Mas se com a idade a gente dá para repetir certas histórias, não é por demência senil, é porque certas histórias não param de acontecer em nós até o fim da vida.

Em Leite Derramado, Chico Buarque.

Foto: Keila Brito

Por Keila Brito*

Finalmente, Menos um na estante! Essa foi a vez do Leite Derramado, mais uma “composição” delicada, poética e surpreendente do Chico. Apenas pelo fato de ser Dele, confesso, já simpatizo com a obra antes mesmo de folheá-la. Mas depois de degustar gota a gota, me permito escrever com propriedade sobre o sabor que esse livro tem.

O Leite Derramado é um convite para mergulhar fundo nas lembranças, sonhos e devaneios de Eulálio. É o caminhar nas fantasias e realidades de um ancião que desfia seu rosário no leito de um hospital. Se existem ouvidos atentos ou não, pouco importa; ele continua a desfiar.

É como ler pensamentos em silêncio. Em uma desordem poética tão delicada que envolve o leitor na reconstrução dos “fatos”, despertando o desejo de um copo a mais a cada página virada.


* Fica a dica de leitura da amiga querida, que sempre manda bem e com franqueza quando se dispõe a escrever. Obrigada pela participação, Keilha. ;)

A foto também é dela.

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