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[Entre livros] filme the dead zone – o futuro é mutável, but should we?

Publicado por em 18/01/2017 | Deixe um comentário

The Dead Zone - Cartaz do filme (1983)

The Dead Zone – Cartaz do filme (1983)

 

Conheça a mais nova seção do Menos1naestante: a Entre Livros é sobre coisas interessantes entre uma leitura e outra. Podem ser impressões minhas ou de um colaborador, como é o caso dessa estreia bem original [contém spoilers].

por mateus mendes

acostumado com, talvez, a preponderancia de filmes simplistas nos dias de hoje, baseando-me nas dicas iniciais do filme em referencias a the raven the legend of sleepy hollow, achei que poderia ser apenas sobre a relaçao deste homem com suas mulheres.

e seu principal antagonista seria o serial killer que estuprou e matou varias mulheres em castle rock, cuja relação com mulheres é distinta e adequadamente oposta a relação do protagonista. acaba que este não foi o unico antagonista, mas um dos degraus no desenvolvimento de john no entendimento de sua situaçao e aceitaçao do seu novo poder.

o mais importante sobre essa questão é que este nao é um filme sobre um inimigo, hoje os filmes parecem ser sobre inimigos (perdao por generalizar os filmes de hoje). este é um filme sobre uma situação, e nesse quesito, apesar de nao ter lido ainda, posso supor que faz parte do estilo de stephen king.

talvez uma brasa que esteja mais acesa na literatura, menos, no cinema, a historia é sobre uma situaçao, majoritariamente na vida dessa pessoa, john, o protagonista, mas podendo escapar do mesmo, ou do que o mesmo vivencia.

posso dizer que é assim tambem em 11.22.63 e em under the dome. sao historias que abordam um se, um what if. ate a extinçao, ou soluçao das perguntas e curiosidades sobre a questao, ate a satisfaçao do escritor e do leitor.

sequencia de abertura

é de wayne fitzgerald, as imagens nao parecem remeter a itens diretamente relacionados ao filme, mas é misteriosa e da espaço pra a musica de michael kamen crescer, enquanto o titulo do filme vai sendo revelado.

então, the dead zone é sobre um professor de inglês, john, que se encontra acordando de um coma de 5 anos apos um acidente de carro. ele logo descobre que adquiriu um poder, second sight, ve o passado, o presente ou o futuro de quem ele toca, ganha uma oportunidade de agir com esse conhecimento, que vai alem do que pode ser visto normalmente.

a origem do poder nao é importante. o personagem começa a entender o que pode fazer com esse poder depois de superar as perdas causadas pelo acidente e consequente coma.

The Dead Zone - Cena do filme (1983)

o filme começa com john recitando o final de the raven e recomenda que seus alunos leiam the legend of sleepy hollow que ele resume ser sobre um professor de inglês que é perseguido por um demônio sem cabeça. se os alunos entendem the raven de edgar allan poe de primeira eu nao sei, mas a cena prenuncia seu destino e coloca ambas obras como referencias que alguns temas giram em torno. em parte pode se ver uma relaçao tambem entre ichabod john.

dor de cabeça

john tem dores de cabeça durante sua jornada, e parecem estar relacionadas ao seu poder, porem ele teve uma dor de cabeça semelhante antes de se acidentar, na montanha russa, essa passa batida no momento, ele e sarah, sua noiva, não se importam muito com isso. 

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Resenha O Grande Gatsby

Publicado por em 12/02/2014 | 16 comentários

Tipografia - Gatsby

Expectativa é uma coisa problemática, principalmente se for alta. Isso serve pra tudo na vida, mas vou me limitar aos livros. Você pode ser o tipo de leitor que devora todo livro que lhe cai à mão. Ou você pode ser como eu, que não consegue ter essa disponibilidade toda e escolhe bem antes de entrar numa leitura. O ruim disso é que geralmente eu não espero pouco do livro, ainda mais quando é um clássico como O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald.

Desde que me entendo de gente, ouço falar do livro, e aos poucos fui nutrindo essa vontade de conhecer Gatsby. Essa história que teria todo o glamour dos anos 20, as roupas, as festas, os romances. Quando assisti ao filme Meia-Noite em Paris, onde Fitzgerald é bem representado, decidi que tiraria o livro da estante o quanto antes.

