Posts publicados em 5 de abril de 2016

[Resenha] “Enquanto Agonizo” nas linhas de Faulkner

Publicado por em 5/04/2016 | Deixe um comentário

Enquanto Agonizo, William Faulkner

Enquanto Agonizo foi escrito em apenas oito semanas.

Por Wagner Bezerra Pontes

Por que ler um clássico?

Não é um simples clássico da literatura Norte-Americana, mas considerado um dos cem melhores romances em inglês do século XX, pelo júri especializado da editora Modern Library (atual Random House).

Enquanto Agonizo, de William Faulkner, é um dos seus romances (o 5º de dezessete) mais ousado na linguagem. Ele decidiu escrevê-lo em oito semanas “sem mudar uma palavra”.

E antes de começar a escrever disse a si mesmo: “Eu vou escrever um livro graças ao qual, em caso de necessidade, eu possa me manter ou cair se eu nunca tocar na tinta de novo”.

Foi publicado em 1930 (depois da Grande Crise de 29), onde vemos a decadência, os sofrimentos e as angústias de uma pobre família rural vivendo após a crise.

O pai disse que farinha e açúcar e café custam caro demais. […] Por que farinha e açúcar e café custam caro quando se é um garoto do campo?” (pag. 59).

Faulkner gostava de dizer do que se tratava o romance, sobre “o problema do coração humano em conflito consigo mesmo”.

O estilo

O leitor perceberá que a história da família Bundren é uma odisseia sem fim. Num primeiro momento, para quem não está habituado com o tipo de escrita de Faulkner, muito influenciado por James Joyce com o fluxo de consciência, pode achar meio confusa/hermética. Já que, o romance é composto pela voz/visão de cada personagem (15 ao todo).

Em alguns momentos a história pode parecer meio vaga a cada capítulo, fazendo o leitor voltar às páginas para reler e vê se não deixou passar algo. 

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