Posts publicados em fevereiro de 2013

Internet, o lugar para comprar ou vender livros

Publicado por em 27/02/2013 | 26 comentários

Publieditorial

Livros usados

Embora seja irresistível entrar numa livraria física e, quase tão inevitável, comprar livros, eu sempre tive a impressão de que adquirir livros online é mais vantajoso. Primeiro pelas possibilidades de pesquisa sobre o assunto, o livro, o autor, o que estão falando sobre a obra, ler o primeiro capítulo e tudo mais. E outro motivo muito importante é o preço, inclusive a possibilidade de comprar livros usados em bom estado.

Conheci há pouco um serviço interessante para isso, o serviço de classificados gratuitos mundial OLX. É bom que dá para pesquisar por cidade, então se você tem interesse num título e encontrar alguém vendendo perto de onde você mora, dá até para combinar a entrega e dispensar o frete. Por exemplo, encontrei o Realidades Aumentadas, de Philip K. Dick, lançado ano passado. Enquanto o preço mais barato dele online é de R$ 38, ele está sendo vendido usado perto de mim por R$ 22 (*-*).

Também é uma boa ideia para quem tem títulos para vender, por exemplo, quando não há mais espaço para manter aquela super biblioteca no mini-apartamento. É só anunciar no site gratuitamente. Na verdade, o meu foco é possibilidades para livros, mas o serviço permite vender ou comprar todo tipo de coisas, de rádio-relógio a imóvel, passando por eletrodomésticos, automóveis e até empregos.

O OLX começou em 2006 na Argentina, e hoje atua em mais de 96 países e em 40 idiomas. A ideia sempre foi proporcionar uma solução simples, rápida, eficaz e segura para a compra-venda de bens e serviços, independentemente da localização de seus utilizadores. A galera tem investido no Brasil e, segundo eles, o site já é o preferido dos internautas brasileiros nessa categoria. Para quem sempre está conectado, eles têm aplicativos para tablets e smartphones.

Na TV, têm rolado uns comerciais bem divertidos, como esse abaixo.

Imagem daqui.

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Máquinas de escrever de escritores

Publicado por em 27/02/2013 | 2 comentários

Smith Journnal

A minha ligação com máquinas de escrever é principalmente afetiva. Acredito que é assim para muitos da minha geração. Eu era criança ainda numa época em que saber datilografar era algo básico para qualquer profissional, como é convencionalmente saber inglês hoje. A minha avó, que era boa nisso e tinha tempo, chegou a me dar algumas lições na máquina azul lá de casa. Achei tão chato que eu nem me dediquei e nunca aprendi direito, virei adepta do dedografismo. Se eu soubesse que a máquina de escrever estava prestes a virar artigo de colecionador, eu teria dado mais atenção à coisa.

Até aquela época, tudo era escrito no tec-tec desses equipamentos datilográficos. Só depois computadores começaram a se popularizar evoluindo ao que é hoje. Documentos, cartas oficiais, trabalhos de faculdade, relatórios, tudo era na máquina de escrever, inclusive as grandes histórias. Livros clássicos ou não, obras complexa, capítulos e capítulos: a máquina de escrever foi, por muitos anos, a principal cúmplice da relação do escritor com a sua obra. Eram muitos modelos e marcas e é claro que cada autor tinha o seu próprio equipamento, com tudo que isso pudesse implicar.

Por isso é tão interessante a ideia de conhecer a máquina de escrever de cada escritor, assunto abordado no número 1 dessa revista australiana Smith Journal, com o título “Typewriters and the man who loved them”. Não consegui ainda acesso à matéria, mas imagino que deve contar o que a máquina de escrever de Hemingway diz sobre o autor de O Velho e o Mar, ou alguma mania que Tolkien poderia ter ao bater O Senhor dos Anéis nessa máquina.

Dica de Natali, foto daqui.

 

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Ilustração: biblioteca no espaço

Publicado por em 22/02/2013 | Deixe um comentário

1981 Art © Lance MIYAMOTO

Fiquei encantada com essa ilustração massa criada por Miyamoto exatamente no ano em que eu nasci. Foi publicada originalmente numa revista de ciência, ilustrando uma matéria sobre livros científicos. A Origem das Espécies, de Darwin, é um livro que realmente não poderia estar de fora de uma biblioteca dessas.  Vi no Pinterest.

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Literatura brasileira, os silêncios e as exclusões

Publicado por em 19/02/2013 | 6 comentários

Um estudo sobre a literatura brasileira divulgado ontem é literalmente um tapa na cara da sociedade, e sem luva de pelica. Regina Dalcastagnè é jornalista, doutora em teoria da literatura, professora e dedicou 15 anos à pesquisa que mostra o quanto ainda somos preconceituosos, machistas, patriarcalistas e como ainda estamos muito aquém do que acreditamos quando o assunto é aceitar as diferenças.

