Posts com a tag "escritores"

Da literatura pra o cinema: crises da adaptação

Publicado por em 10/07/2012 | 4 comentários

Autores mais adaptados, by Revista Monet

As pessoas podem até não estar lendo tanto, mas estão consumindo o que vem da literatura. Há tempos que áreas como o cinema e o teatro se alimentam, e muito, da produção literária. Algumas adaptações são divulgadas, de best-sellers, fazem parte do marketing do filme até, mas outras a gente não fica nem sabendo. O infográfico acima eu vi no ótimo blog Literatortura, e mostra os 20 escritores mais adaptados, uma lista encabeçada por Shakespeare, que passou por 891 adaptações. Claro que estão lá Dickens, Poe, Doyle.

É uma relação de amor e ódio. Por um lado, é vantajoso pra literatura porque os livros ficam famosos, são mais lidos e os autores mais reconhecidos. Por outro, a coisa mais difícil do mundo é a adaptação cinematográfica fazer jus à obra original.

O Iluminado

Tarefa fácil não é, e não dá pra esperar uma reprodução. Na migração entre plataformas, algumas coisas certamente vão se perder, como os detalhes, e outras serão ganhas, é o caso da estrutura visual. Mesmo quando é bem feito, é outra obra diferente (afirmativa de vários estudiosos). Ainda assim, os fãs dos livros ficam frustrados com o que encontram nas telas. Mas não é só o público que chia, os escritores também xingam as adaptações que não os agradam.

No site da Veja, há uma lista com nove filmes odiados pelos escritores das obras originais (a montagem acima é de lá). O mais interessante é que alguns são referência quando o assunto é cinema. Kubrick mesmo, coitado, teve dois grandes filmes reprovados. Dá para acreditar que Anthony Burgess e Stephen King não gostaram de Laranja Mecânica e de O Iluminado? E Roald Dahl, que impediu a continuação de A Fantástica Fábrica de Chocolates, de 1971, de tão insatisfeito que ficou? A lista toda está aqui.

Tags deste post: , , , , , , , ,

Escritores vão à praia

Publicado por em 5/05/2012 | 2 comentários

Camus na praia

Clarice na praia

Borges na praia

Um post mais do que merecido para o fim de semana. Afinal, até os intelectuais vão à praia. É o que mostra esse tumblr bem divertido, reunindo um peculiar acervo das cenas mais improváveis. Gente que passa pelo mundo fazendo a diferença, muitos deles escritores. Tudo bem, às vezes de forma bem tosca como você verá lá. Só um preview nas fotos acima, de Albert Camus bem acompanhado na praia, Clarice Lispector na praia e ainda Borges e outros amigos inteligentes… na praia.

Tags deste post: , , , , , ,

Na cama com os escritores

Publicado por em 14/12/2011 | Um comentário

Cada lista impagável esse Flavorwire tem, como essa de famosos da cultura pop flagrados na cama. Entre Andy Wahrol e Elizabeth Taylor, por exemplo, catei as imagens de alguns escritores.

Ernest Hemingway , bem folgado, lendo o The New York Times, em foto de George Leavens.

Ernest Hemingway , bem folgado, lendo o The New York Times, em foto de George Leavens.

A segunda, de Truman Capote, no Kansas, em 1967 (foto de Steve Schapiro).

A segunda, de Truman Capote, no Kansas, em 1967 (foto de Steve Schapiro).

Arnold Newman registrou a imagem de Woody Allen, trabalhando de sua cama, em 1996.

Arnold Newman registrou a imagem de Woody Allen, trabalhando de sua cama, em 1996.

Dica de Dulche.

Tags deste post: , , , , , ,

Bienal do Livro de Pernambuco: 20 momentos interessantes

Publicado por em 24/09/2011 | Deixe um comentário

Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

Todas as atenções por aqui estão voltadas para a 8a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, pelo menos as atenções das pessoas interessadas em livros, leitura, literatura, educação, e tags afins. O evento começou ontem (23/09) e vai até o próximo domingo (24/09), no Centro de Convenções, em Olinda.

Estava fuçando a programação e separei alguns momentos dos quais gostaria de participar. É uma lista com critérios totalmente subjetivos, alguns pelo tema, outros pelos bons palestrantes, e há aqueles nos quais eu me arriscaria.

