“Que coisa bela é uma rosa! Para nada a dedução é tão necessária quanto o é para a religião – disse ele, apoiando as costas contra as venezianas da janela. – Ela pode ser constituída como uma ciência exata pelo lógico. Nossa mais completa confiança na excelência da Providência está depositada nas flores. Todas as outras coisas, nossos poderes, nossos desejos, nossa comida, são realmente necessários para nossa existência em primeiro lugar. Mas essa rosa é um extra. Seu perfume e sua cor são um embelezamento da vida, não uma condição dela. É somente a excelência que nos dá um extra, e por isso digo mais uma vez que temos muito que esperar das flores.”

Se tem uma coisa que eu não esperava encontrar nesse mundo, era uma declaração de Sherlock Holmes sobre as flores. Achei o máximo. Foi um pequeno grande momento meu. Imagina, eu amo flores. Quem me conhece há mais tempo, sabe que já tive, inclusive, um blog chamado “azul com flores”.

Com essa de colocar uma observação tão delicada na voz do mestre dos magos da investigação, Sir Arthur Conan Doyle me fisgou de vez. O trecho é de um dos melhores contos do personagem, O Tratado Naval, presente em Memórias de Sherlock Holmes. Para completar, acabei pinçando essas cenas com o trecho, pedaço de uma série que passou entre 1984 e 1994.

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