“Glorinha estava na mesa, quieta, os olhos fechados. Ele teve vontade de avançar a cabeça por entre as pernas. O sexo de um rosa vivo de romã fendida. Ali, o cabelo era de um louro, de um louro, não, de um ruivo, sim, ruivo. Por um momento, sonhou com uma posse, não uma posse consentida, mas violenta, cruel. Arrastando-a, nua, pelos cabelos. O seu desejo foi tão brutal que pensou no filho, o filho no necrotério, a cabeça enrolada e um olho aberto, parado de espanto.”

E é porque “ele” é apenas um ginecologista. Delícias de Nelson Rodrigues, em O Casamento.

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