Posts com a tag "cinema"

Leia o livro e veja o filme indicado ao Oscar

Publicado por em 31/01/2012 | 7 comentários

Quase que eu desistia de fazer esse post depois que vi o último causo do Manual prático de bons modos em livrarias. Mas, não vou mentir, uma das minhas obsessões é fazer um leia-o-livro-veja-o-filme, e incrivelmente eu nunca consegui fazer isso. E aí chega nessa época do ano e você ainda tem a oportunidade de fazer um especial do Oscar!

Os indicados já saíram e entre eles alguns são filmes adaptados de obras literárias. Considerando que a premiação é dia 26 de fevereiro, há aí pouco menos de um mês para escolher algum dos livros abaixo, depois ver o filme e fazer as apostas.

Os descendentes - O espião que sabia demais - Os homens que não amavam as mulheres

Os descendentes (Alfaguara, R$ 34,90), de Kaui Hart Hemmings

No livro da americana, o Havaí como cenário da história de uma família incomum, chefiada pelo personagem vivido por George Clooney nas telonas. O filme é dirigido por Alexander Payne e concorre nas categorias de melhor filme, direção, ator, roteiro adaptado e edição.

O espião que sabia demais (Record, R$ 44,90), de John Le Carré

O clássico ganhou nova edição com capa caprichada depois da adaptação. O filme é sensacional, espionagem à moda antiga, no que a expressão pode ter de melhor. É daqueles que fazem a gente colocar a cuca pra funcionar para desvendar o que está acontecendo. Então, com a teoria de que o livro é sempre melhor, imagino que a obra do Le Carré seja imperdível. Concorre nas categorias ator para o mestre Gary Oldman, roteiro adaptado e trilha sonora.

Os homens que não amavam as mulheres (Companhia das Letras, R$ 42), Stieg Larsson

Quem nunca ouviu falar na trilogia Millennium? Impossível. São três best-sellers escritos pelo sueco que mal aproveitou a fama, pois faleceu em 2004. Os homens que não amavam as mulheres é o primeiro deles, e foi adaptado por Hollywood, depois de uma versão da Suécia/Dinamarca/Alemanha. Cheio de estrelas, concorre nas categorias de atriz, fotografia, edição, edição de som e mixagem de som.

Do Pernambuco.com

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Matilda é quem sabe das coisas

Publicado por em 6/01/2012 | 3 comentários

Matilda não queria saber de TV, aos 4 anos. Ela gostava mesmo era de ler, resistindo inclusive ao pai, que estranhava a atitude da menina. Ela começou a frequentar a biblioteca pública de um jeito tão intenso que antes mesmo de entrar na escola, já tinha lido Charles Dickens, Jane Austen, Ernest Hemingway, George Orwell.

É essa personagem superdotada e fofa que eu quero deixar pra vocês no fim de semana. Tenho uma vaga lembrança do filme Matilda (1996), provavelmente de alguma Sessão da Tarde. É uma adaptação do livro de mesmo nome do britânico Roald Dahl, cuja cabeça também criou A Fantástica Fábrica de Chocolate. Ele viveu entre 1916 e 1990, e tem um site bem divertido em sua homenagem.

Fisgado do Twitter da @andreiabelmonte.

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Tarântula e o filme de Almodóvar

Publicado por em 2/01/2012 | 2 comentários

Cena do filme "A Pele que Habito", de Pedro Almodóvar

A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar, é uma mistura certeira de uma das histórias mais bizarras que já me foi contada com um dos melhores filmes da vida. É realmente indispensável. Daí, não pensei duas vezes para postar essa imagem que vi no O Silêncio dos Livros.

Ler é uma coisa que essa personagem faz muito, já que ela vive trancafiada num quarto numa espécie de experimento vivo de um cirurgião plástico para conquistar a pele perfeita. Como acontece com a maioria dos filmes de Almodóvar, pensei que era um roteiro original, mas eis que é baseado em uma obra literária, Tarântula, do francês Thierry Jonquet, que faleceu em 2009.

