Liniers

Racionalmente, eu sei que é uma coisa natural interromper uma leitura no começo e desistir de um livro. É o que sempre defendo quando alguém comenta algo assim comigo: se não está fluindo, se não está curtindo, então pára e tenta ler em outro momento – ou não. Só que, vou contar uma coisa, quando acontece comigo…. Ah, eu fico cabreira.

Desde a faculdade, eu ouço falar muito no Gay Talese, um dos nomes do Novo Jornalismo. Aquele jornalismo que trabalha bem junto com a literatura, tratando de forma literária a narrativa de fatos não ficcionais. Há um tempo descobri na biblioteca dos meus pais um exemplar de A Mulher do Próximo, um Gay Talese sobre a revolução sexual nas décadas de 60 e 70 nos Estados Unidos.

Desde então, ele veio para a minha estante, e o escolhi recentemente já que estava num clima de ler algum romance histórico, biografia ou algo assim, se é que vocês me entendem. Não consegui ir muito além das 50 páginas, não bateu. Sabe quando você não fica querendo saber o próximo passo da história? É frustrante.

Talvez seja o momento, talvez eu não tenha curtido o estilo do Gay Talese, talvez um monte de coisa. Penso que só vou saber depois. O fato é que: É MUITO DIFÍCIL DIZER “NÃO” A UM LIVRO, principalmente de um autor consagrado. Mesmo assim, vejo ainda menos sentido em continuar uma leitura que não está me dizendo nada.

Por outro lado, também penso que essa mini crise pode ser uma questão de maturidade literária. Imagino que para quem lê muito e frequentemente – a ponto de estar satisfeito com o seu ritmo, o que não é o meu caso -, dizer “não”a um livro que não lhe pegou é um processo mais natural. O que vocês me dizem?

Leia também: Quanto se deve ler de um livro para concluir que não é o momento dele?

Vi a imagem aqui.

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