Quando me deparo com as questões livro em papel x livro digital, fico muito aberta aos argumentos e às possibilidades. O fato de estarmos em pleno momento de transformação torna muito mais difícil ver as coisas com clareza. Para ajudar, aparecem com frequência coisas legais como essa reportagem do programa ModMTV, ótima dica de @adelmovas (depois de ver oo bloco 1, passem para o 2).

Diferente de muitas reportagens que nascem para provar uma teoria, se é que vocês me entendem, essa conseguiu mostrar pontos de vista interessantes, tanto apontando para o fim do livro em papel quanto para o lado inverso. Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foram a considerações da Ann Thornton, da Biblioteca Pública de Nova York, uma das primeiras a participar do projeto de digitalização de livros do Google, hoje a que tem o maior acervo digital dos EUA, uns 400 mil livros. Ela notou que a procura pelos livros digitais cresceu bastante, mas o aumento é observado em relação ao formato tradicional também: “As pessoas estão visitando a biblioteca e retirando livros impressos mais do que nunca em toda a nossa história. Os números cresceram no geral, no impresso e no digital”.

Uma corrente acredita que títulos mais científicos e universitários farão o sucesso do formato digital, pois são livros pelas quais as pessoas não têm apego emocional, fetiche. E então vem esse estudante entrevistado e diz justamente o contrário: livros de leitura, tudo bem nos e-readers, mas os de estudo, melhor fisicamente para grifar as coisas, fazer anotações, rasurar. Enfim, ele acha o palpável importante para o aprendizado.

Outra coisa que me surpreendeu foi ver as pessoas sempre falando do ato de “virar a página” quando se referem ao apego ao livro de papel, enquanto aqui no Brasil o unânime é citar como é legal o “cheiro do livro”. Será que é cultural?

Vale também ler o depoimento de adepto aos e-readers que o @tarrask deixou aqui no blog, dia desses.

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