Posts com a tag "escritores"

Nobel Kazuo Ishiguro tem uma obra relevante mesmo que você não soubesse

Publicado por em 6/10/2017 | Deixe um comentário

Imagina como deve ser incrível a sensação de ganhar um Prêmio Nobel de Literatura? Como aconteceu agora em 2017 com o escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro.

Pensa comigo: considerando o tempo de vida médio de 80 anos, concluímos que cada um presencia a nomeação de apenas 80 nomes em vida. É como 80 vestibulares pra concorrer, mas você só escorrega ficar competitivo lá pro 30º ano.

Kazuo Ishiguro - Nobel de Literatura 2017

Kazuo Ishiguro – Nobel de Literatura 2017

 

Se você for fenomenal, ainda assim disputa com milhares de outros bons escritores que estão se destacando na mesma época. É praticamente uma loteria (se você for mulher, pior ainda – apenas 14 mulheres ganharam esse troféu).

O problema é que quando li o nome do vencedor, simplesmente pensei: q u e m  é   e s s e ?

Pesquisei e decidi reunir aqui as principais informações (e algumas curiosidades) sobre o homem que ganhou os holofotes da Academia Sueca e que agora é visto como um dos gênios da literatura.

1.

É o escritor do livro Os Vestígios do Dia (1989), provavelmente a sua obra mais famosa. O livro ganhou o também prestigiado Man Booker Prize no ano de lançamento, e virou um filme muito bom. Leia o começo do livro aqui.

Filme Os Vestígios do Dia

Cena do filme Os Vestígios do Dia

 

Ele é um pouco como uma mistura de Jane Austen, comédia de costumes e Franz Kafka. Se você misturar isso um pouco, não muito, você tem a essência de Ishiguro”, concluiu a secretária da Academia, que citou ainda Marcel Proust.

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Neil Gaiman: porque o nosso futuro depende de bibliotecas, leitura e sonhos

Publicado por em 23/10/2013 | 2 comentários

Eu seria incapaz de postar qualquer coisa hoje que superasse essa convocação do Neil Gaiman, em prol das bibliotecas. É o escritor inglês chamando na real sobre ser leitor e as responsabilidades disso, sobre o mundo que queremos deixar. Abaixo, o texto numa tradução livre. Mas tem aqui se você prefere ler em inglês.

Ou ignore, se for capaz.

Neil Gaiman dando a real

Eu acho que nós temos responsabilidades para com o futuro. Responsabilidades e obrigações com as crianças, com os adultos nos quais aquelas crianças vão se transformar, com o mundo onde eles vão se encontrar habitando. Todos nós – como leitores, como escritores, como cidadãos – têm obrigações. Pensei em tentar explicitar algumas dessas obrigações aqui.

Acredito que temos a obrigação de ler por prazer, em privado e em lugares públicos. Se lemos por prazer, se os outros nos vêem ler, então nós aprendemos, nós exercitamos a nossa imaginação. Nós mostramos aos outros que a leitura é uma coisa boa.

Temos a obrigação de apoiar bibliotecas. De usar bibliotecas, de incentivar outras pessoas a usarem as bibliotecas, de protestar contra o fechamento de bibliotecas. Se você não valoriza as bibliotecas, então você desvaloriza informação ou cultura ou sabedoria. Você está silenciando as vozes do passado e você está prejudicando o futuro.

Temos a obrigação de ler em voz alta para os nossos filhos. De ler para eles coisas que eles gostam. De ler para eles histórias das quais já estamos cansados. De fazer as vozes para tornar interessante, e não de parar de ler para eles apenas porque eles aprendem a ler para si mesmos. Use o tempo de leitura em voz alta como um momento de ligação, como o tempo em que não há telefones sendo verificados, em que as distrações do mundo são postas de lado .

Temos a obrigação de usar a língua. Para nos empurrar: para descobrir o que as palavras significam e como implantá-las, para nos comunicarmos de forma clara, e dizer o que queremos dizer. Não devemos tentar congelar a linguagem, ou fingir que é uma coisa morta , que deve ser respeitada, mas devemos usá-lo como uma coisa viva, que flui, que empresta palavras, que permite aos significados e às pronúncias mudar com o tempo.