O verão de 1922 na cidade de Long Island, em Nova Iorque, é o cenário onde Nick Carraway chega e tudo acontece. Ele é o vizinho de Jay Gatsby e sua mansão de belo jardim, famoso pelas festas extravagantes que reúnem as melhores comidas e bebidas, a fim de divertir pessoas de todas as regiões, que chegam sem nunca terem sido convidadas, ou conhecer o anfitrião.

A história se desenrola nesse clima e em torno de quem, na verdade, é Gatsby. Lendas urbanas não faltam sobre ele e ao longo das páginas, a gente vai descobrindo o que é verdade. Como disse uma amiga, o livro é menor que as altas expectativas. Esperava muito mais do clássico. Não é surpreendente na história, não é surpreendente na forma de contá-la. Mas acho que vale a pena lê-lo despretensiosamente, que é o que eu queria ter feito.

Depois de acabar, é claro que eu fui ver o filme com Leonardo di Caprio e Carrey Mulligan, e adorei. Não, não quer dizer que o filme é ótimo, mas quer dizer que o filme é bem fiel às cenas que o livro descrevem, o que é sempre o êxtase para qualquer leitor. Fora o tom modernoso das músicas e tudo mais, claro. Agora ficou difícil pra mim dizer se a experiência é assim tão boa pra quem nunca teve nenhum contato com os causos de Gatsby.

Quero muito saber o que vocês acharam dos dois.

http://instagram.com/p/dvPddxE9bv/

Nem as maiores lufadas de fogo e vento seriam capazes de competir com aquilo que um homem pode guardar em seu coração etéreo.

Ah, e atenção para a importância de ler livros com boas traduções. Quando postei no Instagram essa foto de um trecho de O Grande Gatsby, edição da Penguin, Catarina se deu conta como era pior a tradução do mesmo livro que ela estava lendo, edição da LP&M. Pra você ter ideia, o mesmo trecho grifado acima virou:

Não há intensidade de ardor ou de euforia que possa desafiar aquilo que um ser humano é capaz de armazenar em seu fantasmagórico coração.”

Diferença do mal, héin?

Fotos são daqui. A última é minha.

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Próximo da fila: Gatsby

Publicado por em 15/04/2013 | 9 comentários

O Grande Gatsby [infográfico]

Acabei de acabar os contos de Lovecraft que estava lendo e agora o próximo da lista é O Grande Gatsby, romance de F. Scott Fitzgerald, de 1925. Acima, uma mapa de personagens com os quais eu pretendo me familiarizar. É um clássico que já tinha seu apelo na minha estante, mas passou na frente dos outros por conta do filme que está prestes a estrear e eu sou obssessiva por leia-o-livro-veja-o-filme. A previsão de estréia no Brasil é 7 de junho próximo.

Pelo trailer, dá para ver que o filme é bem blockbuster, com uma pegada modernosa demais pra uma história que acontece nos anos 20. E ainda tem Leonardo di Caprio. Um ponto positivo é a Carey Mulligan, essa fofa. Preconceitos à parte, vamos ver no que vai dar. O que vocês esperam?

Daqui. Dica de Adelmo.

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O Hobbit, o filme depois do livro

Publicado por em 7/01/2013 | 4 comentários

O Hobbit

É estranho, mas as coisas boas e os dias agradáveis são narrados depressa, e não há muito que ouvir sobre eles, enquanto as coisas desconfortáveis, palpitantes e até mesmo horríveis podem dar uma boa história e levar um bom tempo para contar.”

Trecho de O Hobbit, de J. R. R. Tolkien, a minha atual leitura, que estou curtindo bastante. Apesar de ser uma experiência estranha ler depois de ter visto o primeiro filme. Eu já sei uma parte da história, e aí fico só comparando com o que vi no cinema, e muitos detalhes são diferentes. O que me leva a pensar o porquê de a produção mudar coisas pequenas, que aparentemente não fariam diferença.

Gostei muito do filme, mas odiei o fato de terem transformado um único livro em três filmes (a saga só acaba em 2014 :/). É comercialmente descarado demais. A única coisa boa é que logo vou chegar na parte da leitura onde o primeiro filme acaba, e aí sim estarei lendo sem pré-julgamentos.

