Posts com a tag "colaboração"

Menos um na estante: li e gostei

Publicado por em 26/03/2013 | Um comentário

Vendo o mundo
Uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida é esse blog, mas ainda assim não consigo atualizá-lo como gostaria. Muito menos com resenhas de livros, até porque eu não leio tanto quanto gostaria. Mas esse post não é de lamentações. É pra contar que eu resolvi adotar a sugestão da Isabela Abreu: fazer posts colaborativos, onde os leitores fazem a resenha do que estão lendo.

Resumindo, a seção Li e Gostei é pra vocês. Um espaço para textos curtos sobre livros bons que vocês querem indicar para os companheiros. Para participar, é só preencher o formulário abaixo, e se ligar nas regrinhas da brincadeira abaixo.

#1 Não exagere no tamanho do texto (até 100 palavras).
#2 A ideia é publicar aqui no blog uma resenha por semana.
#3 Vai encarar? ;)

Photo Credit: susivinh via Compfight cc

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Seção em vídeo: aceito sugestões

Publicado por em 13/12/2012 | 6 comentários

Lendo no parque // Foto de Manolo Guijarro

Tenho uma ideia antiga: definir uma mesma pergunta sobre livros e sair perguntando a pessoas comuns nas ruas, escritores, cantores e personalidades de forma geral, quando tiver oportunidade. Tudo em vídeos curtos.

Só não sei ainda qual seria a pergunta, vocês me ajudam? Tipo: qual o melhor livro da sua vida? Que livro você se orgulha de ter tirado da estante? Que livro não merece ficar na estante? Perguntei no Facebook no Menos um na estante e as pessoas começaram a dar suas opiniões.

Opiniões

E você, qual mais gosta ou sugere? :)

Foto de Manolo Guijarro.

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Wikipost #1: um personagem pra chamar de amigo

Publicado por em 7/08/2012 | 16 comentários

Foto de Michael Yan

Quem nunca se afeiçoou tanto a um personagem de livro, que gostaria de pegá-lo para amigo? Tantas vezes fiquei com saudades de um personagem depois que o livro acabou. Dá vontade de poder convidar pra um café ou cervejinha no bar. Pena que não dá.

Sem falar nas vezes que acontece alguma coisa na vida, e fico lembrando do personagem porque houve algo parecido com ele no livro ou uma frase que ele ~disse~ sobre o assunto. Pode parecer muito louco, mas leitor que é leitor vai me entender.

Por isso a ideia da promoção #1amigonaestante, onde pedi que as pessoas abrissem o coração e contassem: que personagem você queria ter como amigo e por quê (em uma frase). Abaixo você vê o resultado. Se fosse uma competição, a Lisel, do A Menina que roubava livros ganharia por ser a mais citada. Gente boa ela deve ser, héin?

Lembrando que esse é um wikipost literário, ou seja, está aberto à sua contribuição. Basta deixar nos comentários: o nome do personagem, o livro e uma frase dizendo o porquê de tê-lo como amigo.

Entenda o que é um wikipost. ;)

Aline Beuttenmüller

Queria ser amiga do Holden*, por ele não querer tanto assim ter amigos. E para poder falar que, no duro, ele é cem por cento – e ele entender. *Holden Caulfield, do livro “O Apanhador no campo de centeio”, escrito por J.D. Salinger.

Alex Luna

Quincas Borba. Do livro Quincas Borba, M. de Assis. Porque eu sempre quis ter um amigo cachorro.

Aline Rodrigues

Queria ser amiga do menininho de “Pai, me compra um amigo?” por motivos óbvios… Ele pelo menos juntou coragem e pediu ao pai, eu nem isso :-(

Ana Carolina Carvalho

Personagem: Carlinhos Livro: Menino de Engenho Autor: José Lins do Rego Queria tê-lo como amigo para aproveitar a infância brincando com liberdade e os pés descalços, sem preocupações materiais.

Ana Elisa de Souza

Queria ter como amigo o Dexter, do livro Um dia, do autor David Nicholls. Porque nada melhor que ter um amigo que conhece vários países para conversar, viajar comigo e mostrar os melhores pontos turísticos do mundo!

Barbara Amorim

Gostaria de ser amiga de Liesel Meminger, diretamente do livro A menina que roubava livros – Markus Zusak, para poder lhe apresentar todas as bibliotecas do mundo e fazê-la ver que, apesar de tudo, a vida é bela!

