Posts com a tag "clássicos"

Não é fácil pra ninguém: 7 obras clássicas que foram rejeitadas antes da publicação

Publicado por em 23/11/2017 | Um comentário

livros na estante

Até os clássicos foram rejeitados

Esse é um post pra você guardar aí nos seus favoritos e voltar a ele sempre que bater uma bad ao ouvir algo desagradável sobre um trabalho, um projeto, uma ideia.

Quando alguém fizer uma crítica, rejeitar algo que você pensou e botou toda a energia, é só você lembrar que verdadeiros gênios da literatura escutaram coisas inacreditáveis dos primeiros editores que leram suas obras.

Imagina saber que autores de clássicos como Flaubert, Emily Dickinson, Marcel Proust, Colette de início tiveram seus primeiros livros rejeitados – e muitas vezes ironizados – por editores da época.

São sete frases retiradas do livro Não contem com o fim do livro, que é fruto de um diálogo entre Umberto Eco e o cineasta francês Jean-Claude Carriére sobre os mais diversos assuntos do mundo literário e cultural como um todo.

Na página 165 (edição da Record), o escritor italiano enfileira estas frases. No livro, não explica como ele soube dessas pérolas mas a gente confia baseado no alto nível de bibliofilia do Umberto Eco, que é colecionador obras raríssimas e antigas.

 

1. O primeiro relatório de leitura sobre Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust

Marcel Proust (1871-1922)

Talvez eu seja um pouco limitado, mas não posso entender porque dedicar trinta páginas a contar como alguém se vira e revira na cama sem conseguir pregar o olho.”

Em busca do tempo perdido é uma obra em 7 volumes, uma verdadeira odisséia literária. O último volume chamado O tempo redescoberto só foi publicado cinco anos após a morte de Proust, em 1927, que teria falado para a governanta depois de terminar a obra que “já poderia morrer”, o que de fato aconteceu meses depois. Esse artigo da Época é bem interessante sobre o livro.

2. Sobre Moby Dick, de Herman Melville

Herman Melville (1819-1891)

Herman Melville (1819-1891)

Há poucas chances de um livro como esse interessar ao público jovem.”

Melville foi outro que morreu bem antes de ver o estrondoso sucesso da sua obra Moby Dick, no século 20. Na época do lançamento com o nome “A baleia”, a obra foi muito criticada e levou o autor a levar seus últimos dias quase esquecido. Que triste.

Leia mais

Tags deste post: , , , , ,

Versões muito resumidas de clássicos para preguiçosos

Publicado por em 28/09/2016 | 6 comentários

Clássicos resumidos - por John Atkinson
Clássico, diz-se da obra ou do autor que é de estilo impecável e constitui modelo digno de admiração, segundo o Michaelis. Na literatura, o termo se refere a livros que alcançam um status de qualidade com o distanciamento do tempo.

A questão é que na maioria das vezes os livros clássicos têm linguagem arcaica ou são gigantes: Guerra e Paz tem mais de 1.400 páginas, Dom Quixote tem mais de 1.000 e assim por diante. Vamos ser sinceros: se as pessoas em geral pararam de ler até manual e bula de remédio, imagina embarcar nessas verdadeiras odisseias literárias. 

Leia mais

Tags deste post: , ,

Em 1953, Fahrenheit 451 criticava a redução dos clássicos

Publicado por em 7/10/2014 | 2 comentários

Fahrenheit 451 by act of acadia

Clássicos reduzidos para se adaptarem a programas de rádio de 15 minutos, depois reduzidos novamente para uma coluna de livro de dois minutos de leitura, e, por fim, encerrando-se num dicionário, num verbete de dez a doze linhas. Estou exagerando, é claro. Os dicionários serviam apenas de referência. Mas, para muitos, o Hamlet, certamente você conhece o título, Montag; provavelmente a senhora ouviu apenas uma vaga menção ao título, senhora Montag, o Hamlet não passava de um resumo de uma página num livro que proclamava: Agora você pode ler finalmente todos os clássicos; faça como seus vizinhos. Está vendo? Do berço até a faculdade e de volta para o berço; este foi o padrão intelectual nos últimos cinco séculos ou mais.”