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Da literatura pra o cinema: crises da adaptação

Publicado por em 10/07/2012 | 4 comentários

Autores mais adaptados, by Revista Monet

As pessoas podem até não estar lendo tanto, mas estão consumindo o que vem da literatura. Há tempos que áreas como o cinema e o teatro se alimentam, e muito, da produção literária. Algumas adaptações são divulgadas, de best-sellers, fazem parte do marketing do filme até, mas outras a gente não fica nem sabendo. O infográfico acima eu vi no ótimo blog Literatortura, e mostra os 20 escritores mais adaptados, uma lista encabeçada por Shakespeare, que passou por 891 adaptações. Claro que estão lá Dickens, Poe, Doyle.

É uma relação de amor e ódio. Por um lado, é vantajoso pra literatura porque os livros ficam famosos, são mais lidos e os autores mais reconhecidos. Por outro, a coisa mais difícil do mundo é a adaptação cinematográfica fazer jus à obra original.

O Iluminado

Tarefa fácil não é, e não dá pra esperar uma reprodução. Na migração entre plataformas, algumas coisas certamente vão se perder, como os detalhes, e outras serão ganhas, é o caso da estrutura visual. Mesmo quando é bem feito, é outra obra diferente (afirmativa de vários estudiosos). Ainda assim, os fãs dos livros ficam frustrados com o que encontram nas telas. Mas não é só o público que chia, os escritores também xingam as adaptações que não os agradam.

No site da Veja, há uma lista com nove filmes odiados pelos escritores das obras originais (a montagem acima é de lá). O mais interessante é que alguns são referência quando o assunto é cinema. Kubrick mesmo, coitado, teve dois grandes filmes reprovados. Dá para acreditar que Anthony Burgess e Stephen King não gostaram de Laranja Mecânica e de O Iluminado? E Roald Dahl, que impediu a continuação de A Fantástica Fábrica de Chocolates, de 1971, de tão insatisfeito que ficou? A lista toda está aqui.

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Faça como a Jennifer Lawrence

Publicado por em 11/05/2012 | 2 comentários

Jennifer Lawrence

O negócio é fazer como a Jennifer Lawrence, de Jogos Vorazes e Inverno da Alma: ter sempre um livro à mão para aproveitar qualquer tempinho livre, ou um intervalo entre uma cena e outra. Simpatizo muito com a atriz, não sei ao certo se porque vou com a cara dela ou com a dos personagens que ela tem incorporado, e bem. Ela tem 21 anos e é A Queridinha mais durona, segundo esse ótimo perfil na Rolling Stone.

Do BookPorn.

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Woody Allen indica: os cinco livros preferidos

Publicado por em 2/05/2012 | 4 comentários

Woody Allen

Estamos no quinto mês do ano, e daqui a pouco acaba o primeiro semestre. Um pouco de terrorismo para perguntar sobre aquela lista de livros que você prometeu ler em 2012. Ainda está de pé? Sobre a minha, se fosse uma competição, eu perderia fácil, mas continuo jogando. E se você está meio perdido sobre o que ler agora, que tal o top 5 do mestre Woody Allen? Você pode até não gostar dos filmes dele, mas que ele tem super bom gosto – vide referências nos filmes -, ninguém pode negar. Dá uma olhada nos preferidos dele.

1. The Catcher in the Rye, de JD Salinger (1951)
2. Really the Blues, de Mezz Mezzrow and Bernard Wolfe (1946)
3. The World of SJ Perelman (2000)
4. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (1880)
5. Elia Kazan: A Biography, por Richard Schickel (2005)

Outra opção é ir na seção Indico do Menos um na estante, com posts sobre livros que eu e colaboradores recomendamos. ;)

Do The Guardian.

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O discurso todo especial de Neil Gaiman

Publicado por em 14/02/2012 | Um comentário

O escritor Neil Gaiman, além de charmosíssimo com esse sotaque britânico, é uma figura. Com o roteiro para um episódio da série Doctor Who, chamado The Doctor’s Wife, ele ganhou o SFX Awards 2012, premiação específica de ficção científica para Cinema e TV.

Enquanto os também premiados George R. R. Martin, de Game Of Thrones, e Robert Kirkman, de The Walking Dead, fizeram discursos da forma tradicional, Gaiman o fez de uma forma toda especial.

Dica de Tarrask.

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