Bruno Felipe

Alberto Knox – do livro, O Mundo de Sofia. Pois com sua companhia, aprenderei a essência do quanto é belo e magnífico: questionar e compreender, os fatos e sistemas que estão presentes em nosso universo.

Caio Oliveira

Gostaria de ter como amigo o Ricardo ou simplesmente o “Ricardito” como a menina má gostava de chamá-lo. Ele é um personagem do livro do Mario Vargas Llosa – Travessuras da Menina Má. Ricardo é um personagem incrível, é um verdadeiro amigo, não importa a hora nem o lugar ele está sempre disposto a ajudar quem ele ama ou simplemente conhece, e nunca esperar nada em troca. É simplemente um amigo para todas as horas que qualquer pessoa que saiba dar valor e cuidar de uma amizade verdadeira iria fazer questão de ter ao lado.

Carlos Negreiros

Eu queria ser amigo do Mago Howl, do livro O Castelo Animado, de Diana Wynne Jones, porque ele é o dono do Castelo de Hauru, um castelo andante, que possui uma porta que leva a diferentes dimensões e mundos mágicos, e eu como amigo, iria pegar altas caronas com ele porque não sou bobo :)

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Os wikiposts literários

Publicado por em 7/08/2012 | 2 comentários

Do Bookporn

Se tem uma coisa legal em ter o Menos um na estante, é toda essa interação com vocês. Aprendo bastante com os comentários aqui no blog, Twitter, Facebook, Instagram, e adoro criar posts em que vocês colaboram. Fica muito mais rico.

É por isso que há tempos venho pensando em criar os WIKIPOSTS, uma seção no blog que começa agora. Serão posts colaborativos, que nunca estarão encerrados. Faço a postagem com o tema, dando o start, e à medida que vocês forem acrescentando informações sobre aquele assunto nos comentários, eu os acrescento lá.

O primeiro wikipost será resultado da promoção #1amigonaestante. Estarão lá as respostas de quem participou, e quem quiser contar qual personagem quer ter como amigo e porquê (em uma frase), eu acrescento no post.

Que acharam? Espero que gostem e participem.

Foto do BookPorn.

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O Dia do Beijo por Julio Cortázar

Publicado por em 13/04/2012 | 7 comentários

Foto de Zavarykin Sergey

“Toco a sua boca, com um dedo toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e desenha no seu rosto, e que por um acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha em você.

Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõem-se, e os cíclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água.”

Ficaram sem fôlego? É um trecho do livro Jogo da Amarelinha (no original, Rayuela), de Julio Cortázar, publicado em 1963. Uma grande contribuição da leitora Paula Costa na fan page, que deixou o dia do beijo mais encantador e romântico.

A propósito, já curtiu a página do Menos um na estante no Facebook?

Foto de Zavarykin Sergey

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De leitor pra leitor, sugestões de presentes

Publicado por em 19/12/2011 | 3 comentários

Vamos lá, que este ano eu estou ajudando com os presentes de Natal. Depois das indicações de mimos aqui, perguntei aos leitores no Facebook, que livros eles gostariam de ganhar? Sugestões colhidas vão abaixo, com preços médios, para você não ir sem ideias para a livraria. Afinal, difícil presente mais certeiro para ambos os sexos do que oferecer uma boa leitura.

Indicações de Filipe Freitas

O Fim da Eternidade é um dos títulos do grande nome da ficção científica, Issac Asimov, que viveu entre 1920 e 1992. É uma das indicações de Filipe Freitas. A outra é As crônicas de Gelo e Fogo (os dois primeiros volumes de 5 lançados, saem por volta de R$ 69,90), do George R.R. Martin, base da série Game of Thrones, que estreou na TV causando alvoroço. Mas se for dar esse, certifique-se de que o seu presenteado ou gosta de ler ou é nerd o suficiente para iniciar a saga com esses dois calhamaços de 500 páginas.

indicações de Daniela Steagall

Nada de Novo no Front (L&PM Pocket, R$ 16), de Erich Maria Remarque, é a primeira sugestão da Daniela Steagall. Publicado em 1929, em um cenário belicoso, é um livro pacifista ao mostrar os horrores do ponto de vista de um jovem alemão. Tem também o clássico celebrado 1984, de George Orwell (Companhia das Letras, R$ 29,90).

