Indivíduo do sexo feminino

Publicado por em 4/05/2010 | Deixe um comentário

“Por um segundo imaginei
que ela não fosse uma mulher para se tocar aqui ou ali,
mas que me desafiasse a tocar de uma só vez a pele inteira.”

Budapeste, Chico Buarque

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“Porque idênticas no andar,
não há duas mulheres no mundo,
nem as manequins, as gueixas,
nem mesmo irmãs gêmeas.”

Budapeste, Chico Buarque

“Vi então que as mulheres têm dentro delas
uma coisa que as faz entender
o que não é dito”.

A Força Humana, conto de Rubem Fonseca

Foto de Cristina Ivan

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Jazz e livros, tudo a ver

Publicado por em 3/05/2010 | Um comentário


Latest tracks by Blooks Livraria

No clica-aqui-clica-ali, me deparei com o twitter e o site da Blooks Livraria, cujo nome eles explicam com a simpática equação: blogs + books = blooks. Mas para mim, a cereja do bolo do site deles são essas seleções de jazz disponibilizadas para escuta em streaming, através dessa ferramenta Sound Cloud (que eu nem conhecia e me parece um achado).

Ora, jazz e livros, tudo a ver.

Da próxima vez que for no Rio de Janeiro, a Blooks tem grandes chances de ganhar minha visita.

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Brincando de #1ªfrase no Twitter

Publicado por em 3/05/2010 | Deixe um comentário

Inspirado na questão da primeira frase, Kleber deu a ideia de uma brincadeira no Twitter que eu adorei. Então, convoquei as pessoas a colocarem um exemplo de primeira frase de um livro que fisga o leitor, em 140 caracteres, usando a hashtag #1ªfrase. Aos pouquinhos, uma delícia, as pessoas toparam a proposta. Apareceu até uma primeira frase morna de um bom livro, para constestar a tal teoria. Aqui eu vou listando os tweets à medida em que forem aparecendo.

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O que as palavras iniciais de um livro dizem sobre ele

Publicado por em 30/04/2010 | 7 comentários

Uma das valiosas coisas que aprendi com o escritor Raimundo Carrero é o que a primeira frase de um livro informa sobre a obra inteira. Carrero diz que dá para avaliar se um livro é bom ou não, numa olhada rápida, simplesmente pela primeira frase – no máximo, o primeiro parágrafo. Aos aprendizes do ofício, ele chama atenção para a primeira sentença de um romance. Deve ser matadora. Agarrar o leitor, causar curiosidade.

Claro que é uma teoria  reducionista e Carrero a profere com toda a consciência, mas não deixa de ser um artifício para sentir uma obra. Tática muito válida levando em conta que ler leva tempo, artigo tão precioso e aparentemente escasso. Mas o pior é que eu nunca achei uma publicação que desmentisse essa teoria. Vamos a alguns exemplos de primeiros trechos:

“Ernst Spengler estava sozinho no seu sótão, já com a janela aberta, preparado para se atirar quando, subitamente, o telefone tocou.”

Jerusalém, de Gonçalo M. Tavares. Matador, héin? E que o livro é bom eu já falei exaustivamente aqui.

“Em setembro de 1974, ao anoitecer, um pequeno avião bimotor, prateado e preto, aterrisou numa pista auxiliar do Aeroporto de Cogonhas, em São Paulo. Diminuindo a velocidade, fez uma curva e deslizou em direção a um hangar, onde uma limusine estava à espera.”

É o começo de outra obra sobre a qual eu comentei aqui, Os Meninos do Brasil, de Ira Levin, é assim: Capturou você? A mim, não, como escrevi. Só gostei do livro do ponto de vista histórico.

“- – – – – – estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender.”

Pegando uma unanimidade como Clarice Lispector. Em A Paixão Segundo GH, a primeira frase é essa (com traços e tudo). Precisa nem dizer, né? E o livro eu amei.

“O eterno retorno é uma idéia misteriosa, e Nietzche, com essa idéia, colocou muitos filósofos em dificuldade: pensar que um dia tudo vai se repetir tão como foi vivido e que essa repetição ainda vai se repetir indefinidamente! O que significa esse mito insensato?”

É o comecinho com que Milan Kundera me sequelou em A Insustentável Leveza do Ser, que é daqueles que muita gente não leu, mas todo mundo já sabe que é bom.

Você concorda ou discorda com essa teoria? Qual é a primeira frase do livro que você está lendo? Conta nos comentários.

Foto de Vitor Sá.

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Não deixe seus livros virarem vasos de plantas

Publicado por em 28/04/2010 | Deixe um comentário

via dornob.com

Embora tenha ficado tão lúdico… Dulche que lembrou de mim.

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Ideias demais, coisas demais, pessoas demais

Publicado por em 27/04/2010 | Deixe um comentário

“Existem ideias,
coisas
e pessoas
demais.
Caminhos demais a seguir.
Comecei a achar que é importante
gostar de algo
com paixão,
pois isso reduz o mundo a um tamanho
administrável.

Adaptation

Mais identificação, impossível. Trecho do livro ou roteiro de algum dos personagens – não estou lembrada, alguém? – desse que é um dos meus filmes favoritos. And we love Nicolas Cage.

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Livros destruídos? Ainda não foi dessa vez…

Publicado por em 26/04/2010 | Deixe um comentário

Livros queimados

Imaginem que o maior grupo editorial do Brasil, a Ediouro, enviou um e-mail para mais de 400 livrarias determinando que os livros encalhados não precisariam ser enviados inteiros de volta: bastava a capa, quarta capa e a ficha catalográfica. E o miolo? Pode jogar fora. Ainda bem que essa notícia, digna da sessão Planeta Bizarro, do G1, teve um final feliz. Depois de receber inúmeras críticas, a empresa voltou atrás e estuda uma nova forma de lidar com as publicações que não vendem mais. Ufa!

Foto de Andrew Freese

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Quando uma ficção científica nazista não é bem uma ficção

Publicado por em 24/04/2010 | 2 comentários

A tarefa de casa da pós-graduação era escrever uma resenha sobre um produto cultural de um estrangeiro que abordasse o Brasil, a fim de avaliar a relação entre cultura global e cultura local. Decidi logo que seria um livro, pelo projeto #menosumnaestante. E depois de uma consulta aos universitários e algumas opções em mãos, escolhi Os Meninos do Brasil, do norte-americano Ira Levin.

Até quase a metade das páginas, eu pensei que o máximo que ele renderia, além do trabalho, seria um post sobre como é ruim se descobrir lendo um livro ruim. Afinal, eu saí de um Gonçalo M. Tavares. Mas no meio do caminho, a história me capturou e vi que não poderia ser tão injusta. Os Meninos do Brasil não é boa literatura: para vocês terem ideia, costumo anotar num caderninho trechos marcantes das obras, e dessa eu não anotei uma linha. Mas é uma história de ficção científica bem escrita.

No Brasil da década de 70, um médico nazista reúne um grupo de ex-oficiais de Hitler para cumprirem a missão de matar 94 homens de 65 anos em vários países da Europa. É a primeira fase de um plano para instaurar o IV Reich. Pistas dele chegamao judeu “caçador de nazistas” Liebermann, que é o Sherlock Holmes da história. Se não quer saber o final do livro, pare por aqui.

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