Nós, escritores – e, especialmente escritores para crianças, mas todos os escritores – temos uma obrigação com nossos leitores: é a obrigação de escrever coisas verdadeiras , especialmente importante quando estamos criando contos de pessoas que não existem em lugares que nunca existiram – a entender que verdade não está no que acontece, mas o que ela nos diz sobre quem somos. A ficção é a mentira que diz a verdade, afinal de contas. Temos a obrigação de não entediar os nossos leitores, mas fazê-los precisarem virar as páginas. Uma das melhores curas para um leitor relutante, afinal, é um conto cuja leitura não pode ser interrompida. E enquanto dizemos aos nossos leitores coisas verdadeiras e damos a eles armas e armadura e passagem para qualquer sabedoria adquirida a partir de nossa curta estadia neste mundo verde, temos a obrigação de não pregar, não ensinar, não forçar mensagens morais pré-digeridas goela abaixo dos nossos leitores, como aves adultas que alimentam seus bebês com larvas pré-mastigadas, e nós temos a obrigação de nunca, jamais, em hipótese alguma, escrever alguma coisa para as crianças que nós mesmos não gostaríamos de ler.

É uma edição da edição de uma palestra dele. Se você quer ler menos editado, em inglês, vá aqui.
Dica ótima de Alex.

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Se os escritores tivessem Instagram

Publicado por em 19/09/2013 | Deixe um comentário

Virginia Woolf no Instagram

Imagina só se os escritores clássicos vivessem hoje. Será que eles iriam ficar loucos com a internet, as redes sociais e tantas formas diferentes de se comunicar? O pessoal do Buzzfeed aposta que eles se tornariam super adeptos. Se Virgínia Woolf, Bukowski, Ernest Hemingway tivessem Instagram, por exemplo? É muito divertida a hipótese.

Prestem atenção nos apelidos, nas hashtags, na quantidade de likes e até nos comentários de escritores contemporâneos. Só temo que talvez eles ficassem tão fascinados com a internet, entre postagens, inboxes e likes, que não escrevessem as suas obras de arte.

Tem mais onde eu vi, aqui. Dica de Dulce.

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Escritores e personagens: feitos à mão

Publicado por em 19/08/2013 | Deixe um comentário

Isaac Asimov

O mundo é tão injusto que a gente não tem como conviver, abraçar, tomar café, nem bater um papo com os escritores daqueles livros decisivos da nossa vida. Inclusive porque muitos já morreram. Pelo menos ainda podemos ter bonequinhos deles. A artista norte-americana Derbie Ritter se dedica a deixar algo mais palpável para a idolatria dos leitores, vendendo bonecos feitos à mão pela internet. Tem opções para todos os gostos, de Charles Dickens a J.K. Rowling, de Jane Austen a Agatha Christie, Hemingway, Poe.

Agatha Christie

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Máquinas de escrever de escritores

Publicado por em 27/02/2013 | 2 comentários

Smith Journnal

A minha ligação com máquinas de escrever é principalmente afetiva. Acredito que é assim para muitos da minha geração. Eu era criança ainda numa época em que saber datilografar era algo básico para qualquer profissional, como é convencionalmente saber inglês hoje. A minha avó, que era boa nisso e tinha tempo, chegou a me dar algumas lições na máquina azul lá de casa. Achei tão chato que eu nem me dediquei e nunca aprendi direito, virei adepta do dedografismo. Se eu soubesse que a máquina de escrever estava prestes a virar artigo de colecionador, eu teria dado mais atenção à coisa.