A atualidade das distopias escritas no meio ou até no começo do século é sempre surpreendente, por mais que seja batida. É incrível que, já em 1953, ano de publicação de Fahrenheit 451, Ray Bradbury estivesse incomodado com a desvalorização das grandes obras da literatura, de forma a colocar isso na boca de um personagem. O trecho me fez lembrar dos milhares de resumos dos clássicos que você encontra na internet, muletas certas para alunos “obrigados” a ler Machado de Assis, José de Alencar, Guimarães Rosa, etc. E ainda da adaptação dessas e outras grandes obras para os quadrinhos. Não que eu seja contra, adoro quadrinhos – inclusive minhas estreias como leitora foram com A Turma da Mônica. Mas é importante que resumos e adaptações facilitadas sirvam de iscas para as obras originais, precisam vir acompanhadas com a mensagem da importância de ler os clássicos.

O livro é a minha leitura atual, com aquele quê de como é que eu não li esse livro antes? (bem que uma amiga disse). Tô achando a história fantástica, e depois venho contar mais pra vocês.

Imagem de Act of Acadia, daqui.

Tags deste post: , , , ,

Os clássicos que não lemos

Publicado por em 14/10/2012 | 5 comentários

Do Book Porn.

Uma das matérias mais reconfortantes que eu li nos últimos tempos foi “Os clássicos que eles não leram”. Foi como um abraço de consolo.

Os clássicos, esses livros que têm um atestado de qualidade dado pela história e por gerações inteiras de estudiosos, têm o selo de literatura obrigatória. Empreitada que nem sempre é tarefa fácil, e que gera muita culpa. Que atire a primeira pedra quem não tem um deles na estante, esperando a leitura! Intrigado com a questão, o repórter foi perguntar como lidavam com isso as pessoas que mais teriam obrigação de conhecer os clássicos: os escritores.

E, para minha surpresa, a resposta deles foi bem parecida com a de pessoas comuns: eles também não leram todos os clássicos que gostariam, e se sentem culpados por isso. Fiz questão de destacar abaixo algumas frases, mas não deixe de ler a matéria completa.

A mais forte e genial que eu achei foi essa, do Ronaldo Bressane, sobre a biblioteca dele:

Agora ela parece um monumento à minha falta de tempo, ao meu excesso de distração e de interesses”.

Do Ronaldo Correia de Brito:

Faz bem confessar nossa ignorância, até porque uma única vida não seria bastante para ler tantos livros”.

José Castello soltou essa:

Existem muito mais coisas importantes que não li do que coisas importantes que li. É muito frustrante admitir, mas é isso.

Então, a dica é, relaxa um pouco porque se nem os escritores conseguem, a gente também tem direito.

Dica da matéria foi de Natali. Gif do Book Porn.

Curte o Menos um na estante? Então vote no Prêmio Top Blog 2012.

Tags deste post: , , , ,

A mina de ouro ou 500 livros para download grátis

Publicado por em 9/05/2012 | 7 comentários

Livros não faltam

Quem está sempre conectado sabe que até na internet há dias e dias. Uns em que não se aproveita nada, outros em que basta um link para a nossa alegria. Tive um da segunda categoria, quando dei de cara com uma mina de ouro dentro do site da Universia Brasil: mais de 500 livros para download gratuito. Entre títulos de comunicação, biografia de cineastas e clássicos da literatura, há muita coisa boa.

Um ótimo endereço para perder um tempinho abastecendo o celular, o tablet ou mesmo o computador para deixar aqueles momentos de ociosidade bem temperados. Só para vocês terem ideia, por lá se encontram 13 livros de Fernando Pessoa, A Divina Comédia em português, 40 livros de literatura de Cordel. Quem lê facilmente em inglês, há de se deliciar com quatro títulos de Jane Austen, oito obras de Conan Doyle ou mesmo 15 de Shakespeare, e é só o começo.

Foto do BookPorn. Via Catraca Livre

Tags deste post: , , , , , , , ,