Foto de Sean Dreilinger

Hoje é o Dia das Mães. Embora muita gente critique pelo nível de apelo comercial, eu acho uma data linda. Todo dia é dia de ser filho, mas não é todo dia que os filhos têm uma postura agradecida por tudo que elas fizeram e fazem por eles. Dia bom pra babar a mãe, abraçar mais forte, estar junto, como farei com a minha. Para homenageá-las de um jeito Menos1naestante, convoquei as pessoas no Facebook a citarem grandes mães da literatura, se possível ilustrando com trechos. Vocês nunca me decepcionam e as respostas, como sempre, bem interessantes.

Ana Terra
do livro Ana Terra, de Érico Veríssimo.
Dica de Wanessa Bentowski.
E há ainda outra mãe na trama: a mãe de Ana Terra, D. Henriqueta.

Catelyn Stark
do livro As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin.
Dica de Carlos Negreiros.
O próprio explica: “Uma mulher extremamente doce, mas que pode se tornar terrível, terrível mesmo, pra defender os filhos.” (E eu, que acompanho a série Game of Thrones, fiquei morrendo de curiosidade).

Dona Lola
do livro Éramos seis, de Maria José Dupré.
Dica de Marcos Almeida.

“O céu está sombrio e escuro, cinzento-escuro. O que foi minha vida em todos esses anos? Sacrifício e devotamento. É como viver sempre numa tarde assim de chuva, pesada de tristezas. Mas não devo me lamentar; se fosse preciso recomeçar novamente, novamente faria da minha vida a mesma que foi, de sacrifício e devotamento. Devo sentir-me feliz porque cada filho seguiu o caminho escolhido.” 

Laila
do livro A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini
Dica de Amanda Gânimo.
É a bravura da personagem Laila, que chama a atenção de Amanda.

Penelope Keeling
do livro Os Catadores de Conchas, de Rosamunde Pilcher.
Dica de Sandra.
O leitor acompanha a história da Família Keeling.

Senhora Pelagué
do livro A Mãe, de Gorki.
Dica de Anizio e Marcia Regina Munhoz.
Como vocês veem, sugestão de duas pessoas. Segundo Marcia Regina, o livro trata de uma mãe que vê seu filho envolvido cada vez mais na conspiração que resultou na revolta contra o czar na Rússia no começo do sec. XX. Aos poucos, graças a preocupação imensa que tem com o filho, ela também passa a tomar consciência da opressão e exploração que marcou sua vida toda (por ser pobre e por ser mulher).” E o trecho foi Anizio:

‎“Nós, gente do povo, sentimos tudo, mas não sabemos nos exprimir; temos vergonha, porque compreendemos, mas não sabemos dizer o que compreendemos. E muitas vezes, por causa desse embaraço, revoltamo-nos contra os nossos pensamentos. A vida bate-nos, tortura-nos de todas as maneiras e feitios, queremos descansar, mas os pensamentos não nos largam.”

Ursula Buendía
do livro Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez.
Dica de Daniela.

‎”Entretanto, na impenetrável solidão da velhice, dispunha de tal clarividência para examinar mesmo os mais insignificantes acontecimentos da família que pela primeira vez viu com clareza as verdades que as suas ocupações de outros tempos lhe haviam impedido de ver.”

Lembrou de outra mãe dos livros que você acrescentaria nessa lista? Conta aqui nos comentários dizendo o nome da personagem, o livro, o autor e, se der, um trecho. Sempre que alguém tiver uma sugestão, atualizo esse post. Participem!
Um muito feliz Dia das Mães.

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