“No meu trabalho, não tenho vocação pedagógica. Prefiro enfrentar o desespero, a aflição ou mesmo a depressão a lidar com a vontade de aprender; sempre desconfio de que a vontade de aprender sirva para esconder dores que não querem ser ditas e que permanecerão seladas. Aproveitei para lembrar a ela que uma análise didática deveria ser de, no mínimo, três sessões por semana, e eu não disporia de horários para isso, nem na volta das férias.”

Trecho de A mulher de vermelho e branco, de Contardo Calligaris, livro que tem minhas atenções agora e foi um dos meus presentes. É a voz do personagem principal, um psicanalista que tenta se livrar de uma paciente. Ainda mais depois de saber que ela está se formando em psicologia. O autor é realmente pscanalista, e junta a investigação do humano com um pegada policial. Resultado é puro caso de amor. Vamos ver se vai até o final.

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