Decidi compartilhar, pode ser que alguém se identifique com os meus gostos. Infelizmente, eu mesma não irei para muitos, por conta dos horários incompatíveis com os meus. Mas a sugestão é que você dê uma checada na programação completa e faça a sua própria lista (e depois, por que não?, conte aqui).

Foto: Flickr da @Bienal

—-

Sábado 24/09

18h – “E por que publicar em tempos de penúria?”, com Pedro Salgueiro, Lau Siqueira e Rogério Pereira, no Café Cultural.

19h – “Literatura, novas mídias e outras mentiras”, com Antonio Prata e Samarone Lima, no Círculo das Ideias.

Domingo 25/09 

12h – “ Rodas de Conversa – A leitura, o livro e o editor”, com o editor José Cortez. Mediação: Rosângela Lima, no Café Cultural.

17h –  “Literatura, identidade, memória e transculturalismo”, com Carola Saavedra e Alfredo Cordiviola, no Círculo das Ideias.

17h –  “Crowdfunding: o impacto do financiamento colaborativo no mercado editorial”, com Rodrigo Sushi, Tarciana Portela  e  Diego Reeberg (fundador do site www.catarse.me), no Café Cultural.

18h – “Livros, adolescentes e outros monstros”, com Cláudia Felício e Cícero Belmar, no Círculo das Ideias.

19h – “Literatura e Cinema”, com Jacinto Santos e Edivania Maria da Silva, no Café Cultural.

19h – Painel sobre edições independentes: “Independência ou”, com Marcelino Freire, Allan da Rosa e Fábio Andrade, no Círculo das Ideias.

Segunda-feira (26/09)

17h – “Arte e erotismo: diálogos possíveis na literatura” com Janilto Andrade – UNICAP”, no Café Cultural.

Leia mais

Tags deste post: , , ,

Sobre cinema, Meia-Noite em Paris e Dorian Gray

Publicado por em 3/07/2011 | 2 comentários

Cena do filme "Meia noite em Paris"

Hoje é domingo, dia de cinema (como todos os dias). Amo filmes, assim como livros, café e outras coisas, e não tem essa semana em que eu não veja um. Embora goste e estude crítica cultural, me permito ter uma relação bem mais leve com a sétima arte: ver, curtir e ficar satisfeita. O filme não tem que dar um novo sentido à vida, sou fã de comédias românticas, filmes de ação, suspense, super-heróis. Só não pode fazer a gente de idiota.

Quando o filme é denso, fica remoendo na cabeça, faz pensar sobre a vida, levanta questões para discutir na mesa de bar ou num café, também é uma delícia (ou até doloroso). Como eu sou desmemoriada, um grande critério de avaliação é eu lembrar do filme depois de um tempo. Nem que seja de uma cena, um personagem, uma ideia. E eu duvido que eu vá esquecer de Meia-noite em Paris.

É difícil eu não gostar de filmes de Woody Allen, porque eles sempre abordam relacionamentos, colocam uma lupa nas pequenas coisas, e são cheios de referências interessantes. Mas esse é especial, porque é pra se encantar. É o deslumbre por Paris – as luzes, as ruas, os hábitos -, pela inspiração artística que a cidade e seu imaginário trazem, pelo movimento cultural da capital francesa dos anos 20 (leia ótima matéria no Jornal Opção).

Owen “nariz torto” Wilson vive Gil, um roteirista de Hollywood cujo sonho é ser escritor (acabo de me lembrar do George RR Martin, ex-roteirista de TV e agora autor da saga Game of Thrones). Ele visita Paris com a noiva, e encontra não só inspiração, amor, mas também grandes nomes da literatura, música, artes plásticas do começo do século, de uma maneira que só assistindo para entender. Imagina tomar uma com Hemingway? Curtir a festa do casal Zelda e Scott Fitzgerald, tergiversar com Luis Buñel, saber as opiniões de Gertrude Stein, Cole Porter, Pablo Picasso, Salvador Dalí. Enfim, vale a pena cada $$ da entrada.

