Posts publicados em Fevereiro de 2017

Quadrinhos: as peculiaridades de um leitor

Publicado por em 14/02/2017 | Um comentário

Ser leitor é uma coisa bem especial – e até meio estranha nos dias de hoje. Embora seja uma denominação que consista basicamente no ato de ler um livro, não é tão simples assim. Cada leitor tem suas peculiaridades, suas manias, seus autores preferidos, suas capas de livros favoritas, sua hora de leitura, seu jeito de pegar o livro, e de se envolver com a histórias.

Por isso que achei tão legal os quadrinhos Reading Quirks, que o Felipe Lima me mostrou. É uma seriezinha cômica sobre as “peculiaridades do leitor”, em tradução livre. Os textos estão em inglês mas pelo contexto são bem viáveis de entender.

Quem se identificar primeiro, levanta a mão. o/

Reading Quirks 01

Peculiaridades do leitor 01 – Se você pega um livro emprestado e não o lê, o karma vem atrás de você

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[Resenha] Simpatia pelo Demônio é uma história sobre relacionamentos e obssessão

Publicado por em 8/02/2017 | Um comentário

Ratos em Bernardo Carvalho e Murakami
Por Bianca Dias

No horóscopo chinês, 2017 pode ser o ano do Galo. Na literatura, entretanto, 2017 começou como o ano do Rato. Iniciando as leituras após o Ano Novo, deparei-me, inadvertidamente, com dois Ratos distintos.

Comecei pelo Rato protagonista do romance de Bernardo Carvalho, Simpatia pelo Demônio. Logo em seguida, o Rato de Murakami esteve presente em Ouça a canção do vento e Pinball, 1973, dois romances reunidos em volume único, e de estética primorosa, pela editora Alfaguara.

Em Simpatia pelo Demônio, antes de começar a história propriamente dita, Bernardo Carvalho faz por bem esclarecer o título da obra, desvinculando-o da clássica canção dos Rolling Stones. De modo professoral, explica as distinções linguísticas entre simpathy e simpatia, ressaltando que o primeiro, em inglês, quer dizer consideração. No título deste romance, a simpatia pelo demônio é simpatia mesmo.

O primeiro capítulo do livro é mesmerizante

A narrativa tem vida própria, no sentido de que bem poderia estar fora do romance, de modo autônomo, e, ainda assim, continuaria a ser admirável, completa. O Rato de Bernardo Carvalho trabalha em uma agência humanitária, e se vê enredado em uma missão cheia de meandros não ditos e desditos.

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