Sherlock Holmes

Duas notícias curiosas envolvendo personagens e autores me chamaram a atenção. Surgiram algumas questões, uma confusão na minha cabeça. Uma é que o clássico detetive Sherlock Holmes (por conta de um artigo, minha mais nova obsessão, como deve dar para perceber) vai reaparecer em um novo livro. Não, não é Sir Arthur Conan Doyle (falecido em 1930) incorporando em ninguém. É que o escritor britânico Anthony Horowitz conseguiu autorização para criar novas histórias usando o famoso personagem.

E pode?

O pior é que a matéria diz: “Segundo o romancista, Holmes será exatamente o Holmes dos livros (de Sir Arthur Conan Doyle). ‘Não quero tomar a liberdade com um personagem tão icônico’ explicou Horowitz”. E a parte em que um personagem literário é uma criação artística particular de um autor? Preferia mil vezes que ele dissesse que ia fazer uma releitura, mantendo as características principais. Seria mais digno.

Se vocês, por favor, lembram de outros casos de personagens que foram “continuados na íntegra” (sic) por escritores diferentes, eu gostaria de saber. É comum com os heróis dos quadrinhos, e acontece no cinema, sim. Mas na literatura?

Senti outro estranhamento ao saber que vão transformar o escritor Edgar Allan Poe num super detetive. Como é isso?

Edgar Allan Poe

Além do filme The Raven, cuja filmagem está em andamento, uma série dramática para TV chamada POE começará a ser produzida. No roteiro escrito por Chris Hollier (que foi assistente em Alias), o escritor de ficção científica e histórias fantásticas é o primeiro detetive do mundo, desvendando crimes de formas inusitadas no século XIX.

Parece frustração por não terem conseguido fazer Sherlock Holmes, interpretado no cinema recentemente e inspiração para uma série moderna. Vai entender.

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