Capa do livro "Tarântula", de Thierry Jonquet

E o ano novo? Começando devagarinho.

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Spike Jonze e uma saga de beira de estante

Publicado por em 9/11/2011 | Um comentário

Spike Jonze: Mourir Auprès de Toi on Nowness.com.

Quando se apagam as luzes da famosa livraria parisiense Shakeaspeare and Company, os livros começam a se amar. É quando o esqueleto da capa original de Macbeth, de Shakespeare, desperta uma atração pela mocinha Mina Harker, do Drácula, de Bram Stoker. Para encontrar a amada, ele enfrenta os mais perigosos desafios ao longo da estante da livraria.

Quer mais lindo? Só assistindo.

É a sinopse de Morrer ao Seu Lado (Mourir Auprès De Toi), o novo curta-metragem de Spike Jonze (I’m Here, Onde Vivem os Monstros), criado junto com o cineasta Simon Cahn e com a designer Olympia Le-Tan. Tão lúdico, vale a pena os minutinhos. Outra coisa legal é passar no Vimeo, e assistir o vídeo de bastidores e ver como a galera se divertiu fazendo o filme.

A dica cheia de afeto foi de Samara, que viu aqui. E ainda me rendeu uma ótima anotação para a viagem dos sonhos dos próximos dias: conhecer a tal livraria Shakespeare and Company, um pequeno paraíso dos livros em Paris, desde 1951.

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E se não existisse bloqueio criativo?

Publicado por em 28/10/2011 | 2 comentários

Cena do filme "Sem Limites", de Neil Burger

Fim de semana, e gostaria de indicar um filme do qual gostei muito. A desculpa é que ele tem um escritor em crise criativa, vide aquela clássica cena do cara diante de um computador (ou máquina de escrever) e uma página em branco – sério, tem coisa mais clichê?

Sem Limites (Limitless, 2011), de Neil Burger, é baseado na premissa “e se conseguíssemos usar 100% do cérebro, em vez dos comuns 20%?”. Eddie Morra (Bradley Cooper) é um escritor cuja decadência significa uma aparência de trapo, uma namorada perdida, um apartamento imundo e o fim do prazo da editora para a entrega de um livro que não existe. Até que lhe oferecem o NZT, a droga, ainda em testes, que proporciona um raciocínio brilhante sobre tudo. Quem não?

As pessoas tornam-se decifráveis, os negócios ficam claros, o livro desce pelo teclado, e não existe mais nada difícil de entender. É lógico que, com uma mente assim, a pessoa não vai ficar apenas brincando de escrever. Pra quê? O negócio é ganhar dinheiro com investimentos certeiros em ações. Só que, como diria minha avó, quando a esmola é demais, o pobre desconfia, e o uso da droga traz uma série de problemas.

Cena do filme "Sem Limites", de Neil Burger

O filme é bem bom, principalmente se você curte ficção científica. Estreou no Brasil, mas não sei se chegou no Recife. Se você se interessou, tem que procurar o DVD ou pela internet.

* A foto acima é só pra ver se vocês concordam comigo: essa Abbie Cornish não é igual a Nicole Kidman?

Veja outros filmes com escritores ou algo assim.

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Inspiração certeira para abrir um livro agora

Publicado por em 9/10/2011 | Um comentário

Jude Law

via breathingbooks.tumblr.com

Pelo menos para mim e para toda e qualquer mulher que chegar por aqui. ;)

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Sobre cinema, Meia-Noite em Paris e Dorian Gray

Publicado por em 3/07/2011 | 2 comentários

Cena do filme "Meia noite em Paris"

Hoje é domingo, dia de cinema (como todos os dias). Amo filmes, assim como livros, café e outras coisas, e não tem essa semana em que eu não veja um. Embora goste e estude crítica cultural, me permito ter uma relação bem mais leve com a sétima arte: ver, curtir e ficar satisfeita. O filme não tem que dar um novo sentido à vida, sou fã de comédias românticas, filmes de ação, suspense, super-heróis. Só não pode fazer a gente de idiota.