Até aquela época, tudo era escrito no tec-tec desses equipamentos datilográficos. Só depois computadores começaram a se popularizar evoluindo ao que é hoje. Documentos, cartas oficiais, trabalhos de faculdade, relatórios, tudo era na máquina de escrever, inclusive as grandes histórias. Livros clássicos ou não, obras complexa, capítulos e capítulos: a máquina de escrever foi, por muitos anos, a principal cúmplice da relação do escritor com a sua obra. Eram muitos modelos e marcas e é claro que cada autor tinha o seu próprio equipamento, com tudo que isso pudesse implicar.

Por isso é tão interessante a ideia de conhecer a máquina de escrever de cada escritor, assunto abordado no número 1 dessa revista australiana Smith Journal, com o título “Typewriters and the man who loved them”. Não consegui ainda acesso à matéria, mas imagino que deve contar o que a máquina de escrever de Hemingway diz sobre o autor de O Velho e o Mar, ou alguma mania que Tolkien poderia ter ao bater O Senhor dos Anéis nessa máquina.

Dica de Natali, foto daqui.

 

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Cartazes de frases de escritores

Publicado por em 30/10/2012 | 3 comentários

Ilustrações literárias 02
“Poetas estão sempre tomando o tempo tão pessoalmente.” J.D. Salinger (tradução aproximada)

Ilustrações literárias 01
“Eu fiquei louco com longos intervalos de horrível sanidade.” Edgar Allan Poe (tradução aproximada)

Ilustrações literárias 03
“Escreva bêbado. Edite sóbrio.” Ernest Hemingway (tradução aproximada)

Frases de escritores ganharam um layout apropriado nas mãos do ilustrador Evan Robertson. Legal, né? Vi no Bookporn, mas tem bem mais aqui.

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Os clássicos que não lemos

Publicado por em 14/10/2012 | 5 comentários

Do Book Porn.

Uma das matérias mais reconfortantes que eu li nos últimos tempos foi “Os clássicos que eles não leram”. Foi como um abraço de consolo.

Os clássicos, esses livros que têm um atestado de qualidade dado pela história e por gerações inteiras de estudiosos, têm o selo de literatura obrigatória. Empreitada que nem sempre é tarefa fácil, e que gera muita culpa. Que atire a primeira pedra quem não tem um deles na estante, esperando a leitura! Intrigado com a questão, o repórter foi perguntar como lidavam com isso as pessoas que mais teriam obrigação de conhecer os clássicos: os escritores.

E, para minha surpresa, a resposta deles foi bem parecida com a de pessoas comuns: eles também não leram todos os clássicos que gostariam, e se sentem culpados por isso. Fiz questão de destacar abaixo algumas frases, mas não deixe de ler a matéria completa.

A mais forte e genial que eu achei foi essa, do Ronaldo Bressane, sobre a biblioteca dele:

Agora ela parece um monumento à minha falta de tempo, ao meu excesso de distração e de interesses”.

Do Ronaldo Correia de Brito:

Faz bem confessar nossa ignorância, até porque uma única vida não seria bastante para ler tantos livros”.

José Castello soltou essa:

Existem muito mais coisas importantes que não li do que coisas importantes que li. É muito frustrante admitir, mas é isso.

Então, a dica é, relaxa um pouco porque se nem os escritores conseguem, a gente também tem direito.

Dica da matéria foi de Natali. Gif do Book Porn.

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Keep calm e continue escrevendo

Publicado por em 10/09/2012 | Deixe um comentário

Keep Calm

Depois de um feriadão na bossa, e como sempre com menos páginas lidas do que o pretendido, os cliques na internet me compeliram a começar a semana homenageando os escritores. Na verdade, faço isso baseada em dois artigos bem interessantes da Obvious. Um fala sobre a história dos cartazes “Keep Calm”, que surgiram durante a II Guerra Mundial, para depois se tornarem os queridinhos dos internautas.

O segundo é sobre um estudo de um cientista em 1994, que cruzou dados e comprovou como os escritores vencem nos quesitos depressão severa, baixa expectativa de vida, loucura e outras sequelas brabas. Será que escrever tem que ser tão sofrido assim?

Se você é escritor, não desista, a gente te ama.

Leia mais: Porque o Dia do Escritor sempre será um grande dia.

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