A pesquisadora se debruçou sobre “um total de 258 obras, correspondente à soma dos romances brasileiros do período entre 1990 e 2004, publicados pelas editoras Companhia das Letras, Record e Rocco e identificados pelo grupo de pesquisa” (de artigo sobre a pesquisa). A pesquisa foi chamada “Eu quero escrever um livro sobre literatura brasileira”. Só para dar um exemplo, ela mostra que o personagem médio do romance brasileiro é um homem branco, heterossexual, intelectualizado, sem deficiências físicas ou doenças crônicas, membro da classe média e morador de grande centro urbano.

Com tantas informações interessantes, representadas no infográfico abaixo originalmente publicado no Ponto Eletrônico, há de se esperar um debate também no campo literário sobre o valor das diferenças e a importância de dar voz à nossa multiplicidade também nessa área cultural. E não acho que é o caso de apontar um ou outro autor porque ele segue o padrão, afinal a liberdade criativa merece respeito. A meu ver é o caso de coletivamente pensar e repensar como o nosso discurso de multiplicidade fica na superfície, a ponto de não ser refletido na nossa produção cultural.

Ah, o título do blog foi inspirado no nome de um livro da Regina pelo qual me interessei bastante.

Eu quero escrever um livro sobre literatura brasileira

Via Paulo.

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Uma imagem #2

Publicado por em 15/02/2013 | 3 comentários

~daintyish

Vi aqui, é da ~daintyish.

#Uma imagem é uma seção em que posto fotos ou imagens marcantes relacionadas a livros. Clique e veja outros posts da seção.

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As Aventuras de Pi é baseado em livro de Moacyr Scliar

Publicado por em 14/02/2013 | 6 comentários

Life of PI / Max e os Felinos

Faz algumas semanas desde que eu assisti As Aventuras de Pi no cinema. O filme é bem interessante. São quase três horas rodando, mais da metade acontecendo no mar, com no máximo dois personagens, e pode-se dizer que o filme mantém o ritmo. A história de sobrevivência de um tigre e de um rapaz levanta uma série de analogias e oferece um desfecho inesperado.

Estava inclusive considerando ler o Yann Martel, até me deparar com o fato de que o livro usa a mesma história de Max e os Felinos (2001), de Moacyr Scliar. Não vou chamar de plágio pois nem Moacyr Scliar chamou. Mas é tão oficial que o próprio Yann Martel admitiu que Life of Pi (2002) é um livro baseado na obra do autor brasileiro.

O pior é que ele teve a deselegância de dizer que “quis aproveitar uma boa ideia estragada por um escritor ruim”. Um imbroglio que aconteceu há mais de dez anos e que voltou à tona com o sucesso nos cinemas – inclusive com 11 indicações ao Oscar 2013 – de As Aventuras de Pi.

Antes de falecer em 2011, Moacyr Scliar concedeu uma entrevista falando do assunto, explicando que não entrou na Justiça por conta do trabalho que teria em mover o processo judicial na Inglaterra. Para ele, não convém chamar de plágio, e sim de uma história “baseada em”. Na minha opinião, ele foi um gentleman.

No livro brasileiro, Max é um jovem judeu que vem se refugiar da Alemanha nazista no Brasil, e acaba tendo que conviver com um jaguar no bote. Parece que o Martel se desculpou com ele depois pelo que falou e cita Max e os Felinos no prefácio do seu Life of Pi. Acho meio absurdo que ele agora ganhe tanto em cima de uma história criada por outro escritor, que não está recebendo nenhuma porcentagem de tudo. Decidi que o meu real protesto é ler a obra original, do nosso Moacyr Scliar.

Cena do filme

E você, o que acha?

Dá pra ler mais sobre a polêmica aqui.

Dica de Fellipe.

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Carnaval: expectativa x realidade

Publicado por em 8/02/2013 | Deixe um comentário

Carnaval

Juro que eu quero pelo menos terminar o livro que eu estou lendo nesse Carnaval. A gente olha assim, são quatro dias inteirinhos pra fazer o que quiser. Só que num instante passa e o chamado da folia é, na maioria das vezes, irresistível.

E vocês, pretendem ler nesse Carnaval? Aguardo as respostas aqui, no Instagram ou no Facebook do Menos um na estante.

Com leitura ou sem leitura, um Carnaval bem alegre para todos.

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Luminária em forma de livro

Publicado por em 1/02/2013 | 5 comentários

Lumio

Esses designers e seus gadgets livrescos maravilhosos. A Lumio é uma luminária em forma de livro, cuja intensidade da luz é controlada pelo ângulo de abertura das páginas: quanto mais aberto, mais luz. A criação é de um designer industrial da Indonésia, Max Gunawan, que também é arquiteto.

Lumio pendurada

Lumio fechada

Como se não bastasse ter a forma do nosso objeto preferido, a Lumio é à prova d’água para uso em ambientes externos e imãs nas extremidades para facilitar a portabilidade. A luz é LED, e a bateria dura 8 horas. Ainda dá para abrir a luminária inteira e pendurar no teto. Só não consegui descobrir se é possível comprá-la em algum lugar.

Dica de Dardânia, daqui.

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