Estátua do poeta Mauro Mota

O brasileiro costuma ler pouco. Todo mundo já sabe. Ainda assim, uma pesquisa comprovar isso na Região Metropolitana do Recife (RMR) é decepcionante. A gente sempre quer que os estudos surpreendam, principalmente quando o resultado esperado é ruim. Mas não foi o caso. Um professor da faculdade Fafire resolveu pesquisar o que as pessoas fazem com o tempo livre, e o resultado foi que apenas 20% abrem um livro.

O poeta Mauro Mota, cuja estátua dá graça à Praça do Sebo, no Centro do Recife, ficaria bem triste.

O paradoxo é que o mercado editorial brasileiro é um dos maiores do mundo, tudo por conta dos livros didáticos, o grande filão das editoras. Mas se somos um País que investe tanto em livros didáticos, que teoricamente são destinados à educação e à formação de leitores, por que se lê tão pouco aqui? Só uma das questões que surgem diante do assunto.

Mais algumas informações interessantes, fruto da pesquisa do professor Uranilson Carvalho, que entrevistou 700 pessoas com mais de 16 anos, em agosto deste ano, na RMR:

  • Ler vem depois de: sair com os amigos, ouvir música, ver tv e acessar a internet.
  • As mulheres têm mais costume de ler (23%) do que os homens (18%).
  • Quem tem mais estudo, dedica mais tempo à leitura >> Apenas 6% dos que estão no ensino fundamental lêem no tempo livre, enquanto entre os pós-graduados, o número sobe para 40%.
  • Quem ganha mais, se dedica mais aos livros >> 18% de quem recebe entre um e dois salários mínimos vêem o livro como uma forma de lazer. Entre os que ganham mais de 10 salários, o índice é de 38%.
  • 47% das pessoas responderam que não lêem porque não tem tempo, 20% não gostam, 19% não têm costume, 10% por preguiça e 2% porque acham o livro caro.

Via Livros e Pessoas.

Foto de Carlos Augusto/Prefeitura do Recife.

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