Quando o filme é denso, fica remoendo na cabeça, faz pensar sobre a vida, levanta questões para discutir na mesa de bar ou num café, também é uma delícia (ou até doloroso). Como eu sou desmemoriada, um grande critério de avaliação é eu lembrar do filme depois de um tempo. Nem que seja de uma cena, um personagem, uma ideia. E eu duvido que eu vá esquecer de Meia-noite em Paris.

É difícil eu não gostar de filmes de Woody Allen, porque eles sempre abordam relacionamentos, colocam uma lupa nas pequenas coisas, e são cheios de referências interessantes. Mas esse é especial, porque é pra se encantar. É o deslumbre por Paris – as luzes, as ruas, os hábitos -, pela inspiração artística que a cidade e seu imaginário trazem, pelo movimento cultural da capital francesa dos anos 20 (leia ótima matéria no Jornal Opção).

Owen “nariz torto” Wilson vive Gil, um roteirista de Hollywood cujo sonho é ser escritor (acabo de me lembrar do George RR Martin, ex-roteirista de TV e agora autor da saga Game of Thrones). Ele visita Paris com a noiva, e encontra não só inspiração, amor, mas também grandes nomes da literatura, música, artes plásticas do começo do século, de uma maneira que só assistindo para entender. Imagina tomar uma com Hemingway? Curtir a festa do casal Zelda e Scott Fitzgerald, tergiversar com Luis Buñel, saber as opiniões de Gertrude Stein, Cole Porter, Pablo Picasso, Salvador Dalí. Enfim, vale a pena cada $$ da entrada.

Outro filme literário em cartaz nos cinemas é a adaptação de O Retrato de Dorian Gray, clássico do Oscar Wilde de 1890. Na verdade, a décima adaptação. Você já viu alguma? Pretendo conferir, mas sem tantas esperanças de ver um bom filme (esse cartaz aumentou meu preconceito), embora ele conte com o Colin Firth (O Discurso do Rei) num papel secundário. O triste é que o longa, dirigido por Oliver Parker, é de 2009 e só estreou no Brasil agora.

“Percebeu que ficaria louco ou doente, se continuasse pensando no que havia acontecido. Pecados havia cujo fascínio era maior pela recordação do que pelo ato em si mesmo (…) Mas aquele não era desse tipo. Era uma lembrança que devia apagar de sua mente, adormecê-la com ópio, aniquilá-la enfim, mas não se deixar aniquilar por ela.”

Trecho do único romance de Oscar Wilde, que li há uns dez anos e gostei muito. É uma história pesada, sobre um jovem bem posicionado na sociedade, que vive de glamour, e arruma um jeito sombrio de manter sua beleza física intacta enquanto, por dentro, definha. O personagem é complexo, e explora bem essa tensão, que vivemos, conscientemente ou não, entre o que somos e que aparentamos ser. E tendo como pano de fundo, toda a rigidez e mistérios de uma Inglaterra no século 19.

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A dança do saco plástico em Beleza Americana

Publicado por em 6/03/2011 | Deixe um comentário

Desde o Sábado de Zé Pereira, meu Carnaval tem sido um random de três coisas: dormir, comer e ver filmes. O cansaço era grande. Então num desses momentos, revi o filme Beleza Americana (EUA, 1999). Primeiro, queria dizer que tenho MUITA resistência para revisitar obras, seja filme ou livro. Eu sei que é importante, eu sei que a gente vê mensagens que não percebeu antes e entende melhor. Mas é difícil quando ainda tem tanta coisa nova e à disposição para conhecer.

Com a minha memória de peixe, eu só lembrava que tinha gostado demais de Beleza Americana, e recordava da cena das pétalas de rosas vermelhas. Mas dessa vez, duvido que eu esqueça novamente o trecho acima. Ele me lembrou de procurar graça nas coisas simples da vida. Sim, essa dica super clichê, presente em todos os livros de auto-ajuda, que a gente esquece fácil de colocar em prática. Ao me tocar de uma forma que é normalmente mérito da literatura, o filme garantiu seu espaço aqui no blog.

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