Posts com a tag "colaboração"

[Resenha] Simpatia pelo Demônio é uma história sobre relacionamentos e obssessão

Publicado por em 8/02/2017 | Um comentário

Ratos em Bernardo Carvalho e Murakami
Por Bianca Dias

No horóscopo chinês, 2017 pode ser o ano do Galo. Na literatura, entretanto, 2017 começou como o ano do Rato. Iniciando as leituras após o Ano Novo, deparei-me, inadvertidamente, com dois Ratos distintos.

Comecei pelo Rato protagonista do romance de Bernardo Carvalho, Simpatia pelo Demônio. Logo em seguida, o Rato de Murakami esteve presente em Ouça a canção do vento e Pinball, 1973, dois romances reunidos em volume único, e de estética primorosa, pela editora Alfaguara.

Em Simpatia pelo Demônio, antes de começar a história propriamente dita, Bernardo Carvalho faz por bem esclarecer o título da obra, desvinculando-o da clássica canção dos Rolling Stones. De modo professoral, explica as distinções linguísticas entre simpathy e simpatia, ressaltando que o primeiro, em inglês, quer dizer consideração. No título deste romance, a simpatia pelo demônio é simpatia mesmo.

O primeiro capítulo do livro é mesmerizante

A narrativa tem vida própria, no sentido de que bem poderia estar fora do romance, de modo autônomo, e, ainda assim, continuaria a ser admirável, completa. O Rato de Bernardo Carvalho trabalha em uma agência humanitária, e se vê enredado em uma missão cheia de meandros não ditos e desditos.

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[Entre livros] filme the dead zone – o futuro é mutável, but should we?

Publicado por em 18/01/2017 | Deixe um comentário

The Dead Zone - Cartaz do filme (1983)

The Dead Zone – Cartaz do filme (1983)

 

Conheça a mais nova seção do Menos1naestante: a Entre Livros é sobre coisas interessantes entre uma leitura e outra. Podem ser impressões minhas ou de um colaborador, como é o caso dessa estreia bem original [contém spoilers].

por mateus mendes

acostumado com, talvez, a preponderancia de filmes simplistas nos dias de hoje, baseando-me nas dicas iniciais do filme em referencias a the raven the legend of sleepy hollow, achei que poderia ser apenas sobre a relaçao deste homem com suas mulheres.

e seu principal antagonista seria o serial killer que estuprou e matou varias mulheres em castle rock, cuja relação com mulheres é distinta e adequadamente oposta a relação do protagonista. acaba que este não foi o unico antagonista, mas um dos degraus no desenvolvimento de john no entendimento de sua situaçao e aceitaçao do seu novo poder.

o mais importante sobre essa questão é que este nao é um filme sobre um inimigo, hoje os filmes parecem ser sobre inimigos (perdao por generalizar os filmes de hoje). este é um filme sobre uma situação, e nesse quesito, apesar de nao ter lido ainda, posso supor que faz parte do estilo de stephen king.

talvez uma brasa que esteja mais acesa na literatura, menos, no cinema, a historia é sobre uma situaçao, majoritariamente na vida dessa pessoa, john, o protagonista, mas podendo escapar do mesmo, ou do que o mesmo vivencia.

posso dizer que é assim tambem em 11.22.63 e em under the dome. sao historias que abordam um se, um what if. ate a extinçao, ou soluçao das perguntas e curiosidades sobre a questao, ate a satisfaçao do escritor e do leitor.

sequencia de abertura

é de wayne fitzgerald, as imagens nao parecem remeter a itens diretamente relacionados ao filme, mas é misteriosa e da espaço pra a musica de michael kamen crescer, enquanto o titulo do filme vai sendo revelado.

então, the dead zone é sobre um professor de inglês, john, que se encontra acordando de um coma de 5 anos apos um acidente de carro. ele logo descobre que adquiriu um poder, second sight, ve o passado, o presente ou o futuro de quem ele toca, ganha uma oportunidade de agir com esse conhecimento, que vai alem do que pode ser visto normalmente.

a origem do poder nao é importante. o personagem começa a entender o que pode fazer com esse poder depois de superar as perdas causadas pelo acidente e consequente coma.

The Dead Zone - Cena do filme (1983)

o filme começa com john recitando o final de the raven e recomenda que seus alunos leiam the legend of sleepy hollow que ele resume ser sobre um professor de inglês que é perseguido por um demônio sem cabeça. se os alunos entendem the raven de edgar allan poe de primeira eu nao sei, mas a cena prenuncia seu destino e coloca ambas obras como referencias que alguns temas giram em torno. em parte pode se ver uma relaçao tambem entre ichabod john.

dor de cabeça

john tem dores de cabeça durante sua jornada, e parecem estar relacionadas ao seu poder, porem ele teve uma dor de cabeça semelhante antes de se acidentar, na montanha russa, essa passa batida no momento, ele e sarah, sua noiva, não se importam muito com isso. 

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[Resenha] Precisamos falar sobre os holandeses: Tirza e Bonita Avenue

Publicado por em 18/10/2016 | 4 comentários

Literatura holandesa. Foto: Byanca Dias

Bonita Avenue e Tirza: risadas nervosas acompanham aquela sensação de ‘onde isso vai dar?’. E O Homem Sem Doença promete.

Por Bianca Dias

O lançamento do novo livro de Arnon Grunberg, O Homem Sem Doença (editora Rádio Londres), serviu de ultimato: precisamos falar sobre os holandeses. Comecei as leituras de 2016, logo no início de janeiro, com Tirza, do mesmo autor. Iniciei e terminei Tirza, que tem 460 páginas, em cerca de três dias. Desde então, tive a sensação de que, nem tão cedo, leria algo tão genial quanto este livro.

