In preparation for landing, please turn off your books.

Aproveito a desculpa do cartoon do The New Yorker, que vi no Desculpe a Poeira, para contar que tenho acompanhado como posso todo o burburinho em torno dos e-books, impulsionado pelo lançamento de vários leitores digitais no mercado. Os e-readers derrubam a principal resistência ao livro eletrônico, que é o cansaço de se ler numa tela que reflete luz, como a de um computador.

Ainda são poucas opções no Brasil, mas isso é questão de tempo, assim como é para contarmos com um número cada dia maior de versões eletrônicas das obras à venda. Que vai mudar, é incontestável – a revolução no consumo da música está aí para provar. Mas ninguém sabe como as coisas vão se ordenar. Para ficar a par do assunto, recomendo o blog eBook Reader, que é um grande clipping do que sai na mídia brasileira sobre o tema.

A mim, dá um aperto só em pensar no fim dos livros em papel. É o apego à experiência tátil, ao cheiro do livro, ao cuidado visual, em guardar fisicamente aquela obra que mudou o meu jeito de ver a vida. E até – por quê não? – à sujeira que se acumula enquanto você ou alguém querido lê aquelas páginas: café, poeira, lágrimas. Eu tenho um A Paixão Segundo GHcomprado num sebo que veio com algumas anotações e uma dedicatória (a outra pessoa, claro) que mais parecem complementar o encanto de Clarice Lispector.

Mas que muitas vezes eu me pego louca para dar um “Ctrl + F” a fim de buscar alguma palavra ou frase dentro do livro… Ah, eu me pego sim.

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