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Na última vez que estive em São Paulo, pude conhecer um lugarzinho apaixonante escondido no bairro de Pinheiros, o sebo Desculpe a Poeira, do Ricardo Lombardi. Faz teeeeempo que eu acompanho o trabalho do jornalista, que escrevia sobre livros num blog que levava esse nome lúdico do sebo (hoje ele posta nesse, do Estadão). Então quando soube da loja de livros usados a curiosidade para conhecer veio automaticamente e a expectativa era bem alta. Visualize a rua de paralelepípedos tranquila e arborizada com casas e vizinhos se cumprimentando à moda antiga. E então um espaço pequeno no meio das residências cheio de livros esborrando pelas calçadas. 

Dia de arrumar o escritório. #desculpeapoeira Uma foto publicada por @desculpeapoeira em

Quando você entra, parece que está dentro de uma biblioteca em sépia. Com máquina de escrever de um lado, luminária estilosa do outro. Uma escrivaninha e discos numa caixa.

Fui lá no final de 2015, mas ainda lembro de ter ficado meio extasiada. Principalmente porque nunca tinha encontrado tantos livros desejáveis acumulados em tão poucos metros quadrados.




Demorei tanto a escrever e nem sei mais exemplificar com nomes de livros (inclusive todas as fotos do sebo são do Instagram do Desculpe a Poeira). Só não esqueço a ideia besta que me veio à cabeça: se eu tivesse numa espécie de Supermarket dos livros, com apenas 5 segundos pra gastar R$ 500 no sebo, eu iria escolher uma prateleira e derrubar sem medo todos os livros dela no carrinho. E pronto.

William Faulkner - O som e a fúria

Uma das minhas aquisições no sebo.

Fica explícita a curadoria de um leitor preocupado em oferecer o fino da bossa no quesito seleção literária. Da minha visita, saí bem feliz com uma edição de capa dura estranhamente massa do O Som e a Fúria, do William Faulkner, entre outros que dei de presente ou que se misturaram aqui na estante.

Também me encanta muito o fato de o Desculpe a Poeira ser a concretização de um sonho simples, que fez o Ricardo readequar a vida para ser livreiro. Como conta com bastante bom humor essa matéria.

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Quando você for por lá, recomendo que faça feito eu: desce na estação Fradique Coutinho, anda até a rua Sebastião Velho, número 28-A (achei fácil usando o Google Maps). Na volta, com seus livros em mãos, dá uma parada no boteco em frente à estação pra comer algo e tomar uma cerveja ou um café naquele instante de ansiedade louca pra começar a ler as novas aquisições. Delícia.

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E pra não só jogar confetes, é válido dizer que rola umas promoções mas esse não é o sebo do tipo barateiro – pelo menos na época em que fui lá. Porque perfeição não existe, né? E como diz o título, depois ir lá me conte como foi e pode me agradecer a dica. ;)

Sebo Desculpe a Poeira
Rua Sebastião Velho, 28 A (quase na esquina com a rua Mourato Coelho). Pinheiros, São Paulo.
Terça a quinta, das 10h às 18h. Sexta, das 10h às 17h. Sábado, das 11h às 18h. Domingo e segunda, fechado.

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