Outro filme literário em cartaz nos cinemas é a adaptação de O Retrato de Dorian Gray, clássico do Oscar Wilde de 1890. Na verdade, a décima adaptação. Você já viu alguma? Pretendo conferir, mas sem tantas esperanças de ver um bom filme (esse cartaz aumentou meu preconceito), embora ele conte com o Colin Firth (O Discurso do Rei) num papel secundário. O triste é que o longa, dirigido por Oliver Parker, é de 2009 e só estreou no Brasil agora.

“Percebeu que ficaria louco ou doente, se continuasse pensando no que havia acontecido. Pecados havia cujo fascínio era maior pela recordação do que pelo ato em si mesmo (…) Mas aquele não era desse tipo. Era uma lembrança que devia apagar de sua mente, adormecê-la com ópio, aniquilá-la enfim, mas não se deixar aniquilar por ela.”

Trecho do único romance de Oscar Wilde, que li há uns dez anos e gostei muito. É uma história pesada, sobre um jovem bem posicionado na sociedade, que vive de glamour, e arruma um jeito sombrio de manter sua beleza física intacta enquanto, por dentro, definha. O personagem é complexo, e explora bem essa tensão, que vivemos, conscientemente ou não, entre o que somos e que aparentamos ser. E tendo como pano de fundo, toda a rigidez e mistérios de uma Inglaterra no século 19.

Tags deste post: , , , , , , , , ,

Escritores em nós narrativos

Publicado por em 19/06/2011 | Um comentário

Nós narrativos - Cinismo Ilustrado

via updateordie.com

Genial esse quadro do Cinismo Ilustrado. Dos que eu conheço de ler o autor ou sobre ele, tem tudo a ver. O nó de James Joyce me deu mais medinho de encarar um. Tem a toalha do Adams, que escreveu o Guia do Mochileiro das Galáxias, e ainda a representação do Twitter, sem começo nem fim. Todos ótimos. Mas como a Adriana Salles, no post do UpdateorDie, eu nunca tinha ouvido falar no Monterroso. Dica de Dulce.

Tags deste post: , ,

Escritores em Lego

Publicado por em 16/02/2011 | Deixe um comentário

Ernest Hemingway em Lego - via flavorwire.com

via flavorwire.com

Os nostálgicos de plantão decidiram representar todo o mundo em Lego, ao que parece. Quase todos os dias eu vejo fotos de alguma coisa diferente montada nas pecinhas da infância. É claro que os escritores não poderiam escapar, e o resultado ficou divertido. Vale ir lá no flavorwire e ver vários outros autores: Ezra Pound, Descartes, Fitzgerald, Edgar Allan Poe, Shakespeare….

Tags deste post: , ,

Escritores também rabiscam leseiras

Publicado por em 3/02/2011 | Deixe um comentário

Se você curte rabiscar um monte de besteiras enquanto pensa ou assiste aula ou participa de reuniões, saiba que está acompanhando de alguns dos mais famosos escritores. Coloquei leseiras no título substituindo doodles, a expressão original em inglês, que não tem tradução ideal, mas fica perto de pateta, idiota. Então, no site que achei por conta da Revista Bula, há várias imagens de doodlesengraçados de pessoas do naipe de Sylvia Plath (foto 1), Kafka (2), Samuel Beckett (3), Henry Miller (4), Bukowski (5) (com uma garrafa de bebida, claro), Jorge Luis Borges.

Sobre os rabiscos, o texto diz (em tradução livre): “Como os sonhos, eles são abatidos diretamente dos bits soltos flutuando pelo nosso cérebro, e sua expressão é realmente apenas inibida pela capacidade física do ‘doodler’ e/ou coordenação olho-mão”.

Eu não resisti, e coloquei fotos de muitos, mas na Flavorwire tem mais. Confesso que viajo, pensando se na época em que eles rabiscaram isso eles eram gente como a gente – se é que isso algum dia aconteceu -, e nem imaginavam que os rascunhos se tornariam públicos. Talvez tivessem caprichados mais no traço? Ou talvez alguns tenham feito isso naquele papel de borrão que iria direto para o lixo, mas que teve seu destino alterado, para nossa diversão.

Você arriscaria interpretar algum?

Tags deste post: , , , , , , , ,
Página 2 de 212