Posts com a tag "especial"

A história de amor entre a 1ª edição de Laranja Mecânica e minha estante

Publicado por em 3/09/2013 | 2 comentários

Foto 2: KK Santos

Por KK Santos*

Nunca fui de me apegar a coisas. Sempre preferi pessoas. Mas os livros derrubam essa minha preferência em milésimos de segundos. Me apego a eles. Não somente às histórias contadas nos ditos cujos, mas ao bicho mesmo, o livro, fisicamente falando. Seja novo na livraria ou velhinho no sebo. E foi nessa viagem que adquiri meu preferido. E venho contar-lhes a história a pedido da amiga Marcinha. Um prazer e uma honra para mim, fã do Menos um na estante.

Tudo começou quando descobri um site que reunia sebos de todo o Brasil. A ideia de comprar livros em sebos através da internet (sempre disse, essa tal de internet veio para ficar) muito me agradou. Na época, mesmo sendo repórter de cidades de um jornal do Recife, prontamente ofereci a pauta para a editora do caderno de tecnologia. Com o OK, parti para a apuração.

Localizei o dono da ideia, um carioca eu acho, e o entrevistei por telefone. Achei uma galera que já usava o site e dois sebos pernambucanos cadastrados no portal sebístico. Já tinha tudo para escrever a matéria, certo? Nada disso. Algo me intrigava no sítio. Uma tal de pesquisa offline. A ideia era você acionar os sebos cadastrados em relação a um exemplar não encontrado no sistema de busca, ou seja, nos livros cadastrados por eles.

Laranja Mecânica 2

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Gilmore Girls: Rory e sua loucura por livros

Publicado por em 30/07/2013 | 10 comentários

por Dulce Reis*

Rory reads

Sendo minha amiga há um bom tempo, Márcia sabe muito bem que eu sou super fã de séries. Para ela, eu sou a louca das séries. E é verdade! Assisto várias, faço maratonas, vejo a mesma repetidas vezes. É o caso da ingênua e adorável Gilmore Girls. Sei que dona Márcia nunca assistiu e provavelmente não vai assistir, mas ver Rory, que é uma das personagens principais da hoje extinta GG, e sua loucura por livros, sempre me faz lembrar do Menos1naestante.

Antes de conhecer Márcia, eu achava que esse negócio de cheirar livros era ficção, hehehehe. Por conta do blog, agora sei muito bem que a minha amiga não é a única sofredora deste ‘mal’!

Gif Gilmore Girls

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31 de outubro: o poder dos sons para causar sensações

Publicado por em 30/10/2012 | Deixe um comentário

Tem post de convidado no blog pra dar uma dica linda para o Halloween. Apreciem sem moderação. Obrigada, Alex!

Click-Clack

Alex Luna*

Tem gente que lê em silêncio, até quando lê poesia. Longe de mim dizer que há um jeito certo de ler, mas há alguns autores que ganham muito quando lidos em voz alta. Quem tem um livro do Jessier Quirino que o diga.

Aqui você pode baixar um audiolivro com um conto do Neil Gaiman completamente grátis. A história, Click-Clack the Rattlebag, é, a partir do título, algo inerentemente sonoro. O nome do protagonista é formado por duas onomatopeias, nem precisamos traduzir. É um conto de terror, feito especialmente pra celebrar o Halloween.

Neil criou um movimento há dois anos, sugerindo que as pessoas dêem livros de terror para celebrar o 31 de outubro, e a audible.com, para promocionar os audiolivros, resolveu abrir o download grátis para a história, e doando um dólar para cada pessoa que baixar.

Então, vá lá, baixe o seu mp3 grátis, e espalhe pros seus amigos. É por uma boa causa.

E, por último, o autor pediu que você ouça a história somente depois do pôr-do-sol.

*Alex Luna é leitor de histórias de terror e escritor de contos românticos. Seus textos podem ser encontrados no Qualquer Coisa de Triste e nas Inverdades.

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O sabor que tem, por Keila Brito

Publicado por em 23/08/2012 | Um comentário

Mas se com a idade a gente dá para repetir certas histórias, não é por demência senil, é porque certas histórias não param de acontecer em nós até o fim da vida.

Em Leite Derramado, Chico Buarque.