Uma resenha do A História Sem Fim (Martins Fontes, R$ 42), de Michael Ende, no Livros e Afins dá uma ideia pra gente do porquê a Daniela o inseriu na lista. Parece que está fora de catálogo, mas na Estante Virtual sempre tem.

É o caso também de O Caçador de Andróides, de Philip K. Dick, sugestão da Aline Beuttenmüller. Esgotado, nem uma imagem decente eu encontrei, só tem alguns exemplares na Estante Virtual (ou talvez num sebo mais próximo de você), com preços entre R$ 25 e R$ 45.

Indicações de Larissa Brainer

Para Larissa Brainer, a lista de presentes cobiçados começam por Daytripper (Vertigo, R$ 52,20), de Gabriel Bá e Fábio Moon, os primeiros brasileiros consagrados com um Eisner, prêmio super importante na indústria dos quadrinhos. Na Revista O Grito, tem uma ótima resenha. O Anjo Pornográfico (Companhia das Letras, R$ 51,21), de Ruy Castro, sobre o escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues, é sempre uma boa pedida.

O Apanhador no Campo de Centeio, clássico de J. D. Salinger, sobre o qual você pode ler mais no Digestivo. Dica de Larissa ainda é o mais famoso de Jack Kerouac, On The Road (L&PM Pocket, R$ 19,60), famoso por retratar a juventude pé na estrada nos anos 60. Não é a primeira vez que ele rola por aqui, Catarina sugeriu até um roteiro, começando dele, para entender a geração beat.

Outras indicações de Larissa Brainer

E, por último, Zen e A Arte da Manutenção de Motocicletas, de Robert M. Pirsig, que é meio difícil de encontrar, mas vi por R$ 52 na web. No resumo, “uma viagem de moto feita por um homem e seu filho durante as férias de verão transforma-se numa odisséia pessoal e filosófica”. Pelo jeitão, eu nunca leria, mas se Larissa indicou, eu boto fé.

Obrigada demais a todos que contribuíram! <3

Que você achou? Tem mais sugestões? Vai dar algum de presente? Conta nos comentários!

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Resenha | Um livro dentro de um livro olhando pra outro livro

Publicado por em 3/05/2011 | Um comentário

colaboração especialíssima de Catarina Cristo

William Burroughs - Foto: Robert Mapplethorpe

Burroughs, um beat, fotografado por Robert Mapplethorpe que, ao lado de Patti Smith, são os personagens de Só Garotos

Quem gosta de livro é assim, vive pendurado nas newsletters das lojas on-line atrás de descontos e avisos de “frete grátis”. Quando aparecem, eu geralmente compro mais de um. E, numa deliciosa conincidência, dois livros que para mim não estavam relacionados vieram conversar na minha estante. E, também por acaso, escolhi lê-los na ordem certa e um acabou fazendo referência ao outro, colocando um livro dentro do livro e esse olhou para outro livro. Vamos a eles.

Os Beats (Benvirá, 2010) me apareceu num folhetinho de propaganda de natal de uma livraria. Recortei as capinhas dos livros que eu queria comprar, colei na agenda e guardei pra não esquecer. Esse título reúne duas paixões minhas: a geração Beatnik e Harvey Pekar.

Capas dos livros "Os Beats", de Harvey Peakar, e "Só garotos", de Patti Smith

Os Beats foram uma descoberta do fim da adolescência, nas estantes dos meus tios e na Biblioteca do CAC (Centro de Artes e Comunicação da UFPE, onde estudei) e me encantei mais com o espírito do que com as estórias: quebrar regras, sair da mesmice, testar limites, dar vazão aos instintos. Os Beats faziam isso no dia a dia e também na literatura. Foi minha “iniciação”, foi minha permissão pra arriscar, minha versão do punk.

De Harvey Pekar, eu tinha ouvido falar tanto e nunca tinha podido comprar. Já tinha visto American Splendor, já tinha lido sobre a amizade dele e de Robert Crumb mas as Hqs eram caras. Até que uma promoção numa loja on line (sempre elas) com vários títulos a R$ 10 trouxe ele aqui pra casa. Dá pra ler como se um amigo lhe contasse histórias e quando Crumb desenha pra ele as histórias ficam perfeitas. Tem sarcasmo, ironia e nenhuma autopiedade no texto de um e no traço do outro e eles juntos são, definitivamente, uma obra de arte.

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