O sentimento é bom e ruim: ao mesmo tempo em que é excitante ler um livro que cause tamanho impacto, cria-se um vácuo que permanece após a última página. Esse vazio tem um caráter um tanto misterioso: não é possível saber quando se vai passar por isso novamente. E nem com qual livro.*

Bonita Avenue, de Peter Buwalda, chegou perto. Lançado na Holanda em 2010, aportou por aqui no primeiro semestre deste ano (editora Alfaguara). Sem prejuízo de ter gostado mais de Tirza, Bonita Avenue é, na mesma medida, imperdível.

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5 motivos para ser fã de Stephen King

Publicado por em 21/09/2016 | 3 comentários

Stephen King - 5 motivos para ser fã

 

Por Vinícius Batista, do Quatro Sentidos

Quem lê King sabe que uma coisa é certa: você sempre se surpreende com o livro. Ah, e quem não sabia acaba de descobrir um motivo pelo qual amamos esse escritor que hoje está completando 69 anos. Eu sou fã incondicional do mestre do horror e é claro que não poderia deixar esse dia passar em branco, por isso listei os 5 principais motivos pra você parar de fazer o que está fazendo nesse exato momento e pegar um de seus milhares de livros (e olha que estou exagerando só um pouquinho.)

1. Nem só de horror vive o fã de King.

Pra quem já faz cara de nojinho só de pensar em sangue e segredos sombrios, saiba que existe um King para cada um de nós. Pra quem curte um bom drama, por exemplo, temos À espera de um Milagre e Um Sonho de Liberdade, na fantasia vai bem O Talismã e a ficção científica 11/22/63.

via GIPHY

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[Resenha] Antes do Baile Verde, a melhor coletânea brasileira de contos

Publicado por em 25/07/2016 | 5 comentários

Livro Antes do Baile Verde

por Wagner Bezerra Pontes

Ela foi indicada este ano para o prêmio Nobel aos 92 anos, e caso ganhe (nenhum escritor brasileiro teve a honra) entrará para história da literatura brasileira feminina, seu nome é Lygia Fagundes Telles (minha escritora preferida!).

Isto seria motivo para falar do melhor romance dela: As Meninas, ganhadora do prêmio Jabuti em 1973. No entanto, lhes apresento a melhor coletânea de contos que já li para que você adentre nas pequenas narrativas e no estilo dela com paixão e inquietude.

O título do livro é uma das melhores e mais profundas histórias Antes do Baile Verde, de Lygia Fagundes Telles. Já indiquei à Márcia Lira num post para o dia das mães, e estava na hora de ser resenhado.

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Agora o blog tem uma colaboradora

Publicado por em 8/09/2014 | 3 comentários

Agora o Menos um na estante conta com uma mãozinha. Ou melhor, uma mãozona: Júlia Cortizo. Vinha pensando que poderia ser legal abrir o blog pra outras cabeças leitoras, e aí quando pensei em Júlia, a ideia ganhou vida. Ela topou na hora e vai, de vez em quando, falar de livros e leitura por aqui também. Além de super leitora, ela tem um blog lindo, que é o A Vida em Júpiter (vai lá visitar). Tenho certeza que vocês vão curtir o que ela vier dizer por aqui. Bem-vinda, Jú! :)

Nova colaboradora: Júlia Cortizo

Júlia, do blog A Vida em Júpiter, agora colabora por aqui.

Júlia já andou escrevendo por aqui. Dá uma olhadinha.

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#menos1naestante: as 5 melhores do Instagram

Publicado por em 3/09/2014 | 4 comentários

Talvez não seja o seu caso, mas tem muita gente usando o Instagram para fotos de livros e leituras. Tem quem escolha novas leituras pela rede social ou compartilhe as mais recentes páginas lidas. Também funciona para trocar ideias com outros leitores. Para isso, o Menos um na estante tem um perfil na rede social, além de estimular a hashtag #menos1naestante. As fotos mais legais da hashtag #menos1naestante, eu reposto quando a pessoa autoriza. Mas nem sempre eu dou conta de tudo que curto. É por isso eu resolvi criar esta seção aqui no blog, onde eu trago os 5 cliques imperdíveis do mês (contando compilações temáticas que tenho feito) dos leitores no Instagram. Quer participar? É só usar a nossa hashtag quando for publicar o que estiver lendo, um trecho, uma visita a uma livraria ou biblioteca, ou qualquer coisa que  inspire. :)

Instagram agosto 01

1. Entrevista de Ziraldo para a IstoÉ – Em momento de rumo do país em discussão, Ziraldo dizendo verdades.

Instagram agosto 02

2. Persepolis, de Marjane Satrapi (edição francesa) – Se eu não já tivesse vontade de ler, passaria a ter só por essa capa.

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Li e gostei #2 A Casa dos Espíritos

Publicado por em 27/08/2013 | 4 comentários

A casa dos espíritos

Até então eu nunca havia lido Isabel Allende e ler A Casa dos Espíritos fez com que eu me arrependesse um pouco disso. O livro faz um entrelaçado entre várias gerações de duas famílias, falando de amor, vingança, ganância, amizade e, ainda, trazendo cenários da história chilena. O que me encantou foi a riqueza como Allende constrói cada personagem e como nossos sentimentos podem oscilar em relação a eles, em poucas páginas. Podemos amar um personagem, depois odiá-lo, depois sentir pena… Adorei o livro! O próximo passo é assistir ao filme e verificar até que ponto ele se iguala ao que eu imaginei.

Sobre o livro A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende.
Colaboração de Isabela Abreu.

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