Foto: Keila Brito

Por Keila Brito*

Finalmente, Menos um na estante! Essa foi a vez do Leite Derramado, mais uma “composição” delicada, poética e surpreendente do Chico. Apenas pelo fato de ser Dele, confesso, já simpatizo com a obra antes mesmo de folheá-la. Mas depois de degustar gota a gota, me permito escrever com propriedade sobre o sabor que esse livro tem.

O Leite Derramado é um convite para mergulhar fundo nas lembranças, sonhos e devaneios de Eulálio. É o caminhar nas fantasias e realidades de um ancião que desfia seu rosário no leito de um hospital. Se existem ouvidos atentos ou não, pouco importa; ele continua a desfiar.

É como ler pensamentos em silêncio. Em uma desordem poética tão delicada que envolve o leitor na reconstrução dos “fatos”, despertando o desejo de um copo a mais a cada página virada.


* Fica a dica de leitura da amiga querida, que sempre manda bem e com franqueza quando se dispõe a escrever. Obrigada pela participação, Keilha. ;)

A foto também é dela.

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Invasão dos livros no Museu do Louvre

Publicado por em 11/06/2012 | Um comentário

Exposição Livre/Louvre em Paris.

Por Dulce Reis

Quando fui ao Museu do Louvre, no dia 25 de maio, lembrei imediatamente de Márcia e do Menos um na estante. A exposição temporária Livre/Louvre [no português, seria Livro/Louvre] tem tudo a ver com a dona do blog. Livros, livros e mais livros. A mostra criada pelo escritor belga Jean-Philippe Toussaint realmente chamava a atenção de quem passeava pelo museu. Entre uma sala e outra da ala da pintura francesa, os visitantes tomavam um susto com os vídeos, neons e tablets.

Até vi gente tirando onda. “Essa pintura capta muito bem a realidade”, disse um rapaz em tom de ironia a uma moça que o acompanhava sobre uma fotografia que toma quase uma parede inteira. Na imagem, uma sala do Louvre cheia de livros e com algumas pessoas lendo. Acho que esses dois não estavam gostando da ideia da exposição Livre/Louvre estar perto demais das obras de Delacroix, Ingres, Goya, Renoir…

Mas até para estas pessoas, a mostra tinha algo a apresentar. Em uma das paredes, foram reunidas imagens de livros fotografadas de várias outras obras de arte.

Livros em obras de arte. Exposição Livre/Louvre em Paris.

Exposição Livre/Louvre em Paris

Numa outra salinha da exposição está o resultado do projeto Ils Lisent. Toussaint reuniu sete amigos e os colocou para ler dentro de uma cabine. Eles usaram um capacete acoplado a um aparelho (não sei se é de tomografia…) e os filmou enquanto liam. O resultado está exposto. Tanto as imagens das “cobaias”, quanto dos seus cérebros e a cabine.

Exposição em Paris.

Outra parte da exposição que gostei foi L’Univer, em que uma sala, quase um corredor, tem o teto todo estrelado e as paredes cheias de neons. Entre uma piscada e outra, dá para ver a palavra livro em várias línguas.

Bom, o resto, vocês podem ver nas fotos. A mostra já vai sair de cartaz no próximo dia 11 de junho. [hoje]

Todas as fotos são de Dulce.


Depois de colaborar tanto com os melhores links para o blog – vocês não têm noção, eu que não consigo transformar tudo em post -, Dulche apareceu por aqui de “carne e osso”, deixando o Menos um com muito mais glamour. Imagina, a pessoa estar em Paris e lembrar do bloguinho, com foto e tudo? Também fiquei feliz que só com a contribuição.

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#minhaestante – por Alex Luna

Publicado por em 23/05/2011 | 5 comentários

Quando Mari me chamou pra participar de uma seção do blog dela, o de bubuia na bubuia, chamada “minha estante”, eu adorei. Era uma ideia que eu queria ter tido para o Menos um. Então ela propôs que fizéssemos juntas, convidando as pessoas e linkando os depoimentos de um blog para o outro. Só que eu nunca tinha convidado ninguém.

