Posts de marcialira

Jazz e livros, tudo a ver

Publicado por em 3/05/2010 | Um comentário


Latest tracks by Blooks Livraria

No clica-aqui-clica-ali, me deparei com o twitter e o site da Blooks Livraria, cujo nome eles explicam com a simpática equação: blogs + books = blooks. Mas para mim, a cereja do bolo do site deles são essas seleções de jazz disponibilizadas para escuta em streaming, através dessa ferramenta Sound Cloud (que eu nem conhecia e me parece um achado).

Ora, jazz e livros, tudo a ver.

Da próxima vez que for no Rio de Janeiro, a Blooks tem grandes chances de ganhar minha visita.

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Brincando de #1ªfrase no Twitter

Publicado por em 3/05/2010 | Deixe um comentário

Inspirado na questão da primeira frase, Kleber deu a ideia de uma brincadeira no Twitter que eu adorei. Então, convoquei as pessoas a colocarem um exemplo de primeira frase de um livro que fisga o leitor, em 140 caracteres, usando a hashtag #1ªfrase. Aos pouquinhos, uma delícia, as pessoas toparam a proposta. Apareceu até uma primeira frase morna de um bom livro, para constestar a tal teoria. Aqui eu vou listando os tweets à medida em que forem aparecendo.

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1frase_-_08

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O que as palavras iniciais de um livro dizem sobre ele

Publicado por em 30/04/2010 | 7 comentários

Uma das valiosas coisas que aprendi com o escritor Raimundo Carrero é o que a primeira frase de um livro informa sobre a obra inteira. Carrero diz que dá para avaliar se um livro é bom ou não, numa olhada rápida, simplesmente pela primeira frase – no máximo, o primeiro parágrafo. Aos aprendizes do ofício, ele chama atenção para a primeira sentença de um romance. Deve ser matadora. Agarrar o leitor, causar curiosidade.

Claro que é uma teoria  reducionista e Carrero a profere com toda a consciência, mas não deixa de ser um artifício para sentir uma obra. Tática muito válida levando em conta que ler leva tempo, artigo tão precioso e aparentemente escasso. Mas o pior é que eu nunca achei uma publicação que desmentisse essa teoria. Vamos a alguns exemplos de primeiros trechos:

“Ernst Spengler estava sozinho no seu sótão, já com a janela aberta, preparado para se atirar quando, subitamente, o telefone tocou.”

Jerusalém, de Gonçalo M. Tavares. Matador, héin? E que o livro é bom eu já falei exaustivamente aqui.

“Em setembro de 1974, ao anoitecer, um pequeno avião bimotor, prateado e preto, aterrisou numa pista auxiliar do Aeroporto de Cogonhas, em São Paulo. Diminuindo a velocidade, fez uma curva e deslizou em direção a um hangar, onde uma limusine estava à espera.”

É o começo de outra obra sobre a qual eu comentei aqui, Os Meninos do Brasil, de Ira Levin, é assim: Capturou você? A mim, não, como escrevi. Só gostei do livro do ponto de vista histórico.

“- – – – – – estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender.”

Pegando uma unanimidade como Clarice Lispector. Em A Paixão Segundo GH, a primeira frase é essa (com traços e tudo). Precisa nem dizer, né? E o livro eu amei.

“O eterno retorno é uma idéia misteriosa, e Nietzche, com essa idéia, colocou muitos filósofos em dificuldade: pensar que um dia tudo vai se repetir tão como foi vivido e que essa repetição ainda vai se repetir indefinidamente! O que significa esse mito insensato?”

É o comecinho com que Milan Kundera me sequelou em A Insustentável Leveza do Ser, que é daqueles que muita gente não leu, mas todo mundo já sabe que é bom.

Você concorda ou discorda com essa teoria? Qual é a primeira frase do livro que você está lendo? Conta nos comentários.

Foto de Vitor Sá.

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Não deixe seus livros virarem vasos de plantas

Publicado por em 28/04/2010 | Deixe um comentário

via dornob.com

Embora tenha ficado tão lúdico… Dulche que lembrou de mim.

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Ideias demais, coisas demais, pessoas demais

Publicado por em 27/04/2010 | Deixe um comentário

“Existem ideias,
coisas
e pessoas
demais.
Caminhos demais a seguir.
Comecei a achar que é importante
gostar de algo
com paixão,
pois isso reduz o mundo a um tamanho
administrável.

Adaptation

Mais identificação, impossível. Trecho do livro ou roteiro de algum dos personagens – não estou lembrada, alguém? – desse que é um dos meus filmes favoritos. And we love Nicolas Cage.

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Livros destruídos? Ainda não foi dessa vez…

Publicado por em 26/04/2010 | Deixe um comentário

Livros queimados

Imaginem que o maior grupo editorial do Brasil, a Ediouro, enviou um e-mail para mais de 400 livrarias determinando que os livros encalhados não precisariam ser enviados inteiros de volta: bastava a capa, quarta capa e a ficha catalográfica. E o miolo? Pode jogar fora. Ainda bem que essa notícia, digna da sessão Planeta Bizarro, do G1, teve um final feliz. Depois de receber inúmeras críticas, a empresa voltou atrás e estuda uma nova forma de lidar com as publicações que não vendem mais. Ufa!

Foto de Andrew Freese

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Quando uma ficção científica nazista não é bem uma ficção

Publicado por em 24/04/2010 | 2 comentários

A tarefa de casa da pós-graduação era escrever uma resenha sobre um produto cultural de um estrangeiro que abordasse o Brasil, a fim de avaliar a relação entre cultura global e cultura local. Decidi logo que seria um livro, pelo projeto #menosumnaestante. E depois de uma consulta aos universitários e algumas opções em mãos, escolhi Os Meninos do Brasil, do norte-americano Ira Levin.

Até quase a metade das páginas, eu pensei que o máximo que ele renderia, além do trabalho, seria um post sobre como é ruim se descobrir lendo um livro ruim. Afinal, eu saí de um Gonçalo M. Tavares. Mas no meio do caminho, a história me capturou e vi que não poderia ser tão injusta. Os Meninos do Brasil não é boa literatura: para vocês terem ideia, costumo anotar num caderninho trechos marcantes das obras, e dessa eu não anotei uma linha. Mas é uma história de ficção científica bem escrita.

No Brasil da década de 70, um médico nazista reúne um grupo de ex-oficiais de Hitler para cumprirem a missão de matar 94 homens de 65 anos em vários países da Europa. É a primeira fase de um plano para instaurar o IV Reich. Pistas dele chegamao judeu “caçador de nazistas” Liebermann, que é o Sherlock Holmes da história. Se não quer saber o final do livro, pare por aqui.

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Para leitores que andam em círculos

Publicado por em 21/04/2010 | Deixe um comentário

estante circular Estante para leitores que andam em círculos arte arquitetura

Via livroseafins.com

Agora dá também para se exercitar lendo. Já pensou?

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