Se não fosse ele, talvez Sherman, Jane, Ed, Stephen, Irving e Dorothy tivessem passado por mim sem que eu percebesse. Antes de começar a ler, só sabia que tinha um personagem que trabalhava em livraria, com todas as agruras que isso traz.

Fracasso de Público aborda o dia a dia de um grupo de amigos em Nova York e seus dramas pessoais, recortes de suas comédias e tragédias. É difícil dizer o que é mais legal na série, se é a identificação automática com os personagens: jovens adultos batalhando para se sustentar, sem querer perder os sonhos de vista. Problemas universais, individualismo, as angústias da geração, está tudo lá.

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O Hobbit abriu o paladar para Tolkien

Publicado por em 29/01/2013 | 12 comentários

O Hobbit

Ler O Hobbit, de J.R.R. Tolkien, só me deu mais vontade de entrar mais no mundo criado pelo escritor britânico. Principalmente porque a impressão que eu tive é a de que eu estava diante de uma obra mais simples de Tolkien. Na verdade, a impressão que eu comprovei. Porque um amigo muito inteligente literariamente falando tinha me alertado: “Lembre que O Hobbit foi escrito para o filho dele”.

Ok, diante da alta expectativa que tenho de Tolkien, isso evitou uma frustração. Não entenda que o livro é ruim, muito pelo contrário. É um bom livro, com uma grande história. É só porque eu esperava que Tolkien exigisse mais do leitor, o que não acontece – e há de ser proposital. Outra coisa importante de saber é que O Hobbit é o primeiro livro de ficção dele, lançado em 1937. É onde começou o desenvolvimento de toda a Terra Média e suas criaturas fascinantes.

É uma história sobre sair da zona de conforto, e se jogar no desconhecido e perigoso em busca de frio na barriga, e ainda colaborando para uma causa nobre. Uma grande história sobre isso. E também sobre voltar pra casa e se perceber alguém completamente diferente. O hobbit Bilbo Bolseiro é convocado pelo mago Gandalf para acompanhar os anões desempenhando o papel de ladrão na perigosa aventura para reaver a Montanha Solitária. O lugar que outrora era do povo deles, com todo o ouro que eles passaram muito tempo juntando, tudo roubado pelo dragão Smaug.

Nós somos gente simples e acomodada, e eu não gosto de aventuras. São desagradáveis e desconfortáveis! Fazem com que você se atrase para o jantar! Não consigo imaginar o que as pessoas vêem nelas.

Palavras de Bilbo, pouco antes de embarcar na aventura.

Depois de ver os três O Senhor dos Anéis e o primeiro O Hobbit no cinema, ler o livro trouxe uma sensação bem interessante. Ao mesmo tempo em que havia a familiaridade com os personagens, todos ficaram mais próximos e eu comecei a entender melhor as motivações de cada um e o funcionamento da Terra Média.

O Hobbit, o filme

É um mundo fascinante esse em que as pessoas respeitam o que é dito de boca, ajudam oferecendo cama e banquetes a desconhecidos quando apóiam a causa deles, onde os grandes acontecimentos se transformam em canções entoadas de geração em geração. O fato é que me despertou uma vontade grande de ler todos O Senhor dos Anéis, e ainda ver todos os filmes de novo. A única coisa muito estranha é que não há mulheres na história, todos os personagens são masculinos. Tudo bem que na década de 30, as mulheres ainda estavam longe de ter o papel que têm hoje na sociedade, mas ainda assim é esquisito.

Comparando o filme O Hobbit, recém-lançado com o livro, posso dizer que há muitos detalhes diferentes. Sabe quando uma história é contada a fulano, que conta a cicrano, que conta a você? É como se ao recontar a história, os roteiristas preenchessem as lacunas que eles não lembravam do jeito que eles quisessem.

Mas no sentido geral, a transposição para o cinema me parece bem justa, passa o clima do livro. Pelo menos desse primeiro filme, que é apenas um terço da história. Fico particularmente feliz com o ator escolhido para interpretar Bilbo Bolseiro – já gostava muito do Martin Freeman na série britânica Sherlock, onde ele interpreta Watson. Vamos ver se tudo continua assim.

E para finalizar esse post com chave de ouro, uma galeria com capas antigas do livro, diretamente garimpadas daqui.

>> O Hobbit, o filme depois do livro

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