Até que o Alex Luna, mais conhecido como Tarrask, que é publicitário e tem ideias bem legais (vide o blog The Worst Kind of Thief – adoro esse nome!), estava contando no Twitter como a biblioteca dele estava se tornando virtual. Isso me despertou vontade de convidá-lo pra inaugurar a seção aqui e ele topou na hora. Mandou um texto que vale cada parágrafo, uma defesa pragmática dos e-books, observações sobre o futuro presente dos livros em papel. O Menos um na estante agradece :)

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Os prazeres do cigarro eletrônico

Livros lidos entre 1998 e 2004, aproximadamente

Livros lidos entre 1998 e 2004, aproximadamente

Meu nome é Alexandre e eu sou viciado em ler. Desde muito pequeno, sempre tive muitos livros em casa. Na pré-adolescência, meu pai me levava a sebos, onde eu despejava dezenas de livros lidos e trazia outras dezenas novas para casa. Há uns dez anos, comecei a anotar a quantidade de livros não-profissionais que eu leio. No meu ano mais profílico, passei dos 80.

Ontem, eu tive que fazer um largo trajeto de trem. Uma hora de ida, outra de volta. Situação perfeita para pegar um livro novo e começar a leitura no caminho. Se tivesse menos de 200 páginas, eu provavelmente acabá-lo-ia.

Aí eu descobri que não tinha absolutamente nenhum livro de papel não lido em casa, pela primeira vez desde que consegui ler uma placa que dizia Mimo do Céu, numa feira-livre. Um frio me correu pela espinha. Será que eu já tinha lido tudo? Será que os clássicos acabaram e agora eu só teria que repetir? Será que eu passaria ao outro vício, uma droga pior ainda?

Não era isso. Foi o resultado de um ano praticamente sem comprar nenhum livro de papel.

Vamos queimar a Biblioteca de Alexandria com Umberto Eco dentro

Durante 2010, descobri três grandes vantagens de ser leitor compulsivo e ter um leitor de livros eletrônicos.

# Vantagem 1: grana

Quando comprei um iPad, justifiquei a compra com o argumento profissional, estar atualizado, saber pra quê serve o troço. Também porque é um ótimo aparelho pra quem viaja e precisa estar online o tempo todo (e eu preciso ler o tempo todo, senão murcho). Mas a justificativa financeira é melhor: durante o ano passado, o que eu não comprei em livros foi menos do que eu investi no iPad.

Livros, gibis e feeds, muitos feeds

Livros, gibis e feeds, muitos feeds

# Vantagem 2: a disponibilidade de obras

Ao contrário do que dizem os puristas, a galera que diz que o livro vai acabar, yadda yadda, num Kindle é mais fácil ler Shakespeare ou Camões. Você tem dicionário e referências disponíveis na hora (e se você lê esses classicões sem referências, parabéns, é gênio ou tolo, provavelmente o segundo). Aliás, centenas de milhares de títulos estão ali, disponíveis para ler. Pensamos que nem todo livro está disponível em formato digital (não existe NENHUMA gramática da língua portuguesa disponível para a venda, vergonha das editoras luso-brasileiras) mas a quantidade de títulos é suficiente para saciar a minha voracidade de leitura e ainda sobra.

Ganhei o Graveyard Book, de deus Gaiman, e depois de lê-lo, comecei a ler O Livro das Selvas. Com um clique. Li em algum lugar uma referência a um conto de Tchecov, encontrei nos livros que já tinha baixado. Comprei e li o novo livro do Seth Godin. Adoro grifar e sublinhar frases e trechos, e logo depois da leitura, já tinha disponível no computador os meus próprios comentários, simplificando o processo de escrita do post-resumo do livro.

Só é difícil encontrar coisas em português

Só é difícil encontrar coisas em português

# Vantagem 3: transporte

De todas as mudanças que eu fiz na vida, esta talvez é a mais fácil. A grande maioria dos meus livros está numa estante na casa da minha mãe. São todos os que eu comprei e não emprestei até vir morar na Espanha, e mais uma ou duas malas de livros que eu já levei em outras viagens. Agora, só vou levar uma caixa, pequena, com os que pretendo usar em algum projeto, e o iPad.

Os poucos livros que vão acompanhar a última mudança

Os poucos livros que vão acompanhar a última mudança

Desvantagens existem no paraíso digital?

Dá pra procurar desvantagem em tudo. Vi uma palestra do Umberto Eco, quando estava lançando O Cemitério de Praga, e fiquei com muita vontade de lê-lo. Infelizmente, por questões de reserva de mercado, a versão eletrônica ainda não foi publicada. Como o livro foi diagramado num computador, podemos dizer que por decisão editorial. Ainda há muita gente lutando contra os livros digitais. Vamos chamá-las de MPAA editorial.

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